Agora você confere as principais notícias de 13/11/2018, terça-feira.

Reforma da Previdência deve ficar para 2019, afirma Bolsonaro

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que, após reunião com seu futuro ministro da Economia Paulo Guedes na manhã des segunda-feira (12), propostas que promovam mudanças na Previdência provavelmente ficarão para 2019.

“A gente acha que dificilmente se aprova alguma coisa neste ano. A reforma que está aí não é a que eu e Onyx Lorenzoni queremos. Tem que reformar a Previdência, mas não apenas olhando números, tem que olhar o social também. O meu trabalho e o seu são diferentes de quem trabalha na construção civil, por exemplo. Tem que ter coração também. Tem que começar com a Previdência pública”, afirmou.

O ministro extraordinário, Onyx Lorenzoni, responsável pela transição no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, também reforçou que as mudanças na aposentadoria devem ficar para o ano que vem.

Em entrevista no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), onde trabalha a equipe de transição, Onyx disse que o governo Bolsonaro começa apenas em 1º de janeiro de 2019 e reconheceu ter ouvido de “vários parlamentares” que o cenário “não é favorável” a mudanças na Previdência ainda neste ano.

“Seria ótimo um pequeno avanço na Previdência agora, mas devemos ter clareza e humildade”, afirmou. “A tendência é que fiquem para 2019”, acrescentou.

Mais cedo, Onyx disse que se reuniu com o secretário de Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano. O ministro extraordinário disse ainda que o deputado federal Pauderney Avelino (DEM), que também esteve no CCBB, trouxe ideias que mudam a Previdência sem que haja necessidade de Propostas de Emenda Constitucional (PECs).

Como não é possível votar PECs enquanto vigorar a intervenção no Estado do Rio de Janeiro, qualquer mudança só poderia ser votada por meio de medidas infraconstitucionais. “Essas propostas serão condensadas e apresentadas a Bolsonaro amanhã”, disse Onyx. “Ele (Bolsonaro) vai pensar (sobre as propostas).”

O ministro extraordinário disse ainda que a sociedade espera que qualquer mudança na Previdência venha de uma proposta “duradoura” e que “respeite as pessoas”.

Ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy é confirmado no BNDES

O ex-ministro Joaquim Levy assumirá o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na gestão de Jair Bolsonaro. A informação foi confirmada segunda-feira (12) pela assessoria de imprensa de Paulo Guedes, futuro ministro da Economia.

Levy foi ministro da Fazenda de Dilma Rousseff no primeiro ano do segundo mandato da presidente e acabou afastado após a tentativa frustrada de fazer um ajuste nas contas públicas.

Nesta segunda (12), o executivo se despediu de colegas do Banco Mundial, onde ocupava o cargo de diretor financeiro. Ele deve se incorporar à equipe de transição.

Assim como Paulo Guedes, Levy é doutor pela Universidade de Chicago, no EUA, berço de economistas liberais.

A escolha de Levy para o cargo foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo no domingo (11). ​ Outros cotados para integrar a equipe econômica de Bolsonaro que foram ventilados são Ivan Monteiro, presidente da Petrobras, e Mansueto Almeida, secretário do Tesouro. A sua permanência nos respectivos cargos, contudo, não foi confirmada até o momento.

No desenho da equipe do presidente eleito, Ana Paula Vescovi, atual secretária-executiva do Ministério da Fazenda, ficaria com a presidência da Caixa Econômica Federal. Mas a indicação também não foi confirmada.

No BNDES, Levy terá como missão atuar em três eixos. No primeiro, o de logística e infraestrutura, deverá auxiliar o trabalho do PPI (Programa de Parceria e Investimentos), que no governo Bolsonaro ficará a cargo dos generais.

O segundo é o de estruturador e viabilizador de privatizações, uma das principais bandeiras de Guedes para a economia.

Neste ponto, é considerada positiva a experiência de Levy como secretário de finanças do Rio, de ministro da Fazenda e de técnico do FMI (Fundo Monetário Internacional). Com isso, pode viabilizar mais rapidamente operações financeiras que envolvem diferentes entes, como empréstimos-ponte –no jargão financeiro, um empréstimo que é dado até que outro banco financiador assuma a operação.

O terceiro é o eixo da inovação e das novas tecnologias. Não apenas para atender novas empresas (start-ups) mas também as que já estão no mercado e precisam de dinheiro para inovar.

Bolsa cai com exterior ruim e espera por equipe de Bolsonaro; dólar vai a R$ 3,757

O dia foi de muita oscilação para a Bolsa brasileira, mas o principal índice do mercado local acabou fechando em baixa nesta segunda-feira (12), em linha com o tom negativo no exterior.

O Ibovespa recuou 0,14%, a 85.524,70 pontos, após acumular perda de 3,14% na última semana, na primeira queda semanal do indicador desde setembro.

O dólar comercial subiu 0,53%, cotado a R$ 3,757, acompanhando a valorização da moeda americana entre 25 das 31 principais divisas do mundo.

Em Wall Street, as bolsas funcionam normalmente apesar do feriado do Dia dos Veteranos. Isso acana contribuindo, no entanto, para reduzir a liquidez no mercado, o que afeta também o montante das negociações no Brasil.

No centenário da 1ª Guerra, Macron alerta para perigos do nacionalismo

O presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu neste domingo para o risco do nacionalismo e criticou de forma indireta o slogan “America First”, do americano Donald Trump, ao reprovar o egoísmo de países “que colocam seus interesses à frente, pouco importando os demais”. A declaração foi feita diante do presidente dos EUA e de mais de 70 líderes na manhã de hoje, na celebração dos 100 anos do armistício da 1.ª Guerra, um dos conflitos mais mortíferos da história.

A solenidade no túmulo ao soldado desconhecido, no Arco do Triunfo, no centro de Paris, foi marcada pela leitura, por jovens de diferentes línguas, de cartas escritas por combatentes durante a guerra.

Em seu discurso, Macron voltou a defender um mundo multilateral e surpreendeu ao elogiar o patriotismo, contra a “ameaça” do nacionalismo. “O patriotismo é o exato contrário do nacionalismo”, disse o francês, pedindo aos presentes que coloquem “a paz mais alto do que tudo”.

A seguir, ainda na presença de Trump, o francês pediu respeito aos tratados climáticos e à luta contra a pobreza. “Juntos, enfrentemos as ameaças que são as mudanças climáticas, a pobreza, a ignorância.”

Os demais líderes políticos não discursaram. Eles se encontraram alguns minutos depois em um almoço no Palácio do Eliseu e, horas mais tarde, no Fórum da Paz – à exceção de Trump. Neste evento, destinado a debater a governança mundial, o tema central foi o multiculturalismo, apontado como um remédio contra o nacionalismo. “Estamos fragilizados pelo retorno das paixões tristes, o nacionalismo, o racismo, o antissemitismo, o extremismo, que colocam em questão o que nossos povos esperam”, afirmou Macron.

A alemã Angela Merkel se disse “inquieta” por “estar de novo frente ao nacionalismo”. “Nós vemos que a cooperação internacional, um equilíbrio pacífico entre os interesses de uns e de outros, e mesmo o projeto europeu de paz, são de novo questionados”, completou a chanceler.

Redação Dinheirama
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