Agora você confere as principais notícias de 10/09/2018, segunda-feira.

Barroso proíbe PT de apresentar Lula como candidato e ameaça suspender horário eleitoral

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, determinou neste domingo (9) que a coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT/PCdoB/Pros) não apresente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato, na condição de candidato ao cargo de presidente da República “em qualquer meio ou peça de propaganda eleitoral”. A decisão de Barroso foi antecipada pela Coluna do Estadão.

O ministro também proibiu a coligação de apoiá-lo na condição de candidato, sob pena de suspender a propaganda eleitoral da coligação – no rádio e na televisão – em caso de descumprimento da ordem judicial.

A decisão de Barroso mostra que o TSE “subiu o tom” em questões envolvendo a propaganda presidencial petista, que já sofreu uma série de reveses na Corte Eleitoral.

Apesar de vetar a aparição de Lula na propaganda eleitoral como candidato, o TSE não proibiu totalmente a presença do ex-presidente na campanha petista. Ou seja: o PT poderá utilizar Lula na propaganda, desde que seja na condição de apoiador de Fernando Haddad, o que reduz a participação do ex-presidente à cota de 25% do espaço da propaganda do PT, conforme a legislação eleitoral.

Os dias em que os EUA foram roubados por outras nações chegaram ao fim, diz Trump

O presidente americano, Donald Trump, disse neste domingo (9) em sua conta no Twitter que os dias em que os EUA foram roubados por outras nações chegaram ao fim.

Trump escreveu isso em sua conta após comentar informação divulgada pela CNBC  sobre a Ford ter cancelado abruptamente um plano para vender carros pequenos feitos na China. Segundo o canal de notícias, a decisão ocorreu por conta das altas tarifas americanas.

“Isso é apenas o começo. Esse carro pode agora ser construído nos EUA, e a Ford não vai pagar tarifa nenhuma”, comentou o presidente logo após reproduzir a informação da CNBC.

Em seguida, o presidente questiona o fato de os EUA terem de pagar tarifa de 25% para a China se quiserem vender carro no país asiático, enquanto, em situação inversa, os chineses pagam sobretaxa de 2%. “Alguém acha isso justo? Os dias em que os EUA foram roubados por outras nações chegaram ao fim.”

Crise fiscal zera pagamentos a 508 programas federais neste ano

A pouco mais de três meses do fim do ano, mais de 500 ações do governo federal previstas no Orçamento não receberam nenhum centavo. Cerca de 20% dessas ações estão sem dinheiro desde que o presidente Michel Temer assumiu o posto, em 2016.

Ao todo, 1.585 programas federais estão previstos no Orçamento deste ano.

Com a falta de recursos, ficam comprometidos projetos de construção de hospitais, penitenciárias, sistemas de alerta de desastres naturais, compra de medicamentos de portadores de doenças raras e preservação do patrimônio histórico e natural.

Em 2018, R$ 9 bilhões para essas ações ainda não foram efetivamente pagos.

Na semana passada, o Museu Nacional pegou fogo e seu acervo foi destruído, em um episódio que indica negligência com a manutenção e a segurança do edifício público.

Os repasses à instituição, vinculada à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), caíram à metade em cinco anos. O governo atribuiu a responsabilidade pela falta de verba à universidade, que gasta quase todos os seus recursos (87%) com folha salarial. Com isso, sobra pouco para repassar ao museu.

O problema, no entanto, se repete no governo federal -91% do Orçamento está comprometido com despesas obrigatórias.

O próximo presidente enfrentará um cenário ainda mais complicado, com as despesas obrigatórias consumindo 93% do Orçamento em 2019, o mais elevado patamar desde 2006.

Redação Dinheirama
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