Agora você confere as principais notícias de 18/03/2019, segunda-feira.

Presidentes farão encontro durante essa semana nos EUA

O presidente Jair Bolsonaro pousou às 15h40 (16h40 no horário de Brasília) no domingo (17) na base da força aérea americana Andrews, a cerca de 23 km do centro de Washington, nos Estados Unidos.

É a primeira visita do presidente brasileiro aos Estados Unidos.

A comitiva chegou à casa de hóspedes da Casa Branca, Blair House, geralmente reservada para visitas de Estado, por volta de 16h15 (17h15 em Brasília).

Em sua conta em uma rede social, Bolsonaro escreveu que o convite para se hospedar no local se tratava de ” uma honraria concedida a pouquíssimos Chefes de Estado, além de não custar um centavo aos cofres públicos”.

A viagem do presidente ao país é visita oficial de trabalho EUA, um degrau abaixo da visita de Estado, a máxima das honrarias, com jantar de gala.

O último presidente brasileiro que foi a Washington em visita de Estado foi Fernando Henrique Cardoso, em 1995.

Em 2015, durante o governo de Barack Obama, a então presidente Dilma Roussef também se hospedou na Blair House após o escândalo da NSA (Agência Nacional de Segurança).

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Olavo de Carvalho chama Mourão de ‘idiota’ e diz que se governo seguir assim dura seis meses

Às 18 horas de sábado (16), uma das salas do Trump Hotel, em Washington, começou a receber convidados para o evento prévio à chegada de Jair Bolsonaro. A recepção, uma homenagem ao escritor conservador Olavo de Carvalho, foi organizada pelo ex-estrategista de Donald Trump e agitador de movimentos populistas de direita Steve Bannon.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) se antecipou à comitiva presidencial para participar do evento, que concentrou críticas à imprensa e aos “traidores” que cercam o presidente.

Questionado se estava otimista com o Brasil, Olavo de Carvalho afirmou: “Não, não, não. Vou ser sincero. Eu amo esse cara, o Bolsonaro. Mas ele está rodeado de traidores. Eu não confio em praticamente ninguém no governo, exceto nele”, disse Olavo, que estará com Bolsonaro neste domingo (17), em jantar na residência do embaixador do Brasil nos EUA. Depois do evento, a jornalistas, Olavo chamou o vice-presidente Hamilton Mourão de “um cara idiota”. “O presidente viaja e qual a primeira coisa que ele faz? Viaja a São Paulo para um encontro político com Doria. Esse cara não tem ideia do que é vice-Presidência. Durante a viagem, ele tem que ficar em Brasília”, afirmou Olavo. Ele disse que Mourão, desde a posse, mudou de lado e é “pró-aborto, pró-desarmamento e pró-Nicolás Maduro”.

Ao dizer que Jair Bolsonaro está “de mãos amarradas”, Olavo de Carvalho afirmou que a situação do governo vai mal. “Se tudo continuar como está, já está mal. Não precisa mudar nada para ficar mal. É só continuar isso mais seis meses e acabou”, disse o filósofo a jornalistas após evento em Washington, organizado por Steve Bannon.

Ele aponta como problema a mídia e os conselheiros do presidente. Olavo afirma que a mídia tenta dar um “golpe de Estado” e publica “mentiras” contra o presidente. Segundo ele, o presidente não leva as questões para a Justiça porque os militares no governo não deixam.

“Ele não reage porque aquele bando de milico que o cerca é tudo um bando de cagão, que tem medo da mídia. Por que eles têm medo da mídia? Porque quando terminou a ditadura militar, eles viram que estavam todos queimados com a mídia, foram para casa e decidiram agora fazer o papel de bonzinho. O que o Bolsonaro tem a ver com isso? Nada”, disse Olavo. ”É um homem sozinho, não pode confiar nos que o cercam, não pode confiar na mídia.”

Críticas à imprensa permearam todo o evento. Olavo disse que os jornalistas fazem parte de uma elite intelectual e que os formadores de opinião estrangeiros precisam buscar outras formas de ter informação sobre o País, que não via imprensa. Ao falar sobre a imagem de Bolsonaro no mundo – criticada por veículos estrangeiros por posições consideradas racistas e preconceituosas -, Olavo afirmou que “a imagem é um mito criado pelos jornalistas”. “Os jornalistas brasileiros são, a maioria, viciados em drogas. Não estou exagerando”, afirmou.

