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‘Ninguém é obrigado a ficar como ministro meu’, diz Bolsonaro sobre Guedes

Em entrevista coletiva concedida na sexta-feira (24), após participar da reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, no Recife, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a entrevista do ministro da Economia, Paulo Guedes à revista semanal Veja, na qual disse que deixará o governo caso a reforma da Previdência vire uma ‘reforminha’.

“Paulo Guedes está no direito dele. Ninguém é obrigado a ficar como ministro meu”, disse o presidente. “Logicamente, ele está vendo uma catástrofe, e é verdade, eu concordo com ele (Guedes), se nós não aprovarmos algo realmente muito próximo ao que enviamos no Parlamento. O que Paulo Guedes vê, e ele não é nenhum vidente, nem precisa ser, para entender que o Brasil vai viver um caos econômico sem essa reforma”, disse Bolsonaro em Recife (PE).

Na entrevista, Paulo Guedes disse que, sem a reforma, o País pode quebrar já em 2020. “Se não fizermos a reforma, o Brasil pega fogo. Vai ser o caos no setor público, tanto no governo federal como nos Estados e municípios”, afirmou.

“Pego um avião e vou morar lá fora. Já tenho idade para me aposentar”, disse ele, segundo a reportagem.

“Eu não sou irresponsável. Eu não sou inconsequente. Ah, não aprovou a reforma, vou embora no dia seguinte. Não existe isso. Agora, posso perfeitamente dizer assim: ‘Olha, já fiz o que tinha de ter sido feito. Não estou com vontade de ficar, vou dar uns meses, justamente para não criar problemas, mas não dá para permanecer no cargo’. Se só eu quero a reforma, vou embora para casa”, afirmou Guedes na entrevista.

Queiroz pagou R$ 133 mil em internação no Einstein com dinheiro vivo

O policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL), pagou R$ 133,6 mil em dinheiro vivo sua cirurgia, internação e equipe médica no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, entre o fim do ano passado e o início de 2019.

De acordo com o advogado Paulo Klein, que defende Queiroz, o PM aposentado pagou em espécie R$ 64,6 mil ao Albert Einstein pelos serviços hospitalares, R$ 60 mil à equipe médica e R$ 9 mil ao oncologista. O hospital recebeu também R$ 5,4 mil por cartão de crédito.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (24) pelo jornal O Globo.

Mercado tem semana de recuperação, mas maio segue como pior mês do ano

Após três quedas consecutivas, a Bolsa brasileira teve uma semana de ganhos. Mesmo com agravamento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, o índice subiu 4,12% na semana, em recuperação do tombo no período anterior. O dólar, que terminou cotado a R$ 4,10 na sexta-feira passada (17), fechou a R$ 4,017 nesta sexta (24), queda de 0,76%.

A defesa da reforma da Previdência pela Câmara dos Deputados aliviou a preocupação de investidores quanto à aprovação do projeto e impulsionou a Bolsa brasileira na semana. A perspectiva de corte de juros também aliviou o mercado. No mês, a queda do índice é de 2,83%, a pior do ano.

O Ibovespa recuou de 0,3%, mas manteve os 93 mil pontos. A baixa do maior índice acionário do país foi impulsionada pela fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, à revista Veja, na qual ele ameaça deixar o cargo caso a reforma da Previdência aprovada seja pequena e de baixa economia.

O dólar acumulou desvalorização de 2% na semana, frente a alta de 4% na semana anterior. O recuo foi impulsionado, em parte, pelos leilões de linha do Banco Central que somaram venda com compromisso de recompra de US$ 3,75 bilhões.

Com índices econômicos desanimadores e cortes na projeção do PIB, economistas apostam em uma redução da taxa Selic, que está a 6,5% no momento, ainda este ano.

Theresa May anuncia renúncia após fracassar no Brexit

Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido, anunciou na sexta-feira (24), que deixará o cargo em 7 de junho para que o Partido Conservador possa escolher um novo líder, que será responsável por concretizar o Brexit, algo que ela não conseguiu fazer. Países europeus e a Comissão Europeia reagiram ao anúncio da premiê.

“Acredito que era correto perseverar, mesmo quando as possibilidades de fracassar pareciam elevadas, mas agora me parece claro que no interesse do país é melhor que um novo primeiro-ministro lidere este esforço”, afirmou em discurso, visivelmente emocionada. Ela ainda ressaltou o fato de ser a segunda premiê mulher na história do Reino Unido: “Certamente não serei a última”.

Sua voz falhou quando terminou sua breve declaração proclamando seu “amor” por seu país, tentando mascarar a emoção que a invadiu quando ela se virou para voltar ao seu escritório. May continuará no cargo para receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que realizará uma visita de Estado ao Reino Unido de 3 a 5 de junho.

Seu mandato, cheio de adversidades, críticas e até mesmo conspiração dentro de seu próprio partido, entrará para a História como um dos mais curtos na Grã-Bretanha desde a 2ª Guerra.

Redação Dinheirama
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