Agora você confere as principais notícias de 06/04/19 sábado.

Para presidente Bolsonaro capitalização pode ficar de fora da reforma da Previdência

O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta sexta-feira (5), em café da manhã com diretores de redação de jornais que a proposta de capitalização na reforma da Previdência poderá não ser aprovada pelo Congresso Nacional. “Vai ter reação. Eles (parlamentares) vão tirar”, disse Bolsonaro.

O presidente sugeriu deixar a introdução do modelo de capitalização, que prevê a adoção de contas individuais para os novos entrantes no mercado de trabalho, para um “segundo turno”.

É a sinalização de que a discussão da proposta, uma das mais polêmicas, poderá ficar para um segundo momento depois de aprovada a reforma da Previdência. “Minha sugestão é deixar menos complicado”, afirmou.

O presidente manifestou confiança na aprovação da reforma. “Ela passa”, disse. Mas reiterou mais uma vez que “reforma boa é a que passa”. “O teto (idade) e o tempo de serviço são o mais importantes”, disse o presidente, que tem feito uma série de conversas, nas últimas semanas, com a imprensa.

Além da capitalização, o presidente reconheceu as dificuldades para aprovar as mudanças no benefício de assistência social para idosos pobres (BPC) e nas regras da aposentadoria rural. Mas ao responder pergunta sobre a possibilidade de desidratação da reforma, o presidente afirmou: “Tem que perguntar para o Rodrigo Maia“.

Presidente indica que ministro da Educação sairá na segunda-feira

O presidente Jair Bolsonaro indicou que o ministro da Educação, Ricardo Vélez, deve deixar o comando da pasta na próxima segunda-feira (8).

“Está bastante claro que não está dando certo. Ele é bacana e honesto, mas está faltando gestão, que é coisa importantíssima”, disse o presidente em um café da manhã, nesta sexta (5), com jornalistas no Palácio do Planalto.

De acordo com Bolsonaro, na segunda-feira, “tira a aliança da mão direita e põe na esquerda ou põe na gaveta. Vamos supor que seja a saída dele (Vélez)”. O presidente indicou ainda que não descarta reaproveitar o ministro em outra área do governo.

“Até segunda, vai ser resolvido, ninguém mais vai reclamar. Vélez é boa pessoa. Quem vai decidir sou eu. Segunda é o dia do fico ou não fico”, disse o presidente.

Bolsa volta a subir com avanço das negociações da Previdência

O mercado reagiu de forma positiva aos encontros do presidente Jair Bolsonaro com líderes partidários e com jornalistas nos últimos dois dias. A sensação de falta de articulação do governo após a ida do ministro da economia, Paulo Guedes, à CCJ na quarta-feira (3) parece ter ficado para trás.

Na sexta-feira (5), os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), defenderam a necessidade de uma reforma da Previdência e de Bolsonaro tomar à frente no processo de comunicar a proposta e articular sua aprovação no Parlamento.

No mesmo evento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, evitou especular quando a reforma será aprovada, mas disse não ser inteligente do ponto de vista político deixar a medida para o segundo semestre.

Nesta sexta, a bolsa superou os 97 mil pontos e encerrou o pregão em alta de 0,83%. Na semana, o Ibovespa, principal índice acionário do país, acumulou alta de 1,78 %. O giro financeiro somou R$ 12,19 bilhões, abaixo da média anual de R$ 16 bilhões.

Já o dólar teve leve alta de 0,40%, a R$ 3,873. Na semana, a moeda americana acumulou queda de 1,08%, depois de subir 0,34% e 2,14% nas duas últimas semanas, respectivamente.

Venezuelanos ficarão 3 horas por dia sem energia elétrica

O governo de Nicolás Maduro divulgou na sexta-feira (5), o cronograma de racionamento elétrico que será implantado na Venezuela, com exceção de Caracas e outros três Estados. Segundo o planejado, os cidadãos ficarão sem luz pelo menos 18 horas por semana, ou seja, ocorrerão apagões de 3 horas por dia.

O ministério de Energia Elétrica e a estatal Corporación Eléctrica (Corpoelec) projetaram um esquema que divide 20 dos 23 Estados do país em cinco setores, que em diferentes horários serão submetidos ao chamado “plano de administração de carga”. Segundo este plano, um dia por semana cada setor contará com o fornecimento de energia 24 horas.

A medida de racionamento exclui os Estados de Vargas, próximo a Caracas e onde fica o principal aeroporto da Venezuela; Amazonas e Delta Amacuro, regiões de fronteira e afastadas da capital.

Maduro anunciou na semana passada a implementação do racionamento que durará 30 dias, mas só nesta sexta-feira foram conhecidos os detalhes do cronograma. Os cortes programados de luz são a resposta do chavismo à crise de energia elétrica atravessada pelo país desde o dia 7 de março quando começou uma sequência de blecautes que paralisou a Venezuela durante pelo menos 11 dias.

Redação Dinheirama
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