Agora você confere as principais notícias de 01/05/20 quarta-feira.

Presidente Bolsonaro diz que desemprego é maior que o registrado pelo IBGE

No dia em que foi divulgado que a taxa de subutilização da força de trabalho bateu recorde, o presidente Jair Bolsonaro voltou a questionar nesta terça-feira (30) a metodologia adotada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e disse acreditar que a taxa de desemprego no país é maior do que a divulgada.

Em discurso, durante evento no Palácio do Planalto, ele afirmou que acha que o número atual de pessoas sem emprego no país é superior a12 milhões. A pesquisa divulgada hoje mostrou que, ao todo, 13,4 milhões de brasileiros procuravam emprego no primeiro trimestre.

“Se fala em 12 milhões de desempregados. Sim, eu acho que é muito mais que isso. Desculpe o IBGE, mas eu acho que é muito mais do que isso. Não vou polemizar novamente”, disse.

Mais tarde, em entrevista à imprensa, ele ressaltou que não pretende entrar em nova briga com o IBGE. Em novembro, sem ainda ter assumido o cargo, o presidente chamou a pesquisa de “farsa” por considerar como empregadas pessoas que de fato não estariam ocupadas.

“Não vou entrar em briga com o IBGE, mas acho que a metodologia poderia ser aperfeiçoada, com todo respeito que a gente tem com o trabalho do IBGE”, afirmou nesta terça-feira.

Segundo o IBGE, a taxa de subutilização da força de trabalho brasileira chegou a 25% no primeiro trimestre de 2019. Isso significa que 28,3 milhões de brasileiros não trabalharam ou trabalharam menos do que gostariam no período.

É o maior índice desde o início da série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, iniciada em 2012. Na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, houve alta de 5,6%, ou 1,5 milhão de pessoas.

No primeiro trimestre sob o governo Bolsonaro, a taxa de desemprego no país foi de 12,7%, alta de 10,2% com relação ao trimestre encerrado em dezembro. Nos últimos três meses, 1,2 milhão de pessoas a mais passaram a procurar emprego no país.

Bolsonaro volta a reclamar de juros altos nos bancos públicos

O presidente Jair Bolsonaro disse na terça-feira (30), considerar que não interfere nos bancos públicos, apenas dá sugestões que podem ou não ser cumpridas. “Eu não tenho o poder de interferir em muita coisa e nem quero. Apenas dou sugestões. E sugestões são como conselho, cada um cumpre se achar que deve cumprir”, disse o presidente.

“Ontem (segunda-feira 29), lá na Agrishow, eu apelei para o presidente do Banco do Brasil, para seu espírito patriótico, conservador, cristão, que atenda os ruralistas no tocante à taxa de juros. Faltou complementar, e sem a complementação fui massacrado por grande parte da mídia. Não posso esquecer nada, tenho que ser mais do que perfeito, tenho que ser sublime, senão tudo dá errado”, declarou, durante evento de assinatura da Medida Provisória da Liberdade Econômica, no Palácio do Planalto.

Bolsonaro voltou a afirmar que as taxas de juros praticadas por bancos públicos são muito altas. Dirigindo-se desta vez ao presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o chefe do Executivo afirmou que ele deveria concordar que aplicar no mercado seria menos arriscado.

“A taxa de juros, levando-se em conta a taxa Selic, está um pouquinho longe, está um pouquinho defasada”, afirmou Bolsonaro. “Acho que o Pedro Guimarães concorda. Se o juros está um pouquinho alto, você não vai pegar na Caixa, nem em banco nenhum, vai aplicar no mercado, comprar um papel, até porque a chance de dar errado e perder dinheiro é infinitamente menor do que do aplicar no campo. Afinal de contas, o campo tem variáveis muito mais imperfeitas ou menos sujeitas a variações do que o banco. Tem a temperatura, tem São Pedro”, acrescentou.

Maia diz que caberia ao Congresso autorizar declaração de guerra

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), usou o Twitter para reforçar que, na hipótese de o País declarar guerra a uma outra nação, o presidente deve pedir a autorização ao Congresso Nacional.

Na postagem, Maia faz referência a um tuíte do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que disse que “qualquer hipótese” sobre a Venezuela será decidida “exclusivamente” pelo ele, ouvindo o Conselho de Defesa Nacional.

Bolsonaro disse em postagem que “a situação da Venezuela preocupa a todos” e que está, “juntamente com outras nações, na busca da melhor solução que restabeleça a democracia naquele país”. Mais cedo, em entrevista à TV Bandeirantes, o presidente voltou a afirmar que todas as opções relativas ao país vizinho “estavam na mesa”.

“A situação da Venezuela preocupa a todos. Qualquer hipótese será decidida EXCLUSIVAMENTE pelo Presidente da República, ouvindo o Conselho de Defesa Nacional. O Governo segue unido, juntamente com outras nações, na busca da melhor solução que   restabeleça a democracia naquele país.”, afirmou Bolsonaro pelo Twitter.

Maia, que está a caminho do Líbano, citou artigos da Constituição para falar sobre a postagem de Bolsonaro:  “Em relação ao tuíte do presidente Jair Bolsonaro sobre a situação da Venezuela, é importante lembrar que os artigos. 49, II c/c art. 84, XIX; c/c art. 137, II da Constituição Federal precisam ser respeitados”, afirmou Maia completando: “E eles determinam que é competência exclusiva do Congresso Nacional autorizar uma declaração de guerra pelo Presidente da República.”

Dólar fecha em baixa de 0,5% com expectativa de corte de juros do Fed

O dólar encerrou a sessão antes do feriado em queda de 0,50%, a R$ 3,9212, no segmento à vista. Operadores destacam que o câmbio desta terça-feira, 30, acompanhou de perto, principalmente na parte da tarde, os movimentos do mercado externo, onde a moeda americana teve novo dia de queda, ante divisas fortes e de emergentes, com a crescente expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) possa sinalizar ao final de sua reunião de política monetária nesta quarta-feira (1), um possível corte dos juros. Em abril, o dólar acumulou valorização de 0,13% ante o real, o terceiro mês consecutivo de elevação. No ano, a moeda americana sobe 1,18%.

O Índice Bovespa alternou sinais ao longo de toda a sessão de negócios e terminou o pregão com leve ganho, de 0,17%, aos 96.353,33 pontos. A proximidade do feriado de 1º de Maio e o compasso de espera pela tramitação da reforma da Previdência foram dois fatores que incentivaram postura mais cautelosa do investidor, afirmaram operadores. Os negócios somaram R$ 13 bilhões, pouco abaixo da média das últimas semanas (R$ 14,8 bilhões).

No mês em que as atenções se concentraram principalmente na reforma previdenciária, o Ibovespa acumulou valorização de 0,98%. Esse desempenho em abril poderia ter sido melhor se o nível de ruídos em torno do governo tivesse sido um pouco menor. O episódio da interferência do presidente Jair Bolsonaro nos preços do óleo diesel, por exemplo, teve impacto significativo nos preços das ações da Petrobrás. Os papéis da companhia terminaram abril em baixa, na contramão das altas do Ibovespa e dos preços do petróleo no mercado internacional.

Redação Dinheirama
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