Agora você confere as principais notícias de 19/07/19 sexta-feira.

Bolsonaro dá como certa aprovação pelo Senado de Eduardo como embaixador

O presidente Jair Bolsonaro já dá como certo que o nome do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), “vai ser aprovado” pelos senadores como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O presidente deixou de lado as medidas econômicas e usou parte do discurso na cerimônia de 200 dias de governo para defender a nomeação do filho.

Em certo momento, Bolsonaro chegou a dizer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), que poderia indicar Eduardo para assumir o lugar do ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores. Assim, ele comandaria todas as embaixadas.

“Vamos supor um caso hipotético, Davi, eu não acredito nisso, até porque a sabatina (na Comissão de Relações Exteriores, do Senado), vai ser feita com rigor, eu tenho certeza disso, e ele (Eduardo) vai ser aprovado. Mas eu poderia dizer para o Ernesto ‘vou te indicar para a Embaixada dos EUA e colocar meu filho como ministro das Relações Exteriores'”, declarou Bolsonaro.

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Pressão de setor da construção leva governo a adiar medidas sobre FGTS

A pressão de representantes da construção civil junto ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi o principal motivo para o adiamento do anúncio da liberação dos saques do FGTS.

Desde que a intenção de anunciar a medida veio a público, representantes do setor, liderados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria e Construção), reclamaram para Onyx que não tinham sido consultados pelo Ministério da Economia sobre as mudanças que, para eles, poderão agravar ainda mais a situação financeira das empresas do ramo.

Nas conversas com Onyx, eles mostraram que, anualmente, o fluxo de entradas e saídas do FGTS costuma ser de cerca de R$ 100 bilhões e que um saque da ordem de R$ 30 bilhões, valor estimado pelo governo, poderá comprometer o financiamento da construção por meio do FGTS.

​As construtoras alegam que já estão endividadas e sem perspectiva de novos projetos diante da estagnação da economia.

Por isso, Onyx foi o porta-voz do anúncio do adiamento da medida para a próxima semana, horas depois de o presidente Jair Bolsonaro afirmar que as mudanças seriam anunciadas ainda nesta quinta-feira (18).

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Bolsa retoma patamar dos 104 mil pontos

O dólar acentuou a queda na quinta-feira (18), em linha com a tendência de desvalorização da moeda americana no resto do mundo e fechou em baixa de 0,84%, sendo cotado a R$ 3,7290, no menor patamar desde 19 de fevereiro. O Ibovespa retomou o nível dos 104 mil pontos, terminando o dia em 104.716,59, com alta de 0,83%.

Ajudaram a Bolsa tanto o cenário exterior quanto a percepção de impacto positivo da liberação de saques de parte do FGTS e PIS/Pasep, ainda que o detalhamento tenha sido adiado desta quinta-feira para a próxima semana, como informou o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni.

A suspensão da tramitação da reforma da Previdência é tida como um dos motivos para o movimento fraco no mercado de ações. Também seria o motivo para a saída de recursos externos da Bolsa, que segue firme, contrariando previsões. Na última terça-feira, os estrangeiros retiraram R$ 759,3 milhões da B3, a Bolsa de São Paulo, levando o acumulado de julho a um saldo negativo de R$ 1,7 bilhão.

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Trump teria se envolvido diretamente na compra do silêncio de Stormy Daniels

Documentos liberados na quinta-feira (18), por ordem de um juiz detalharam comunicações intensas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sua equipe de campanha, o então advogado pessoal dele, Michael Cohen, e outros para comprar o silêncio de uma atriz pornô que disse ter tido um encontro sexual com Trump. O pagamento foi feito durante a campanha presidencial de 2016, com dinheiro destinado ao financiamento da campanha.

Na quarta-feira, o juiz William Pauley, de Manhattan, ordenou que o material, usado por procuradores para obter um mandado de busca para a casa e o escritório de Cohen em 2018, fosse divulgado na manhã desta quinta-feira. Ele não viu razão para manter os documentos em segredo depois que os procuradores lhe disseram que a investigação sobre os pagamentos havia terminado. Segundo fontes, decidiu-se que nenhuma outra condenação seria aplicada.

Com isso, o atual advogado de Trump, Jay Sekulow, afirmou nesta quinta que as investigações foram encerradas devido às alegações “ridículas” das acusantes e do próprio Cohen, e negou que o presidente tenha quebrado as regras de financiamento de campanha.

Em agosto de 2018, Cohen, de 52 anos, se declarou culpado de violar a lei de financiamento de campanha, e hoje cumpre uma sentença de três anos de prisão. Um pagamento de US$ 130 mil foi destinado à atriz pornô Stormy Daniels, e outro de US$ 150 mil à modelo da Playboy Karen McDougal para evitar um escândalo pouco antes da eleição presidencial de 2016.  As duas disseram ter tido encontros sexuais com Trump mais de uma década atrás e que o dinheiro tinha como fim comprar seu silêncio.

Trump negou os encontros, porém no mesmo mês confirmou os pagamentos, afirmando que foram feitos com seu dinheiro pessoal, e não da campanha, assim não violando a lei.

Os documentos revelam telefonemas e mensagens de texto frequentes envolvendo Cohen, funcionários de Trump e a American Media Inc (AMI), a editora do tablóide National Enquirer, para tentar impedir que o relato da atriz sobre seu relacionamento com Trump prejudicasse suas chances eleitorais.

Redação Dinheirama
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