Agora você confere as principais notícias de 01/02/2019, sexta-feira.

Bolsa fecha mês com alta de 10,8% e dólar cai quase 6%

A Bolsa brasileira conseguiu minimizar o peso que a Vale tem sobre o mercado e fechou o mês de janeiro em alta de 10%, embalada pelo otimismo com o novo governo e a perspectiva de reforma da Previdência e também pela melhora no exterior. O dólar recuou quase 6% no mês.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, ganhou 0,40% nesta quinta e fechou a 97.393 pontos. No mês, a alta é de 10,8% e equivale a quase dois anos de aplicação em de renda fixa, destacou Álvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

“Certamente foi um bom resultado para um mês complicado e bom augúrio para o ano de 2019”, escreveu a clientes.

Durante janeiro, o mercado enfileirou uma sequência de recordes que levou o índice ao maior patamar da história, atingido na quinta-feira da semana passada (24). Na quinta, o índice chegou a testar uma nova máxima, acima dos 98 mil pontos, mas acabou perdendo força em parte pela baixa das ações da Vale, que caíram mais de 2%.

O ganho do pregão foi sustentado pelas ações do Bradesco, após divulgação de resultados melhores que o esperado pelo mercado. O avanço das ações do banco deu força aos principais papéis do setor financeiro.

O mês de janeiro foi marcado também pelo aumento do volume financeiro movimentado na Bolsa. A média é de R$ 16,7 bilhões, só menor que a registrada em outubro do ano passado e superior ao giro médio diário de 2018.

E, com dados até o dia 29 de janeiro, é possível ver um movimento de retorno de investidores estrangeiros, que retiraram recursos da Bolsa brasileira nos últimos três meses do ano passado.

Nesta quinta, o noticiário político também voltou à pauta. Na noite da véspera, o governo afirmou que militares serão incluídos na reforma da Previdência, o que trouxe ânimo a investidores e ajudou a embalar o dia.

Os olhares estão também centrados na eleição na Câmara e no Senado, que ocorre nesta sexta-feira (1º), o primeiro dia da nova legislatura.

No meio da tarde de quinta-feira (31), o jornal Folha de São Paulo divulgou áudios que mostram que Renan Calheiros discutindo com executivos da JBS nomeações para cargos no governo no período em que ele era presidente do Senado. Renan concorre ao posto, mas enfrenta oposição.

A discussão no mercado deve se basear na capacidade de aprovação de reformas no Senado com a eventual perda de força do emedebista.

O dólar fechou o dia em queda de 1,74%, a R$ 3,6590, terminando o mês em baixa de quase 6%. É a primeira retração da moeda americana ante o real desde outubro do ano passado, quando a euforia eleitoral derrubava o dólar. É também o menor patamar desde outubro do ano passado.

A baixa foi guiada pela sinalização de que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) irá interromper a alta de juros americanos no curto prazo. A decisão do Fed foi divulgada na quarta-feira, após o fechamento da moeda americana.

O efeito reflete a tendência do mercado para o fluxo de dinheiro. Quando os juros americanos sobem, investidores tendem a migrar recursos que estão em países emergentes, considerados mais arriscados, rumo à títulos da dívida americana. Com a perspectiva de que novas altas devem demorar a ocorrer, sobra mais dinheiro em circulação entre os emergentes, reduzindo a pressão sobre o câmbio.

Marco Aurélio confirma para esta sexta anúncio de decisão contra Flávio Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse ao jornal O Estado de São Paulo, que vai proferir já nesta sexta-feira (1º), primeiro dia de trabalho após a volta do recesso do Judiciário, a decisão em que pretende rejeitar o pedido apresentado pelo senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), no qual requer foro privilegiado nas investigações sobre movimentações financeiras atípicas identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Em conversa por telefone, Marco Aurélio disse que já vinha “sinalizando” seu posicionamento sobre o tema e enfatizou que a jurisprudência é clara no que se refere à prerrogativa de foro. “Os precedentes do meu gabinete deixam claro meu pensamento em relação a casos como este. Além disso, o Supremo tem uma jurisprudência amplamente pacificada em relação a este assunto: a prerrogativa de foro vale para o exercício do mandato e a atos ligados ao mandato”, afirmou Marco Aurélio.

Marco Aurélio disse ainda que, a rigor, entende que Flávio Bolsonaro “não deveria ter sequer o direito de ser julgado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro”, uma vez que seu mandato de deputado estadual também se encerra. No entendimento do ministro, o caso deve ser analisado pela 1ª instância.

No último dia 17, o ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo, determinou a suspensão das investigações sobre as movimentações financeiras identificadas pelo Coaf nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, reveladas pelo jornal O Estado de São Paulo em dezembro do ano passado. O órgão constatou que, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, Queiroz movimentou mais de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária. A decisão tomada por Fux paralisou o processo até que Marco Aurélio, que é relator do caso, retomasse suas atividades e apresentasse seu parecer.

Pouco depois de a decisão de Fux vir a público, Marco Aurélio já havia indicado que deveria rejeitar o pedido, ao declarar à Globonews que tem remetido ao “lixo” reclamações como a do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro. Marco Aurélio também já havia indicado que pretendia anunciar sua decisão já na volta do recesso, mesmo dia em que Flávio Bolsonaro tomará posse como senador pelo Rio de Janeiro.

