Agora você confere as principais notícias de 03/01/2019, quinta-feira.

Bolsa fecha na máxima histórica em primeiro pregão no governo Bolsonaro

As perspectivas positivas para a economia no governo Jair Bolsonaro embalaram o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, na quarta-feira (2). Impulsionada pelo noticiário político positivo, a Bolsa terminou o dia em valorização de 3,56%, aos 91.012 pontos, em seu maior valor nominal de fechamento na história. Na máxima do dia, perto das 15h, o Ibovespa chegou a avançar 4,07%, aos 91.478,84 pontos.

Já o dólar seguiu o bom humor no cenário local e fechou o dia em baixa de 1,83%, cotado a R$ 3,8046.

Com um noticiário robusto, um dos destaques de alta do pregão foram os papéis da Eletrobrás, que dispararam nesta tarde.  As ações ordinárias da estatal avançaram 20,72% e as preferenciais 14,52%.

As declarações do ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, de que o governo do presidente Jair Bolsonaro dará continuidade ao processo de privatização da Eletrobrás impulsionaram a alta dos papéis. Além disso, Wilson Ferreira Junior confirmou o convite para permanecer na presidência da Eletrobrás, o que deu ainda mais força para a subida dos preços.

Segundo um operador, os motivos que influenciaram no bom desempenho generalizado dos ativos locais foram as sinalizações de continuidade da agenda de privatizações, expectativas de avanço das reformas, principalmente a da Previdência, e o apoio do PSL, partido de Bolsonaro, à reeleição de Rodrigo Maia (DEM) para a Presidência da Câmara, o que deve facilitar a aprovação na Casa de pautas importantes para o governo.

Se reforma da Previdência não passar, caminho é desvincular gastos, diz Guedes

Ao receber o cargo de ministro da Economia na tarde de quarta-feira (2), Paulo Guedes sugeriu um plano alternativo para o caso de o Congresso não aprovar a reforma da Previdência.

Ao defender o endurecimento das regras da aposentadoria, o economista disse que se não for bem-sucedido, o governo terá que fazer uma ampla desindexação da economia.

Em discurso, Guedes afirmou mais de uma vez que a expansão contínua de gastos fez o Brasil parar de crescer.

“Nosso diagnóstico tem que começar pelo controle de gastos. Não precisa cortar dramaticamente. É não deixar crescer no ritmo que crescia”, afirmou. “O Brasil foi corrompido pelo excesso de gastos”.

Para o novo ministro, a primeira e principal reforma para solucionar o problema é a que endurece as regras da aposentadoria.

“A Previdência é uma fábrica de desigualdades. Quem legisla tem as maiores aposentadorias. Quem julga tem as maiores aposentadorias. O povo brasileiro, as menores”, disse.

Ele, então, apresentou um plano B em caso de não aprovação de uma reforma da Previdência.

“Se isso falhar, temos uma PEC também, porque essas despesas vão se chocar contra o teto [de gastos]. Ou você segura o teto, desindexa, desvincula e desobriga todas as despesas e receitas da União”, afirmou.

Segundo ele, a medida obrigaria a classe política a escolher quais os gastos prioritários, onde cortar o orçamento e onde complementar as despesas. A desvinculação seria uma forma de retirar amarras legais que vinculam receitas a gastos específicos e obrigam o governo a aumentar despesas automaticamente.

Entre as despesas hoje vinculadas, há gastos com Saúde e Educação, que têm parte da arrecadação de impostos garantida no orçamento. Essas áreas também seriam impactadas. No caso de efetivação da mudança, o ministro afirmou que seria de responsabilidade dos políticos a definição sobre como seria feito esse direcionamento, ano a ano.

No discurso, Guedes afirmou ainda que não existe superministro que vá salvar o país.

“Vai ser uma construção conjunta, não existe um superministro, não existe alguém que vai consertar os problemas do país sozinho”.

O novo ministério da Economia reúne as antigas pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior.

Participaram da cerimônia de transmissão de cargo os ex-ministros Eduardo Guardia (Fazenda), Esteves Colnago (Planejamento) e Marcos Jorge (Indústria e Comércio), além dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Apoio de PSL a Rodrigo Maia na reeleição da Câmara surpreende partidos de oposição

O apoio declarado do PSL à recondução de Rodrigo Maia (DEM) como presidente da Câmara pegou de surpresa os partidos de oposição ao governo Jair Bolsonaro, que vinham negociando nos bastidores acordos com o emedebista.

PSB e PDT, que já davam como certa a participação no bloco articulado por Maia, vão reavaliar a situação. O PT descarta totalmente participar de qualquer articulação que inclua o PSL e fala em criar um bloco com os cinco partidos de oposição (que somaria 136 cadeiras) além de deputados desgarrados que desejem independência em relação a Bolsonaro. O PSOL cogita lançar candidato próprio à Presidência da Câmara para marcar posição.

“Não existe a menor chance de participarmos disso”, disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT). Segundo ela, o acordo do PSL com Maia derruba o discurso de Bolsonaro sobre não ceder ao troca-troca de cargos por apoio. “Não durou nem 24 horas a promessa de Bolsonaro de se distanciar da velha política. O partido dele já está acertando apoio em troca de cargos”, completou.

Para tentar reduzir resistências, o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, fala em “oposição programática” e dividir o protagonismo do PT em um possível bloco de oposição.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que  o partido vai reavaliar a situação e deve tomar uma decisão até o dia 12. “Estamos tendendo a apoiar o Rodrigo mas agora é um novo momento. Ele passava uma imagem de independência e agora parece mais atrelado ao governo”, disse Lupi.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, colocou e m dúvida a participação do partido no bloco de apoio a Maia. “Ainda estamos examinando essa questão, mas não é seguro que possamos integrar esse bloco”, afirmou.

O PSOL é favorável ao bloco de oposição e pensa em lançar candidato próprio para marcar posição. “O PSOL vai trabalhar para que a oposição se unifique em torno de um nome que expresse claramente nossa crítica ao caráter entreguista e autoritário do governo Bolsonaro”, disse o presidente da legenda, Juliano Medeiros.

Por trás do discurso cobrando de Maia garantias de que não cederá incondicionalmente aos interesses do Planalto, líderes oposicionistas reconhecem que perderam grande parte de seu poder de fogo e já falam em ceder nas negociações.

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 58,3 bi em 2018, queda de 13% ante 2017

A balança comercial brasileira encerrou 2018 com superávit de US$ 58,298 bilhões —uma queda de 13% sobre o recorde registrado em 2017, mas o segundo resultado mais forte desde 1989, início da série histórica.

A performance positiva ocorre no momento em que o presidente Jair Bolsonaro assume com a promessa de abrir o mercado brasileiro e diminuir tarifas sobre importados.

“Apesar de o saldo ter sido menor do que o de 2017, continua sendo um dos cinco maiores do mundo”, diz Fábio Silveira, sócio-diretor da consultoria MacroSector.

Houve crescimento maior das importações que das exportações, informou o Ministério da Economia na quarta-feira (2).

Em 2018, as importações atingiram o maior valor desde 2014. O avanço foi de 19,7% sobre 2017, com US$ 181,225 bilhões em compras. Já as exportações subiram 9,6%, com US$ 239,523 bilhões em vendas, no nível mais alto dos últimos cinco anos.

Redação Dinheirama
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