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Ibovespa desaba com desentendimento na articulação da reforma da Previdência

A Bolsa brasileira, o dólar, o risco-país e os juros: quatro dos principais termômetros do mercado financeiro mudaram de direção bruscamente nesta semana. Voltam para os mesmos patamares do começo do governo de Jair Bolsonaro (PSL), reflexo da dúvida de investidores com a aprovação da reforma da Previdência diante da total desarticulação no Congresso.

O dólar disparou mais de 2% apenas nesta sexta-feira (22) e rompeu os R$ 3,90 pela primeira vez neste governo. A alta percentual foi a maior desde o Joesley Day, como ficou conhecido o dia seguinte à divulgação dos áudios comprometedores entre Joesley Batista e o ex-presidente Michel Temer, em maio de 2017. O episódio sepultou a reforma da Previdência do governo Temer.

O tombo desta semana não foi por falta de alerta dos especialistas. Eles dizem desde o período eleitoral que a primeira dúvida sobre o comprometimento do governo de Jair Bolsonaro com a reforma da Previdência poderia colocar fim à euforia trazida pela nova gestão.

Depois de ter encostado os 100 mil pontos no começo desta semana, o novo patamar de fechamento é o retrato da decepção de investidores.

O Ibovespa encerrou esta sexta a 93.735 pontos, queda de 3,09%. O giro financeiro superou R$ 20 bilhões, acima da média de R$ 16 bilhões do ano e sinal claro de uma liquidação de ativos por parte de investidores. No ano, a alta acumulada é de 6,7%.

Ministro quer encontro de Maia com Presidente Bolsonaro já no começo da semana

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que vai tentar um encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A declaração foi dada a líderes governistas na Câmara dos Deputados e, segundo Onyx, a ideia é que a reunião ocorra já na segunda-feira da semana que vem, assim que o presidente voltar da agenda no Chile.

Onyx se reuniu com deputados, entre eles o presidente da CCJ, Felipe Franceschini, e o delegado Waldir, ambos do PSL, em um almoço no hotel Brasília Palace, em Brasília. Onyx teria dito que o encontro é o sinal necessário para mudar a relação do Congresso.

Nesta sexta-feira, no Chile, Bolsonaro afirmou que está aberto para conversar e que não deu motivo para o parlamentar do Rio de Janeiro tomar essa atitude.

“Quero saber o motivo pelo qual ele está saindo”, disse Bolsonaro após deixar o Palácio de La Moneda, sede do governo chileno. “Estou sempre aberto ao diálogo. Estou fora do Brasil. Quero saber o motivo, só isso e mais nada. Eu não dei motivo para ele sair [da articulação]”, declarou.

Além disso, o presidente disse que a declaração do filho Carlos Bolsonaro, com críticas a Maia por adiar a tramitação do projeto anticrime, não é motivo para Maia ameaçar sair da articulação política.

“Será que esse foi o motivo? Se foi esse o motivo, eu lamento, mas isso não é motivo.” O presidente afirmou saber que ‘todo o Brasil está indignado’ com a demora na votação do projeto de lei anticrime.

No Chile, Jair Bolsonaro descarta intervenção militar na Venezuela

O presidente Jair Bolsonaro descartou na sexta-feira (22), apoio a uma intervenção militar na Venezuela. “Tem gente divagando, tem gente sonhando. Da nossa parte, não existe essa possibilidade”, declarou o presidente ao deixar o Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, onde 11 países se reuniram para uma cúpula e oito se comprometeram com a criação do Prosul.

Bolsonaro falou ainda que a “ditadura” na Venezuela se fortalece na “fraqueza de Nicolás Maduro” porque não é ele quem decide questões naquele país, mas alguns generais, narcotraficantes, milícias e cubanos.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse na sexta-feira (22), em entrevista ao jornal chileno La Tercera, que “de alguma forma será necessário usar a força” contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Ninguém quer uma guerra, a guerra é ruim, há muitas vidas perdidas, há consequências colaterais, mas Maduro não vai deixar o poder de forma pacífica. De alguma forma, será necessário usar a força, porque Maduro é um criminoso “, disse o filho do presidente Jair Bolsonaro.

Redação Dinheirama
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