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Apoio de manifestantes à reforma da Previdência colabora para otimismo do mercado

Os atos de domingo (26) em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) impulsionaram o otimismo do mercado financeiro nesta segunda-feira (27). Além do presidente, manifestantes saíram em defesa dos ministros Sergio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia) e, inclusive, da reforma da Previdência. O suporte de um projeto tido como impopular pode facilitar a aprovação no Congresso.

Com as Bolsas americanas e do Reino Unido fechadas por conta de feriado, o Ibovespa refletiu o cenário doméstico positivo, subiu 1,32% e beirou os 95 mil pontos.

Já o dólar teve 0,47% de alta, cotado a R$ 4,0360. No pregão anterior, a moeda era cotada a R$ 4,0170.

Sem os americanos, o giro financeiro da Bolsa brasileira foi de apenas R$ 8,524 pontos, metade da média diária para o ano. O Ibovespa, maior índice acionário do país, encerrou aos 94.864 pontos.

No exterior, o viés foi positivo para as Bolsas europeias após eleições para o parlamento da União Europeia. Apesar do avanço da ultradireita, a maioria continua pró-bloco e deve dar continuidade à política econômica. A Bolsa de Paris e a Bolsa de Frankfurt subiram 0,37% e 0,5%, respectivamente.

A proposta da Fiat Chrysler de fusão com a Renault também animou os mercados e os papéis das companhias disparam nas bolsas europeias. A Fiat subiu 8% na Bolsa italiana, a € 12,37. A Renault teve alta de 12% na Bolsa francesa, a € 56,03.

Aprovação do governo Bolsonaro no mercado cai de 28% para 14% em maio

A aprovação do governo Jair Bolsonaro (PSL) entre os agentes do mercado financeiro caiu entre abril e maio, segundo levantamento da XP Investimentos com 79 gestores de recursos, economistas e consultores, realizado entre os dias 22 e 24 deste mês e divulgado na segunda-feira (27).

Enquanto o porcentual daqueles que consideram o governo bom ou ótimo caiu de 28% para 14% e a fatia dos que avaliam o governo como regular recuou de 48% para 43%, a avaliação negativa (ruim ou péssimo) subiu para 43%, de 24% na pesquisa anterior.

A expectativa em relação à administração também declinou. A soma de bom ou ótimo cedeu de 60% para 27% entre abril e maio. Ruim e péssimo aumentou de 13% para 23%, mas a avaliação regular subiu de 28% para 51%.

Por outro lado, a análise do mercado financeiro do Congresso melhorou em relação a abril. O porcentual de agentes que consideram como ótima ou boa a atuação do Congresso avançou de 15% para 32%. Já o grupo que avalia o Parlamento como ruim ou péssimo caiu de 40% para 25%.

Em relação à aprovação da reforma da Previdência, a confiança continua elevada. Dos 79 agentes consultados, 80% afirmaram que acreditam que a proposta será aprovada em 2019, mesmo porcentual registrado desde a pesquisa de fevereiro. Da mesma forma, a expectativa mediana de economia com a reforma segue em R$ 700 bilhões em dez anos, uma desidratação de R$ 537 bilhões do projeto original.

Mercado reduz projeção para crescimento do PIB de 1,24% para 1,23% em 2019

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 1,24% para 1,23%, segundo o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,70%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,50%; há quatro semanas, estava neste mesmo patamar.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Este porcentual foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.

No Focus desta segunda, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 permaneceu em 1,47%. Há um mês, estava em 2,00%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento do setor permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,10% para 56,20%. Há um mês, estava em 56,30%. Para 2020, a expectativa foi de 58,30% para 58,40%, ante 58,50% de um mês atrás.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019 e 2020. O Focus apontou que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção de 2020 seguiu em 7,25% ao ano, ante 7,50% de quatro semanas atrás.

Líderes europeus iniciam negociações para definir novo comando da UE

Partidos e dirigentes europeus se preparam para disputar os altos cargos do bloco, após eleições ao Parlamento Europeu que confirmaram o fim do bipartidarismo e um avanço contido dos eurocéticos.

Os eleitores concederam ao Partido Popular Europeu (PPE, conservador) uma vitória com 180 dos 751 assentos em jogo. O resultado, porém, está longe da maioria, que não poderá ser alcançada apenas com seu aliado tradicional, os social-democratas (146).

“Nenhuma família política é forte o suficiente para impor seu candidato”, explicou à agência de notícias AFP Sébastien Maillard, do Instituto Jacques Delors, para quem “o jogo está aberto”.

As discussões se anunciam complexas. Os chefes de Estado e de governo dos 28 países, que se reúnem na terça-feira (28) para uma primeira discussão com base nos resultados, já iniciaram seus contatos para decidir quem vai liderar a UE pelos próximos cinco anos.

O presidente francês, o liberal Emmanuel Macron, participou de um jantar na noite de segunda-feira (27) com o primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, depois de ter conversado no domingo com a chanceler alemã, a conservadora Angela Merkel.

O sistema de eleição do próximo titular da Comissão Europeia, a joia da coroa dos altos cargos em disputa, concentrará as primeiras discussões tanto dos líderes quanto dos partidos, o que anuncia uma queda de braço institucional.

Antes das eleições, a Eurocâmara pediu que o candidato designado pelos presidentes —e que, na sequência, deverá ser validado pelos eurodeputados— faça parte das cabeças de listas lideradas pelas diferentes “famílias” europeias no pleito.

Redação Dinheirama
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