Eduardo Bolsonaro também criticou a imprensa e disse que “as pessoas não acreditam mais na mainstream media”, dizendo que canais alternativos de apoio ao governo têm mais engajamento nas redes sociais do que o dos jornais tradicionais. “Isso é poder, o poder está conosco agora”, disse Eduardo.

O evento reuniu cerca de 60 pessoas em uma sala do Trump Hotel, reduto de republicanos, entre americanos e brasileiros. Diplomatas da embaixada do Brasil em Washington estiveram presentes, entre eles Nestor Forster, cotado para assumir o posto de embaixador nos EUA. Ex-embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon era um dos convidados presentes.

BNDES: Levy sofre pressão por devolução de R$ 100 bi

Como ministro de Dilma Rousseff, Joaquim Levy tentou emplacar austeridade numa administração que gastava o que não tinha. Tentou tanto que caiu. O plano malogrado incluía cobrar do BNDES dinheiro de volta. Para os petistas, Levy era liberal demais. Agora, à frente do banco num governo que tem Paulo Guedes como czar da economia, Levy parece, para muitos na gestão Bolsonaro, liberal de menos.

Parte da equipe econômica reclama, sob reserva, que Levy parece não querer mandar tanto dinheiro de volta assim.

Nem Guedes disfarça. “Não sei se ele quer, mas vai ter de devolver”, disse em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo,  reafirmando ali que espera ver a remessa ao Tesouro de ao menos R$ 50 bilhões até junho. Levy havia dito dias antes que ainda era “cedo” para dizer o quanto o banco devolveria.

Com a declaração, o chefe da Economia do governo Jair Bolsonaro tornava público um embate já em curso no ministério. Após a declaração de Levy de que o valor da devolução não estava definida, Guedes autorizara o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior, a redigir ofício, exigindo R$ 100 bilhões até o fim do ano.

A previsão era que o banco estatal pagasse R$ 26,6 bilhões em 2019, de acordo com cronograma definido durante o governo Temer – desde 2015, já foram devolvidos mais de R$ 300 bilhões. Mas Guedes quer mais. “Despedalar” o BNDES, como gosta de repetir o ministro, foi assunto na campanha e se tornou meta de governo.

A medida, que reduz o tamanho do banco, se encaixa no plano liberal de Guedes e contribui para baixar a dívida pública federal. Também cai muito bem na turma bolsonarista, que vê no BNDES um símbolo da era petista. Para esse grupo, o banco estatal que emprestou bilhões à Venezuela, a Cuba e a empreiteiras como a Odebrecht precisa quitar o quanto antes sua conta com a União.

Ciente do apelo do banco para sua base, no Palácio do Planalto, uma das primeiras promessas de Bolsonaro foi abrir a “caixa preta do BNDES”. Por ora, o esforço limitou-se à reedição de uma lista já conhecida de maiores devedores. Mas causou barulho nas redes sociais.

O desgaste de Levy é surpreendente para alguns integrantes do ministério. Levy foi o mentor da estratégia de desmontar o “super BNDES” no governo Dilma. Segundo uma fonte da equipe econômica, não parecia haver dúvida de que Levy, uma vez à frente do banco, seguiria orientações de Guedes.

Responsável pelo convite a Levy, que deixou o posto de diretor no Banco Mundial para assumir o comando do BNDES, Guedes costuma reforçar a interlocutores que o tem em boa conta. Bancou seu nome junto a Bolsonaro, que não gostou da ideia de ter um ministro “petista”. Os dois chegaram a discutir durante uma reunião na casa de Bolsonaro no Rio. O presidente eleito resistiu, mas, diante da posição firme de Guedes, capitulou ao Posto Ipiranga.

O ministro elogia com frequência a formação técnica de Levy – ambos têm doutorado pela Universidade de Chicago. A pessoas próximas já disse que ele seria um bom nome para a presidência do Banco Mundial caso o Brasil tivesse o direito de indicar o próximo mandatário da instituição. Preocupa o ministro, contudo, que Levy esteja influenciado pelas pressões do que chama de “burocracia do banco”, segundo relatou recentemente a pessoas próximas.

Levy não tem argumentado contra a devolução de recursos, mas vem dizendo que é preciso cautela antes de uma decisão final. Assim que chegou ao banco, solicitou um estudo de sustentabilidade para analisar a situação do BNDES frente a um cronograma mais radical de pagamentos. Servidores do banco têm dito que seguir o Plano Guedes poderia significar, na prática, o fim do banco estatal.

Redação Dinheirama
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