Agora você confere as principais notícias de 13/12/2018, quinta-feira.

‘Se tiver algo errado, que paguemos’, diz Bolsonaro sobre Coaf

Depois de evitar dar entrevistas em Brasília esta semana, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, admitiu ter um ‘problema pela frente’ ao citar apuração que envolve um ex-assessor de seu filho, o senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL).

Em transmissão feita pelas redes sociais na noite desta quarta-feira (12), Bolsonaro nega que ele e o filho sejam investigados.

“Se algo estiver errado, que seja comigo, com meu filho, com o Queiroz, que paguemos aí a conta deste erro que nós não podemos comungar com erro de ninguém. Da minha parte estou aberto a quem quiser fazer pergunta sobre este assunto”, afirmou.

Apesar de ter dito estar disponível para esclarecimentos, Bolsonaro rompeu nesta semana com o hábito de falar com a imprensa nos intervalos de suas agendas em Brasília.

Ele chegou à capital federal na segunda (10) para ser diplomado presidente em cerimônia no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, desde então, não concedeu entrevistas como vinha fazendo desde o início da transição.

Um relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) apontou movimentação atípica do policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio. De acordo com o órgão, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

O caso foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e a reportagem afirma que uma das transações de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Banco Central mantém pela 6º vez taxa básica de juros em 6,5%

O Banco Central decidiu manter pela sexta vez consecutiva a taxa de juros básica da economia brasileira em 6,5% ao ano. Com isso, a taxa Selic permanece no nível mais baixo da série histórica do Comitê de Política Monetária (Copom), iniciada em junho de 1996.

A decisão, tomada de maneira unânime na quarta-feira (12), na reunião do Copom, era amplamente esperada pelo mercado.

Para analistas consultados pela reportagem antes da divulgação da decisão, o BC trabalha livre de qualquer possibilidade de vir a sofrer pressão de preços.

Na sexta-feira (7), foram divulgados dois dados referentes a novembro: o IPCA, dirigido ao consumidor, e o IGP-DI, indicador em que os preços no atacado respondem por 60% de sua composição. Ambos vieram com deflação mais forte do que previam os especialistas.

O IPCA veio com queda de 0,21% ante expectativas que iam de queda de 0,14% a ligeira alta de 0,01%. E o IGP-DI trouxe uma queda de 1,14% depois de ter subido 0,26% em outubro.

Dólar recua com trégua no exterior e fecha a R$ 3,85

A trégua na guerra comercial entre Estados Unidos e China, baseada em declarações do presidente americano, Donald Trump, fez o dólar recuar nesta quarta-feira e voltar ao patamar de R$ 3,85. A Bolsa brasileira avançou também em linha com o exterior.

A moeda americana interrompeu uma sequência de seis altas consecutivas. No fechamento, perdeu 1,73%, a R$ R$ 3,8530. De uma cesta de 24 divisas emergentes, o dólar perdeu valor para 22 delas. O real foi a segunda que mais ganhou valor nesta quarta, atrás apenas do rand sul-africano.

Nas últimas semanas, os investidores aumentaram suas posições compradas em dólar em sintonia com o avanço das preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, e com a desaceleração econômica mundial, movimento que içou as cotações locais e foi amplificado pela sazonalidade do período, com as emissões de recursos de empresas a suas matrizes no exterior.

Nesta quarta-feira, no entanto, declarações mais suaves de Donald Trump sobre as relações comerciais com a China despressurizaram o mercado e garantiram a forte queda do dólar ante o real.

Em entrevista à Reuters, Trump afirmou que estão ocorrendo negociações com Pequim por telefone e que ele não elevará as tarifas sobre importações chinesas até que esteja certo sobre um acordo.

Trump também afirmou que vai intervir no caso do Departamento de Justiça contra a executiva da chinesa Huawei Technologies se for do interesse da segurança nacional ou se ajudar a fechar um acordo comercial.

Um tribunal canadense concedeu na terça-feira fiança à vice-presidente financeira da Huawei enquanto ela aguarda audiência de extradição para os EUA.