Em balanço de 1 mês, governo diz que espera aprovar reforma da Previdência no 1º semestre

Em documento de balanço dos 30 dias da gestão de Jair Bolsonaro, o governo afirma que espera aprovar a reforma da Previdência ainda no primeiro semestre deste ano.

“A expectativa das equipes econômica e política é que [a proposta] seja enviada ao Congresso Nacional e votada ainda no primeiro semestre do ano”, diz o texto distribuído na quinta-feira (31), na véspera de o governo completar um mês.

A estimativa de aprovação é usada como justificativa para o fato de as mudanças nas regras de aposentadoria não terem sido incluídas nas metas de 100 primeiros dias de governo.

O texto diz que a proposta de reforma da Previdência está em fase final de elaboração e será apresentada em fevereiro, quando o Legislativo retoma suas atividades.

Considerada crucial para colocar as conta públicas do país em dia, a Previdência será mencionada na mensagem presidencial que Bolsonaro enviará à sessão de abertura do Congresso.

“Vamos trabalhar juntos para resgatar o Brasil. Proporemos uma nova Previdência mais humana, mais justa, que não retire direitos e restabeleça o equilíbrio fiscal. Que garanta que nossos filhos e netos tenham um futuro assegurado”, afirmou o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, em entrevista na quinta-feira (31).

Questionado sobre se a proposta de reforma da Previdência vai incluir os militares, que ocupam papel de destaque no governo e resistem a ter o mesmo tratamento dos demais servidores, Rêgo Barros não soube detalhar se haverá um tratamento diferenciado.

“Naturalmente, nosso presidente está enxergando, identificando todas as possibilidades, sejam para os funcionários militares, seja para os funcionários de outras carreiras, funcionários de uma maneira geral”, respondeu.

Na quarta-feira (30), em Brasília, o Secretário de Previdência, Rogério Marinho, disse a prefeitos que Bolsonaro pediu que os miliares fossem incluídos na proposta para modificar as regras de aposentadoria.

Em viagem a Davos, na semana passada, o presidente havia defendido a inclusão de integrantes das Forças Armadas em uma segunda etapa da reforma.

Ainda não está claro em que momento os militares terão seu sistema de Previdência modificado.

Segundo o porta-voz, Bolsonaro ainda está definindo a estratégia e o prazo para divulgar a proposta.

Em 2 anos de governo, desempenho de Trump é avaliado como abaixo do esperado

O desempenho do presidente Donald Trump em seus dois anos à frente do governo americano é avaliado como abaixo do esperado por americanos, segundo pesquisa do jornal The Washington Post e da emissora ABC News.

O levantamento avaliou dez temas principais e de personalidade envolvendo o republicano, como capacidade de lidar com a segurança na fronteira e saúde, habilidade no manejo da economia e competência para lidar com o déficit federal.

Os resultados não são animadores para o presidente, que vem de uma derrota para os democratas na queda de braço envolvendo o financiamento ao muro na fronteira do México –em disputa que levou à mais longa paralisação do governo dos EUA.

A aprovação geral do trabalho de Trump nesses dois anos é de 37%, um ponto acima do seu recorde de baixa, em agosto de 2018.

A pesquisa foi conduzida por telefone entre 21 e 24 de janeiro, antes de Trump concordar em reabrir o governo sem o dinheiro para o muro, no último dia 25. Foram entrevistados 1.001 adultos, e a margem de erro é de 3,5 ponto percentual, para mais ou para menos.

Segundo o levantamento, 57% dos consultados avaliaram negativamente a forma como o presidente lidou com a segurança da fronteira, uma de suas principais plataformas de campanha. É um percentual próximo aos 54% que se opõem à construção do muro na fronteira com o México.

A decisão de reabrir o governo sem dinheiro para a obra colocou Trump em choque com comentaristas conservadores, que viram uma espécie de capitulação do presidente.

A autora Ann Coulter, uma das maiores apoiadoras do republicano, afirmou que, se Trump adotasse princípios do “Manifesto Comunista”, de Friedrich Engels e Karl Marx, seria uma traição menor do que o recuo em relação à promessa de campanha.

Peter Wehner, membro do conservador Ethics and Public Policy Center e que trabalhou para presidentes como Ronald Reagan, George Bush e George W. Bush, afirmou que Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados americana, havia exposto Trump como “desprezivelmente fraco, todo fanfarrão, um negociador patético.”

Na pesquisa do Post com a ABC, 35% dos americanos disseram confiar no presidente para tomar a decisão correta sobre o futuro do país.

No quesito, a avaliação dos principais adversários do republicano também não é boa. Só 34% têm confiança nos democratas no Congresso, ante 30% nos republicanos e 30% em Pelosi.

Quando se contrasta a confiança no presidente, em Pelosi, nos democratas no Congresso e nos republicanos, a maioria tem mais dúvidas sobre o republicano do que sobre os demais.

Quase cinco em dez americanos dizem questionar a tomada de decisões futuras de Trump. Para Pelosi, o número é de 37%, enquanto três em dez confiam nos democratas no Congresso e nos republicanos.

Redação Dinheirama
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