Agora você confere as principais notícias de 27/12/2018, quinta-feira.

‘Sou um cara de negócios, faço dinheiro’, afirma ex-assessor de Flávio Bolsonaro

O motorista Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), afirmou em entrevista ao jornal SBT Brasil na quarta-feira (26) que parte da movimentação atípica de R$ 1,2 milhão feita por ele vem da compra e venda de carros.

“Eu sou um cara de negócios, eu faço dinheiro, compro, revendo, compro, revendo, compro carro, revendo carro, sempre fui assim, gosto muito de comprar carro de seguradora, na minha época lá atrás, compra um carrinho, mandava arrumar, revendia, tenho uma segurança”, declarou.

Foi a primeira vez que Queiroz falou publicamente sobre o caso das movimentações atípicas identificadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) desde que o caso veio à tona, em 6 de dezembro.

O policial militar, que atuava como chefe da segurança de Flávio Bolsonaro, negou ter repassado parte do salário para o então deputado. “É proibido falar em dinheiro no gabinete. Não sou laranja, sou homem trabalhador”.

Sobre os depósitos de outros assessores que foram identificados em sua conta pelo Coaf, Queiroz afirmou que só vai falar do caso ao Ministério Público —ele faltou a duas convocações para depor, alegando problemas de saúde.

“Em respeito ao MP [Ministério Público], porque faltei às audiências por problema de saúde, vou prestar esses esclarecimentos ao MP. Vou esclarecer, confio na Justiça”.

Na entrevista, o ex-assessor justificou as faltas por estar com diversos problemas de saúde, incluindo dores no ombro e um câncer maligno no intestino.

E negou que estivesse fugindo. “Me refugiei porque não queria dar entrevista. Eu tenho é que dar declarações ao MP. Como está esse mundo atrás de mim parecendo que sou fugitivo, não queria virar o ano com essa coisa chata que está em cima de mim”.

Segundo ele, será necessário fazer uma cirurgia emergencialmente para tratar do câncer. “Eu vou ser submetido, hoje ou amanhã, a outros exames. Mas vai ser preciso operar o mais rápido possível”, declarou.

Entre as movimentações identificadas pelo Coaf está um depósito de Queiroz, no valor de R$ 24 mil, na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O ex-assessor afirmou que o assunto já foi explicado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, mas negou um depósito.

“Nosso presidente já esclareceu. Foi um empréstimo de R$ 40 mil [de Bolsonaro para ele] e eu passei dez cheques de R$ 4.000. Eu nunca depositei R$ 24 mil”.

Queiroz diz que tem uma renda mensal de cerca de R$ 23 mil por mês, soma de seus vencimentos como assessor na Assembleia e da PM.

Ele afirma, contanto, que tem muitas despesas, por ter quatro filhos, um enteado e uma ex-mulher, para quem paga pensão.

Ele admitiu que sua filha Nathália não dava expediente na Assembleia, embora fosse também assessora de Flávio Bolsonaro.

“Nem todos os funcionários trabalhavam no gabinete. Há flexibilidade. Ela sempre cuidou da mídia do deputado”, afirmou.

Queiroz disse que o gabinete, que sempre foi muito movimentado, não tem espaço para acomodar todos os funcionários.

Disse ainda que pediu a Flávio Bolsonaro que contratasse a filha e a mulher, mas que ambas são “eficientes”.

“Eu pedi para empregá-las. É mérito, não é porque é filha do Queiroz”, afirmou.

O ex-assessor negou que esteja fugindo e que quer prestar depoimento ao Ministério Público o quanto antes.

Vendas de Natal em shoppings crescem 5,5% em 2018

As vendas de Natal em shoppings centers pelo País cresceram 5,5% este ano – dentro da expectativa do mercado, que ia de 4% a 6%. Os dados são de um levantamento da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) feito com 400 empresas em 30 mil pontos de venda pelo País.

Os segmentos mais procurados nas compras de Natal foram moda feminina (55%), calçados (32%) e perfumes e cosméticos (31%).

Na lanterna ficaram os eletrônicos e eletrodomésticos, com 6%. Já os celulares, que costumam ter uma participação maior, abocanharam apenas 12% das vendas.

Descontada a inflação, porém, o crescimento foi menor do que o observado no ano passado. Em termos de faturamento real, a alta foi de 1,5%. Já em 2017, o crescimento nominal foi de 5%; mas, como a inflação foi menor, a alta real nas vendas foi de 2%.

Mesmo crescendo menos em termos reais, a Alshop avalia que o desempenho foi bom diante dos percalços do ano que prejudicaram as vendas, como greve dos caminhoneiros e as eleições. Assim, diz a associação, o Natal “salvou o ano”. No total, as vendas de shoppings em 2018 cresceram 6%.

