Agora você confere as principais notícias de 05/03/2019, terça-feira.

Bolsonaro defende ‘Lava Jato da Educação’ no Twitter

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a “Lava Jato da Educação” em seu perfil do Twitter na manhã da segunda-feira (4). Para embasar seu ponto de vista, ele citou que o Brasil gasta mais em educação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do que a média de países desenvolvidos, mas ocupa as últimas posições na Programa Internacional de Avaliação (PISA). Segundo ele, em 2003, o Ministério da Educação (MEC) gastava R$ 30 bilhões em Educação, e, em 2016, gastou quatro vezes mais, chegando a R$ 130 bilhões.

“Há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas e os recursos aplicados. Para investigar isso, o Ministério da Educação junto com o Ministério da Justiça, Polícia Federal, Advocacia e Controladoria Geral da União criaram a Lava-Jato da Educação.”

Segundo Bolsonaro, os dados iniciais da investigação revelam “indícios muito fortes” de que a máquina está sendo usada para a manutenção de “algo que não interessa ao Brasil”. Ele ainda completou que sabe que isso pode acarretar greves e movimentos coordenados, “prejudicando o brasileiro”.

Na noite de domingo (3), o presidente também usou sua página no Twitter para cobrar a fiscalização da MP 873, editada na sexta-feira (2), e que impede que o pagamento da contribuição sindical voluntária seja descontada diretamente do salário dos trabalhadores. Agora, o pagamento só pode ser feito mediante boleto bancário individual enviado aos trabalhadores que tenham autorizado previamente a cobrança.

Bolsonaro disse que a medida desagradou líderes sindicais e pediu a fiscalização do pleito para evitar que a MP expire ou seja derrotada no Congresso.

Guaidó volta à Venezuela de maneira pacífica e discursa para multidão em Caracas

O líder oposicionista Juan Guaidó desembarcou no aeroporto internacional Simón Bolívar, que serve Caracas, às 12h22 (13h22 em Brasília) desta segunda-feira (4), após dez dias fora do país.

Guaidó avisou em suas redes sociais que havia chegado, depois de passar pela alfândega, e acrescentou: “Entramos na Venezuela como cidadãos livres, que ninguém nos diga o contrário”.

A chegada do oposicionista em solo venezuelano foi pacífica. De acordo com a TV Venezuela, sediada em Miami, que transmitiu o desembarque ao vivo, ele não enfrentou impedimentos.

“Seguimos na rua, seguimos mobilizados. Estamos aqui e estamos mais fortes. Vamos conseguir cessar a usurpação em breve na Venezuela”, disse Guaidó ao público eufórico que o esperava no aeroporto.

​Estavam presentes na área de desembarque representantes diplomáticos de Alemanha, Holanda, Espanha, França e Chile. “Viemos para ajudar, para que o regresso [de Juan Guaidó] seja seguro”, disse o embaixador da Alemanha na Venezuela, Daniel Maitel Kriener.

Em seguida, Guaidó se dirigiu à praça Alfredo Sadel, no bairro de Las Mercedes, em Caracas, e discursou para uma multidão de apoiadores. Ele havia convocado um protesto pelas redes sociais no domingo (3).

“A esperança nasceu e não vai morrer”, disse. “Vamos celebrar esta pequena vitória hoje.”

O opositor disse que o povo não pode abandonar as ruas “em busca de sua liberdade”, convocando novas manifestações para sábado (9).

Disse ainda que fará um “importante anúncio” para os funcionários públicos do país nesta terça (5), quando também convocará uma reunião com os sindicatos. Historicamente, os funcionários públicos são pressionados pelo Partido Socialista Unido da Venezuela, de Maduro, a participar de manifestações pró-regime.

Vale diz que novo presidente manterá diálogo aberto com acionistas

A Vale distribuiu, há pouco, um comunicado com mais informações sobre Eduardo Bartolomeo, escolhido como presidente interino da mineradora após o afastamento de Fábio Scharvtsman. De acordo com a empresa, o executivo, “reconhecido por acumular experiências distintas e ao mesmo tempo conhecer o negócio da Vale, manterá um diálogo aberto e transparente com os diversos stakeholders da companhia”.

Além de Scharvtsman, outros três diretores também fizeram o pedido de afastamento: Gerd Peter Poppinga (Diretor-Executivo de Ferrosos e Carvão), Lucio Flavio Gallon Cavalli (Diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos e Carvão) e Silmar Magalhães Silva (Diretor de Operações do Corredor Sudeste).

Segundo a mineradora, a escolha de Bartolomeo seguiu o processo sucessório de acordo com o plano de interinidade previamente discutido pelo Conselho de Administração. “Sua escolha está alinhada com o objetivo de trazer um executivo sênior para garantir estabilidade às operações da Vale, continuidade do processo de indenização, reparação e mitigação dos efeitos do rompimento da Barragem I da Mina do Córrego do Feijão”, afirmou a Vale no texto.

A empresa forneceu um detalhamento das recentes funções de Bartolomeo e também enumerou suas qualidades, ao dizer que ele “é um executivo sênior com sólida experiência em operações integradas de bulk commodities, supply chain, e turnaround de negócios”. De acordo com o comunicado, Bartolomeo “possui experiência em liderar operações complexas e estabelecer uma cultura de excelência operacional”.

No texto, a Vale diz que o executivo possui experiência de 10 anos na Vale, já tendo exercido a posição de diretor-executivo de Logística, Operações Integradas de Bulk Commodities (minério de ferro, carvão e manganês) e, mais recentemente, como diretor-executivo de Metais Básicos. Foi também membro do Conselho de Administração, do Comitê Financeiro e do Comitê de Governança, Conformidade e Risco da Vale entre 2016 e 2017, acrescentou a companhia.

Comissão da Câmara investigará acusações de obstrução de justiça e abuso de poder de Trump

O presidente da comissão judiciária da Câmara dos Deputados americana afirmou neste domingo (3) que pretende solicitar documentos de Donald Trump Jr., filho mais velho de Donald Trump, e de mais de 60 pessoas ligadas ao presidente para investigar supostos crimes de obstrução de justiça, corrupção e abuso de poder.

Em entrevista à ABC News, o deputado Jerry Nadler, de Nova York, afirmou que as solicitações devem ser feitas nesta segunda (4) e vão incluir, além de Donald Jr., o diretor financeiro da Organização Trump, Allen Weisselberg, e o Departamento de Justiça.

Questionado se acreditava que o presidente tinha obstruído a Justiça, ele respondeu que sim. “Está muito claro que o presidente obstruiu a justiça.”

O anúncio foi feito dias após Michael Cohen, ex-advogado do presidente, depor perante a comissão de supervisão e reforma da Câmara e a acusar o republicano de fazer pagamentos a mulheres   para silenciá-las sobre um suposto caso em 2006, o que poderia violar regras de financiamento de campanha.

Ele disse ainda que Trump mentiu sobre outros assuntos, como o envolvimento de um ex-conselheiro no vazamento de e-mails democratas na campanha eleitoral. Durante o depoimento, Cohen sugeriu que as informações sobre os supostos crimes do presidente poderiam ser obtidas com algumas das pessoas que a comissão da Câmara quer que entreguem documentos.

Apesar da avaliação, Nadler avalia que um pedido de impeachment de Trump ainda não está tão claro. “Nós não temos os fatos ainda, mas nós vamos iniciar as investigações apropriadas.”

A comissão presidida por Nadler é a única que pode recomendar o impeachment do presidente, algo que os democratas têm tratado com cautela.

A investigação do órgão poderia complementar a que o procurador especial, Robert Mueller, realiza sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016.

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Redação Dinheirama
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