Agora você confere as principais notícias de 29/12/2018, sábado.

Bolsa fecha 2018 com alta de 15% e dólar sobe 16,89%

Impulsionado principalmente pelo bom humor no exterior, o Ibovespa fechou em alta a última sessão do ano, com ganhos de 2,84%, aos 87.887,26 pontos na sexta-feira (28). Com isso, terminou 2018 com valorização acumulada de 15,03%, na contramão dos principais índices do mundo e de outras economias emergentes, que encerraram o ano em baixa.

O avanço teve respaldo da melhora do ambiente externo e um pouco de correção das perdas registradas ao longo da semana, com as ações da Petrobrás entre as maiores altas do Ibovespa, além da Eletrobrás, que realizou leilão da Distribuidora Ceal.

Já o dólar à vista fechou hoje em baixa de 0,36%, aos R$ 3,8755, em linha com a fraqueza no exterior e em meio à vitória dos vendidos na disputa pela formação da última Ptax de dezembro e do ano, que servirá para a liquidação do contrato futuro de janeiro e os ajustes das posições cambiais e nos balanços corporativos deste fim de ano.

Em 2018, a moeda subiu 16,89% ante o real, que registrou o terceiro pior desempenho ante o dólar entre os principais países emergentes, atrás apenas da Argentina e da Turquia. O alívio no câmbio, juntamente com o otimismo sobre o novo governo, alimentou a queda dos juros futuros, que terminaram a sessão regular nas mínimas históricas. Em Nova York, as bolsas passaram o dia sob volatilidade, com mais um dado econômico aquém do esperado nos EUA reforçando as preocupações sobre o desempenho da economia, que também penalizaram o dólar. Na última hora de negócios, porém, os índices em Wall Street se firmavam em alta.

O mercado aproveitou o dia para fazer um balanço dos investimentos de 2018 e já planejar os negócios para o ano que vem.

A alta nos futuros acionários em Wall Street e sinalizações benignas da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) quanto a medidas fiscais corroboravam os ganhos no pregão brasileiro.

Ministro de Bolsonaro diz que fará auditoria de hospitais federais do Rio

O futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), afirmou na sexta-feira (28) que uma das primeiras ações do ministério será um “choque de gestão” nos seis hospitais federais da cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com ele, serão iniciadas auditorias, revisão de contratos e mudança no perfil de administração das unidades.

“Esses hospitais precisam ser integrados, tomar um choque de gestão, melhorar a questão da compra conjunta. Na parte do atendimento hospitalar a rede federal do Rio de Janeiro vem passando por inúmeros problemas e a gente deve entrar em uma agenda com essa rede do Ministério da Saúde”, afirmou.

Há na capital fluminense seis unidades sob administração direta da pasta: os hospitais de Andaraí, Cardoso Fontes, dos Servidores do Estado, de Bonsucesso, de Ipanema e da Lagoa.

Segundo Mandetta, as mudanças na administração serão um dos três eixos de ação do início do mandato na pasta. Ele as apresentou em reunião ministerial nesta quinta-feira (27), no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

Além das mudanças na rede federal carioca, o futuro ministro, que assumirá o comando da pasta na próxima terça-feira (2), afirmou que a rede de atendimento em Roraima por causa da crise migratória de venezuelanos também será prioridade.

“Por conta da entrada dos venezuelanos, que vieram com doenças infecciosas como sarampo e se encontraram com uma população brasileira com baixa cobertura de vacina, nós tivemos surtos”, afirmou.

O terceiro eixo será, diz, um reforço nas equipes de atenção básica e saúde da família em um estado ainda não definido.

Desemprego recua para 11,6%, mas ainda atinge 12 milhões

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,6% nos três meses até novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 28. O porcentual é o mais baixo desde junho de 2016 e representa mais de 12 milhões de brasileiros desempregados. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Segundo o levantamento, o País criou 1,3 milhão de postos de trabalho em um ano, o que fez com que a quantidade de pessoas sem emprego caísse em 364 mil brasileiros em doze meses.

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destacou que a geração de vagas ainda não é o suficiente para reduzir o contingente de desocupados. Apesar do avanço no número de pessoas trabalhando, o total de desempregados ainda é o dobro do registrado há quatro anos, completou o pesquisador.

