Agora você confere as principais notícias de 02/03/2019, sábado.

Queiroz diz que dividiu salários para ampliar gabinete de Flávio Bolsonaro

O ex-policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), afirmou por escrito ao Ministério Público do Rio de Janeiro que recolheu parte dos salários de funcionários do chefe para distribuir a outras pessoas para que trabalhassem pelo então deputado estadual, ainda que não formalmente empregadas.

O objetivo, segundo ele, era aumentar o número de assessores a fim de aproximar Flávio de sua base eleitoral. Na petição entregue ao MP-RJ, ele diz que o senador não tinha conhecimento da prática.

“Por contar com elevado grau de autonomia no exercício de sua função, resultante de longeva confiança que nele depositava o deputado, o peticionante nunca reputou necessário expor a arquitetura interna do mecanismo que criou ao próprio deputado e ao chefe de gabinete”, diz a petição entregue na quinta-feira (28) ao MP-RJ.

Queiroz é alvo de uma investigação criminal desde que o Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) identificou uma movimentação atípica em sua conta bancária de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Além do volume, chamou a atenção a forma de operação. Seguidos depósitos em dinheiro em espécie de altos valores e saques subsequentes. A entrada do dinheiro ocorria logo após as datas de pagamentos dos servidores da Alerj, o que levantou a suspeita da prática da “rachadinha” –devolução de parte do salário do funcionário ao deputado.

Queiroz descreve a prática como uma “desconcentração de remuneração”. Segundo ele, todo novo assessor que assumia o cargo sabia antecipadamente que parte de seu salário deveria ser devolvido a fim de pagar os funcionários da base que estavam fora da folha salarial da Assembleia.

Juíza autoriza Lula no velório do neto de 7 anos

A juíza Carolina Llebos, da 12.ª Vara Federal, autorizou na sexta-feira (1), que o ex-presidente Lula compareça ao velório do neto. Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, filho de Sandro Luis Lula da Silva, um dos três filhos do ex-presidente com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, morreu na sexta-feira (1), vítima de meningite meningocócica. Após o pedido da defesa, o processo em que corre a Execução Penal de Lula entrou em sigilo.

A força-tarefa se manifestou de forma favorável à ida do ex-presidente ao velório. Logo após a morte do neto, o ex-presidente solicitou autorização à juíza Carolina Llebos, da 12.ª Vara Federal (execução penal), de Curitiba, para ir ao velório, que deverá ocorrer neste sábado (2), em Santo André. A magistrada pediu, então, manifestação da Operação Lava Jato.

O Governo do Paraná informou que o ex-presidente irá para ao velório do neto em avião oficial. O governador Ratinho Jr (PSD) destacou, em nota, que atendeu a um pedido da Polícia Federal.

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá para São Paulo em avião do Governo do Paraná. A aeronave foi liberada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, atendendo pedido da superintendência da Polícia Federal no Paraná”, informou o Governo.

“O apoio para o deslocamento permitirá que o ex-presidente participe do velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu nesta sexta-feira em Santo André, vítima de meningite.”

Lula foi informado da morte do neto por Sandro Luis, que teve autorização da Polícia Federal para conversar por telefone com o pai. Arthur deverá ser sepultado no sábado, 2.

O ex-presidente está preso desde 7 de abril do ano passado na Polícia Federal, em Curitiba, pela Operação Lava Jato. O petista foi condenado no caso triplex por corrupção e lavagem de dinheiro a uma pena de 12 anos e um mês de reclusão.

“O artigo 120, inciso I, da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/84) expressamente assegura o direito do cidadão em situação de encarceramento sair temporariamente do estabelecimento em que se encontra na hipótese de falecimento de descendente”, afirmou a defesa do ex-presidente no pedido à juíza Carolina Lebbos, de execução penal.

No pedido, os defensores afirmaram que poderão acordar com a Polícia Federal ou com quem a juíza venha a determinar ‘providências específicas que eventualmente sejam necessárias para assegurar sua presença no velório e funeral de seu neto’.

