Agora você confere as principais notícias de 21/06/2018, quinta-feira.

Banco Central decide manter taxa de juros em 6,50% ao ano

Pela segunda reunião consecutiva, os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. Com isso, a taxa manteve-se no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. No comunicado, o BC retirou a indicação usada em maio que sinalizava juros estáveis no futuro. Na decisão anterior, o comunicado citava que “para as próximas reuniões, o Comitê vê como adequada a manutenção da taxa de juros no patamar corrente”. A frase não consta do comunicado divulgado nesta noite.

A decisão desta quarta-feira (20), era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro.

O BC argumentou que o juro estável “é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2018 e, principalmente, de 2019”. Apesar do juro estável, o BC manteve a percepção de que a conjuntura econômica “prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural”.

O BC argumentou que o juro estável “é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2018 e, principalmente, de 2019”. Apesar do juro estável, o BC manteve a percepção de que a conjuntura econômica “prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural”.

STF autoriza PF e Polícia Civil a fazer acordo de delação sem aval do Ministério Público

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira (20) que a Polícia Federal e as polícias civis estaduais podem firmar acordos de delação premiada com investigados, mesmo sem a anuência do Ministério Público —8 dos 11 ministros votaram nesse sentido.

Os magistrados terminaram de julgar uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) ajuizada pela Procuradoria-Geral da República que questionava a legitimidade de delegados de polícia para celebrar acordos de colaboração.

O julgamento começou em dezembro passado e foi adiado quando já havia maioria para liberar os acordos feitos pela polícia. Na ocasião, porém, não ficaram definidos os limites da atuação dos delegados. Uma questão que havia ficado em aberto era a necessidade de o acordo ter aval do Ministério Público para poder ser homologado por um juiz.

O relator da ação, Marco Aurélio, afirmou que delegados de polícia podem negociar acordos de delação nos termos da lei que baliza esse instrumento, sem necessidade de aval do Ministério Público, desde que não invadam as competências do Ministério Público (como prometer o não oferecimento de denúncia). Cabe, então, somente ao juiz decidir se homologa o acordo ou não.

Dólar sobe quase 1% e se reaproxima dos R$ 3,80

O dólar avançou quase 1% nesta quarta-feira (20) e se reaproximou dos R$ 3,80 mesmo após nova intervenção do Banco Central no mercado de câmbio.

Investidores adotaram uma postura mais cautelosa à espera da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa Selic, que foi mantida em 6,50%, e do comunicado que embasará a decisão.

O dólar ganhou 0,90% sobre o real, a R$ 3,7790 —a  moeda brasileira destoou das demais emergentes. Considerada uma cesta de 24 divisas, o real foi a que mais se desvalorizou.

Durante a manhã, no entanto, a moeda acompanhou o mercado internacional e chegou a operar em queda.

Houve ainda a volta do Banco Central ao mercado, que colocou mais US$ 1 bilhões em contratos de swap cambial (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro), mas a atuação não foi suficiente para conter a alta. Nesta semana, foram injetados US$ 2 bilhões dos US$ 10 bilhões anunciados pelo BC.

Já a Bolsa brasileira avançou 1,02%, engatando o segundo dia de recuperação. O Ibovespa, principal índice acionário do país, fechou a 72.123 pontos.

A alta foi impulsionada pela Petrobras, que se valorizou no pregão. As ações preferenciais (mais líquidas) ganharam 5,05%, a R$ 16,20. Os papéis de bancos também avançaram, ajudando o índice.

A tendência para a Bolsa, no entanto, segue negativa. No campo doméstico, não surgem notícias positivas no campo econômico e tampouco há alguma definição no cenário eleitoral que possa sustentar o índice.

Trump assina decreto para acabar com a separação de famílias de imigrantes ilegais

O presidente americano, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (20), uma ordem executiva para encerrar o processo de separação de crianças de seus pais e responsáveis. A ordem determina que famílias imigrantes sejam detidas juntas quando pegas entrando no país ilegalmente, apesar de não ter ficado claro por quanto tempo elas permanecerão presas. Ela também coloca casais com filhos na frente na fila dos processos na Justiça contra imigrantes.

A ordem não encerra a política de “tolerância zero” que determina o indiciamento de imigrantes que cruzam a fronteira ilegalmente. “Trata-se de manter as famílias juntas ao mesmo tempo em que garante que tenhamos uma fronteira bem forte e poderosa”, disse Trump ao assinar a ordem no Salão Oval da Casa Branca.

O esforço é um marco para seu governo, que tem insistido na ideia de que o cumprimento da lei americana era a causa da separação de pais e filhos. Desde abril, mais de 2 mil meninos e meninas foram tirados da guarda de seus pais.

Redação Dinheirama
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