À tarde, a possibilidade de um acordo entre União Europeia e Itália em relação ao Orçamento do país também reforçou a lista de boas notícias, bem como a possibilidade da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, conseguir se manter no cargo após a votação do voto de censura à sua liderança.

Internamente, agradou ao mercado a informação dada na véspera pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB), futuro secretário da Previdência no governo Jair Bolsonaro, de que buscará a aprovação de uma reforma previdenciária nos seis primeiros meses do novo governo.

Os investidores também monitoraram a sessão extraordinária do Tribunal de Contas da União (TCU) para avaliar o processo de revisão do contrato de cessão onerosa entre governo e Petrobras . O TCU, no entanto, pediu mais documentos, adiando a sua decisão para 2019.

“O TCU já deu parecer favorável à revisão do contrato da cessão onerosa sem aval do Congresso, onde o projeto emperrou, depois que Estados e municípios entraram na roda para levar uma parte dos recursos”, lembrou mais cedo a corretora H.Commcor em relatório.

Já a Bolsa brasileira avançou, mas não conseguiu recuperar o patamar de 87 mil pontos. O Ibovespa, principal índice acionário do país, ganhou 0,64%, a 86.977 pontos. O giro financeiro foi de R$ 34,1 bilhões, em sessão também marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro. Isso tende a elevar o volume do pregão.

Premiê britânica supera moção de censura e permanece no cargo

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, sobreviveu à mais grave ameaça à sua liderança na quarta-feira (12), vencendo uma moção de desconfiança convocada por parlamentares do Partido Conservador irritados com a forma como ela lidou com a problemática saída do país da União Europeia. A vitória, no entanto, não garante a aprovação do plano de saída nem a permanência de May como premiê por muito tempo.

Os conservadores têm 317 deputados no Parlamento. Na quarta-feira (12), a moção foi rejeitada por 200 a 117. Agora, pelos próximos 12 meses, os integrantes rebeldes do Partido Conservador não poderão desafiar a liderança da premiê.

Após a votação, May disse que continuará tentando aprovar seu plano para o Brexit no Parlamento, mas confirmou que não concorrerá à eleição novamente em 2022. “Um número significativo de meus deputados votou contra mim, e eu vou dar ouvidos a eles”, disse May.

Aliados de May consideraram os 200 votos de apoio uma vitória – ela teve 165 votos em 2016 quando se tornou líder dos conservadores e, em consequência, premiê. Mas a maioria dos analistas acreditam que ela sai enfraquecida. Isso porque a margem estreita da vitória não altera a aritmética parlamentar que forçou May, esta semana, a adiar uma votação crítica sobre seu plano de retirada da UE.

Integrantes do Partido Conservador favoráveis a um Brexit sem acordo planejam formar uma aliança momentânea com a oposição para aprovar uma moção de censura a May, o que a forçaria a deixar o cargo e convocar novas eleições. “O voto desta noite não faz diferença para a vida do nosso povo. A primeira-ministra perdeu a maioria no Parlamento”, disse o líder opositor Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista.

Hoje, a oposição teria 307 votos, 13 a menos do que a maioria necessária para aprovar a moção. Com o apoio do Partido Nacionalista Escocês, do Partido Liberal-Democrata e do partido galês Plaid Cymru, os trabalhistas planejam apresentar uma moção de censura contra May, se aliando aos conservadores rebeldes.

“A vitória foi por uma margem estreita, o que indica que muitos de seus parlamentares não a querem mais no governo”, disse ao Guardian Tim Bale, professor de política da Universidade Queen Mary, de Londres. “Na prática, May vai continuar enfrentando a oposição dos eurocéticos do Partido Conservador e a batalha interna vai continuar.”

A intenção dos eurocéticos do Partido Conservador seria adiar ao máximo a escolha de um novo líder e atrasar qualquer acordo com Bruxelas. O prazo final para o Reino Unido sair da União Europeia de maneira amigável, com a manutenção de uma série de regras e acordos, é dia 29 de março. Os eurocéticos são contrários aos termos do plano proposto por May e acreditam que o Brexit duro, a saída sem acordo, seria melhor para o Reino Unido.

Redação Dinheirama
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