Lemann perde o posto de brasileiro mais rico para o banqueiro Joseph Safra

O empresário Jorge Paulo Lemann perdeu o posto de homem mais rico do Brasil. Na nova lista da revista Forbes, o banqueiro Joseph Safra assumiu o primeiro lugar com uma fortuna estimada em US$ 25,2 bilhões.

Lemann, que nos últimos anos figurava no topo da lista da Forbes, está em segundo lugar, com uma fortuna estimada em US$ 23 bilhões. No ano passado, o patrimônio do empresário estava estimado em US$ 27,4 bilhões.

Ele é um dos donos do fundo 3G Capital, que controla as empresas  AB InBev (controladora da AmBev), Kraft Heinz e Burger King. As empresas controladas pela 3G têm enfrentado turbulências financeiras.

Mesmo com a crise nas empresas do 3G, os empresários que são sócios de Lemann continuam no topo da lista dos bilionários brasileiros. Marcel Herrmann Teles é o terceiro mais rico do Brasil, com US$ 9,9 bilhões, e Carlos Alberto Sicupira é o quinto, com patrimônio de US$ 8,7 bilhões. Eduardo Severin, sócio minoritário do Facebook, é o quarto, com fortuna de US$ 9,4 bilhões.

Maduro ordena transferência de escritório europeu de petrolífera venezuelana para Moscou

A Rússia, aliada do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, prometeu nesta sexta-feira (1º) continuar com sua ajuda humanitária à Venezuela, enviando especialmente medicamentos.

“A Rússia continuará ajudando as autoridades da Venezuela a resolver as dificuldades econômicas e sociais, inclusive mediante a concessão de ajuda humanitária legítima”, declarou o ministro das Relações Exteriores, Serguéi Lavrov, após encontro com a vice-presidente Delcy Rodríguez.

Em sua visita a Moscou, a vice-presidente venezuelana afirmou que “Maduro instruiu que o escritório de petróleo da Venezuela na Europa, que se encontra em Lisboa, seja transferido a Moscou”.

“É uma forma de garantir nossa cooperação”, afirmou.

​Delcy Rodríguez reiterou seu “agradecimento ao presidente Putin […] e ao povo russo por todo o apoio”.

“Maduro deu instruções muito claras de que o povo da Venezuela precisa de alimentos, e que serão adquiridos da Rússia”, acrescentou.

Lavrov disse que a Rússia enviou “um primeiro lote de 7,5 toneladas de medicamentos” com destino à Venezuela. Moscou estuda um novo envio de remédios, pedido por Caracas, nos ​próximos dias.

“Recebemos uma lista suplementar de medicamentos que o governo venezuelano desejaria obter. Estamos examinando-a, esclarecendo os detalhes e verificando os detalhes logísticos”, afirmou o ministro.

Lavrov disse que a Rússia realiza “envios maciços de trigo” à Venezuela “que ajudam enormemente o governo venezuelano a superar os desafios humanitários atuais”.

A Rússia tem interesses econômicos e estratégicos no país de Maduro. O governo de Vladimir Putin estabeleceu laços militares já na época do antecessor do ditador, Hugo Chávez, e os mais eficazes equipamentos bélicos venezuelanos são de origem russa.

Moscou investiu e se tornou sócia da indústria de hidrocarbonetos do país, que tem algumas das maiores reservas de petróleo do mundo. Além disso, interessava a Putin manter um pé no “quintal” geopolítico dos EUA.

A preocupação é tanta que o Comando Sul das Forças Armadas americanas elenca a presença de Rússia e China na Venezuela como um dos maiores riscos para os interesses de Washington na região. A eleição de Jair Bolsonaro no Brasil trouxe mais um aliado de peso regional para a esfera americana, que contava até então com a Colômbia para enfrentar Maduro.

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Redação Dinheirama
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