No trimestre encerrado em novembro, o País atingiu o recorde de 93,189 milhões de ocupados, 1,241 milhão a mais do que no trimestre terminado em novembro de 2017. Mas ainda havia 12,206 milhões de pessoas desempregadas, 364 mil a menos que o registrado um ano antes.

A população inativa aumentou em 696 mil pessoas em um ano, para um total de 65,096 milhões. Como resultado, a taxa de desemprego saiu de 12,0% no trimestre até novembro de 2017 para 11,6% no trimestre até novembro de 2018, a mais baixa desde o trimestre encerrado em julho de 2016, quando também era de 11,6%.

“Em 2014, tinha 6 milhões de desocupados. Tínhamos taxa (de desemprego) de 6,5%, hoje está em 11,6%”, ponderou Azeredo. “De 2014 para cá, perdeu-se 4 milhões de vagas com carteira. Se o marido perde a carteira de trabalho, a esposa vai procurar trabalho, o filho vai procurar trabalho, para tentar recompor aquilo que perderam de estabilidade”, completou.

O Instituto também anunciou que a aumentaram os brasileiros que trabalham sem carteira assinada pelas empresas. A população que trabalha sem carteira assinada no setor privado subiu 498 mil em um trimestre. Com isso, o Brasil bateu um recorde de aproximadamente 11,7 milhões de brasileiros nessa situação. No mesmo período, o mercado de trabalho perdeu 6 mil vagas com carteira assinada.

No trimestre encerrado em novembro deste ano, o patamar de trabalhadores com carteira assinada no setor privado desceu a 32,962 milhões, menor patamar da série histórica iniciada em 2012.

Durante o mesmo trimestre, mais de 528 mil brasileiros aderiram ao trabalho por conta própria. Isso também representou um recorde de 23,8 milhões de pessoas para os três meses.

O número de pessoas ocupadas no País cresceu em relação ao trimestre terminado em agosto. Até novembro, o número era de 54,7% ante aos 54,1% registrado no período anterior. Já a quantidade de pessoas inativas diminuiu em 292 mil pessoas no trimestre, totalizando 65 milhões de brasileiros nessa situação.

Trump ameaça fechar fronteira com México se democratas não aprovarem muro

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou na sexta-feira (28) fechar a fronteira dos Estados Unidos com o México se os “obstrucionistas” democratas não aprovarem o financiamento para o muro que o republicano quer construir na divisa, em um impasse que provocou uma paralisação parcial do governo que entra no sétimo dia.

Em mensagem em uma rede social, Trump afirmou que será forçado a fechar a fronteira sul completamente “se os democratas obstrucionistas não derem a nós dinheiro para terminar o muro e também [não] mudarem as ridículas leis de imigração que sobrecarregam nosso país.”

“É difícil acreditar que um Congresso e um presidente aprovariam [as leis]”, criticou.

O presidente afirmou ainda que os EUA perdem muito dinheiro, “mais de US$ 75 bilhões (R$ 291 bilhões) por ano”, no comércio com o México no Nafta, o acordo comercial que o republicano renegociou e transformou no USMCA, em termos considerados mais vantajosos por Trump.

O valor, complementou, não inclui o dinheiro proveniente do tráfico de drogas e que superaria em muitas vezes esse valor, segundo o republicano. Por causa disso, fechar a fronteira sul “seria uma operação lucrativa.”

“Nós construímos um muro ou fechamos a fronteira sul”, acrescentou. “Trazemos nossa indústria automobilística de volta aos EUA, onde ela pertence. Voltamos ao pré-Nafta, antes que muitas de nossas empresas e empregos fossem enviados tolamente ao México. Ou nós construímos (terminamos) o muro ou fechamos a fronteira.”

presidente afirmou ainda que Honduras, Guatemala e El Salvador não “fazem nada pelos EUA, além de tirar nosso dinheiro.”

O republicano disse ter conhecimento de uma nova caravana que está se formando em Honduras e acusou os governos desses países de não fazerem “nada sobre isso.”

“Nós vamos cortar toda ajuda a esses três países –tiraram vantagem dos EUA por anos.”

Na quinta-feira, Trump, em mensagem na mesma rede social, afirmou que, na Califórnia, estava havendo uma perseguição de um imigrante ilegal acusado de atirar e matar um policial. “É hora de endurecer nossa segurança na fronteira. Construa o muro!”, escreveu.

Redação Dinheirama
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