Agora você confere as principais notícias de 21/01/2019, segunda-feira.

Queiroz movimentou R$ 7 milhões em três anos, diz jornal

Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) indica que o policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), movimentou R$ 7 milhões entre 2014 e 2017. A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Em 2014 e 2015, R$ 5,8 milhões teriam passado pela conta de Queiroz, além dos R$ 1,2 milhão movimentados entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, identificados no primeiro relatório.

Procurada, a defesa de Fabrício Queiroz disse que não teve acesso a esses dados e que o discurso do Ministério Público era de que não havia informações sobre os anos anteriores.

Até agora, nenhuma explicação detalhada sobre as transações foi dada por Queiroz ou por qualquer membro da família Bolsonaro. Queiroz afirmou que os depósitos são relativos a compra e venda de carros.

O ex-assessor faltou a dois depoimentos no Ministério Público, alegando estar em tratamento de um câncer intestinal, e Flávio Bolsonaro faltou a um, dizendo que não havia tido acesso aos autos.

Uma semana depois, o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a investigação a pedido do filho de presidente.

O senador eleito argumentou que tem foro especial perante o Supremo e que o Ministério Público do Rio produziu provas ilegalmente. O relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, decidirá sobre a competência da corte com o fim do recesso do Judiciário, que se encerra no dia 31 de janeiro.

Segundo especialistas, a reclamação de violação do sigilo bancário não encontra respaldo na lei e na jurisprudência brasileira.  A lei brasileira permite a comunicação entre o Ministério Público e o Coaf, e questionamentos similares ao de Flávio foram rejeitados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Guedes terá nove reuniões e acompanha discurso de Bolsonaro em Davos

O Ministério da Economia divulgou na manhã de domingo (20), a agenda do ministro Paulo Guedes na próxima terça-feira (22), quando participa do Fórum Econômico Mundial realizado anualmente em Davos, na Suíça. A concorrida agenda do ministro começa às 10h no horário local com uma reunião presidente do Conselho da Lyondell Basell, Jacques Algrain. Em seguida, estão agendas encontros com os presidentes do Internacional Chamber of Commerce (10h45) e o presidente da Iberdrola, José Ignácio Sánches Galán (11h).

Após a agenda da manhã, Guedes participa do almoço organizado pelo banco Itaú Private. Depois, terá encontro com o presidente-executivo do Canadá Pension Plan, Mark Machin. Às 15h15, o ministro se reúne com o fundador do Fórum, Klaus Schwab.

Em seguida, o ministro acompanha o discurso do presidente Jair Bolsonaro na sessão plenária do Fórum, no principal auditório do evento. Às 17h15, a agenda prevê participação de Guedes em encontro do Conselho Internacional de Negócios. O dia termina com reunião com o ministro da Economia de Israel, Eli Cohen, e a participação – que ainda precisa ser confirmada – no jantar anual da gestora BlackRock.

Membros do Fed deixam pouca dúvida: altas de juros podem esperar

Paciência é o novo mantra no Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) faltando menos de duas semanas para a primeira reunião de política monetária do banco central norte-americano neste ano, uma vez que as autoridades deixaram poucas dúvida de que querem parar com os aumentos dos juros —pelo menos por enquanto.

O presidente do Fed, Jerome Powell, usou primeiramente a palavra “paciente” para descrever sua abordagem à política monetária no início do mês, uma fala que acalmou o mercado financeiro após meses de volatilidade.

Esta semana, sete outros membros acompanharam Powell na adoção de uma abordagem paciente, ou sinalizando uma inclinação a pausar o ciclo de aperto monetário.

Isso acontece após uma abordagem de “esperar para ver” que foi adotada no início do mês por vários outros membros do Fed, deixando claro que surgiu um consenso entre as 17 autoridades que se reunirão em 29 e 30 de janeiro.

O crescimento global mais lento, uma derrocada do mercado acionário no último trimestre e uma paralisação parcial do governo norte-americano que ameaça a confiança e os gastos do consumidor deixaram muitos deles preocupados sobre o que há apenas um mês os membros do Fed chamavam de forte atividade econômica.

E, dizem eles, a economia ainda tem que sentir os efeitos totais dos quatro aumentos de juros realizados pelo Fed no ano passado.

“A abordagem que precisamos é de prudência, paciência e bom julgamento”, disse o presidente do Fed de Nova York, John Williams, na sexta-feira, acrescentando que se o crescimento continuar, novas altas de juros podem ser necessárias em algum momento.

Mas por enquanto, ele disse, aquilo que impulsionou a economia norte-americana durante a maior parte do ano passado perdeu fôlego.

Redação Dinheirama
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