Há atualmente no País 754 shoppings em funcionamento. Neste ano, foram fechados 19 shoppings, a maioria rotativos – o que reflete o enfraquecimento das vendas ao longo do ano. Além disso, a construção de seis deles foi adiada. Há hoje 28 shoppings em construção no País, que deverão ser aberto nos próximos dois anos.

Apesar do desempenho ainda morno do Natal e do ano, o varejo está otimista para 2019. Segundo dados preliminares de um consulta feita com 400 empresas, entre as 30 que já responderam à enquete, há intenção de abertura de 962 lojas no ano que vem, gerando 7.960 empregos diretos.

Netanyahu estará na posse de Bolsonaro, diz delegação israelense

Com a dissolução do Parlamento israelense e a confirmação de eleições antecipadas para 9 de abril, o premiê Binyamin Netanyahu estará na posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Bibi, como o primeiro-ministro é conhecido, chega ao fim da manhã desta sexta (28) ao Rio. Ele havia marcado uma visita de cinco dias ao Brasil, a primeira do gênero da história, para encontrar-se com o eleito e prestigiar a cerimônia de posse no dia 1º. Ele também se reuniria também com os novos ministros da Defesa, general Fernando Azevedo Silva, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

A crise política em seu país, contudo, colocou a agenda em suspenso extraoficialmente —exceto o encontro com Bolsonaro, na própria sexta.

Netanyahu teve de convocar um pleito parlamentar antecipado, no qual é favorito para manter o cargo, para rearranjar as forças partidárias de sua coalizão.

Ele enfrenta protestos de aliados ultraortodoxos revoltados com o plano de alistar esses membros fundamentalistas do Estado judeu nas Forças Armadas e sofre um cerco judicial por acusações de corrupção que diz serem falsas.

Na terça (25), a organização da visita recebeu ordens de Israel para que Bibi voltasse já no domingo (30), devido à incerteza sobre o voto pela antecipação das eleições. A costura foi feita, e a medida passou por 102 votos a 0 nesta quarta (26), abrindo a possibilidade para a permanência.

Ela ainda pode ser alterada —até porque o vaivém em si não foi objeto de comunicados formais por parte de Israel.

Com Netanyahu, Bolsonaro poderá contar com a principal estrela de sua posse presidencial, um evento geralmente esvaziado no Brasil devido ao calendário desfavorável. Além dele, líderes sul-americanos como Sebastián Piñera (Chile) confirmaram presença.

Além disso, países europeus têm rejeitado associar-se a Bolsonaro, que provoca polêmica ao desprezar acordos apoiados por eles como os de Paris (climáticos) e a iniciativa da ONU em prol de segurança de processos migratórios.

O embaixador francês nos EUA ironizou em rede social a fala do eleito de que seria “insuportável” morar naquele país devido aos problemas com imigrantes.

Já os EUA de Donald Trump, principal modelo externo do presidente eleito, menosprezaram o evento, enviado apenas uma delegação encabeçada pelo secretário de Estado (chanceler), Mike Pompeo —que também deveria se encontrar com Netanyahu.

Dólar fecha em alta e acima de R$ 3,90 seguindo exterior

O dólar fechou em alta ante o real nesta quarta-feira (26), em linha com o desempenho da moeda no exterior diante do cenário político conturbado nos Estados Unidos.

No mercado doméstico, a atuação do Banco Central foi ofuscada pelo baixo volume de negociação.

A moeda dos EUA avançou 0,64%, a R$ 3,9215 na venda. Na mínima da sessão, foi cotado a R$ 3,8922 e, na máxima, a R$ 3,9421.

O bolsa paulista fechou no vermelho, com queda de 0,65%, a 85.136,10 pontos, após ter chegado a recuar 2,1% no pior momento do dia.

O Ibovespa reduziu o ritmo de queda, conforme o avanço dos preços internacionais do petróleo e os índices acionários norte-americanos ampliaram ganhos. S&P 500 Dow Jones e Nasdaq avançavam mais de 3 por cento no fechamento da B3.

No exterior, a recuperação das bolsas norte-americanas após fortes quedas na véspera do Natal ajudava o dólar a ganhar força contra a cesta das principais divisas globais.

A economista chamou atenção para os desdobramentos da paralisação parcial do governo de Donald Trump, que desde sábado não possui financiamento para um quarto de seus programas, devido a um impasse entre a Casa Branca e democratas sobre recursos para construção de um muro na fronteira com o México, do qual o presidente dos EUA não abre mão.

A insistência de Trump deve manter o governo parcialmente paralisado até janeiro, ou até que o Congresso aprove dinheiro para a obra na fronteira, indicou o presidente norte-americano.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários