Agora você confere as principais notícias de 03/10/2018, quarta-feira.

Bolsonaro cresce e atinge 32%; Haddad tem 21% e vê rejeição subir, mostra Datafolha

Líder da corrida presidencial, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) alcançou 32% das intenções de voto na mais recente pesquisa do Datafolha, realizada nesta terça (2).

Foco de manifestações que levaram milhares de opositores e admiradores às ruas das principais cidades no fim de semana, Bolsonaro ganhou quatro pontos percentuais desde a semana passada, segundo o instituto.

O capitão reformado do Exército ampliou sua vantagem sobre os adversários, mas sua rejeição pelo eleitorado continua muito alta, o que pode prejudicá-lo no segundo turno da eleição se ele chegar lá.

Segundo o Datafolha, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) está em segundo lugar, com 21%, e sua rejeição cresceu. Se Bolsonaro e Haddad mantiverem suas posições até o primeiro turno no domingo (7), os dois irão disputar o segundo turno, no dia 28.

O Datafolha entrevistou 3.240 eleitores de 225 municípios nesta terça. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Folha.

Haddad, que vinha crescendo desde seu lançamento como substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida eleitoral, apareceu estagnado pela primeira vez. Ele tinha 22% no levantamento anterior e oscilou para 21%.

Ciro Gomes (PDT), que disputava o campo da esquerda com os petistas desde o início do ano, se manteve com 11%, empatado com Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 10% para 9%.

Marina Silva (Rede), que em agosto disputava o segundo lugar da corrida com Ciro, despencou desde então. Da semana passada para cá, ela oscilou de 5% para 4%, segundo o Datafolha.

Bolsonaro e Haddad empatam nas simulações feitas para o segundo turno. No cenário em que os dois se enfrentam, Bolsonaro cresceu de 39% para 44% e Haddad oscilou de 45% para 42%.

Segundo o Datafolha, nesse cenário o candidato petista herdaria quase dois terços dos eleitores de Ciro Gomes e metade dos votos de Alckmin e Marina. Ainda assim, o ganho seria insuficiente para superar Bolsonaro.

General Mourão volta a criticar 13º salário: ‘Todos saímos prejudicados’

O general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), voltou a irritar a equipe de campanha por críticas ao pagamento do 13º salário. Em entrevista no Aeroporto de Congonhas, ele afirmou nesta terça-feira (2), que é preciso “planejamento” e “entendimento” para compensar o “custo” do adicional de trabalho.

“Na realidade, se você for olhar, o empregador te paga 1/12 a menos e no fim do ano ele devolve esse salário. E o governo, o que faz? Ele aumenta o imposto para pagar o meu”, disse. “No final das contas, todos nós saímos prejudicados.”

Até o começo da tarde, Bolsonaro e os principais integrantes da equipe de campanha não tinham repreendido o candidato a vice. Na semana passada, Mourão chegou a ser criticado publicamente pelo presidenciável por declarar, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, que os pagamentos do 13º salário e do adicional de férias eram “jabuticabas”, que, numa máxima popular, só existem no Brasil. Diante do impacto negativo na campanha, Bolsonaro desautorizou Mourão e disse no Twitter que o general da reserva “ofendia” trabalhadores e desconhecia a Constituição.

O candidato à Presidência ainda afirmou em entrevista que vice só “atrapalha” e não “apita nada”. Depois, a tática de Bolsonaro e seus aliados foi propagar que as palavras de Mourão tinham sido distorcidas. Em conversa no Rio, o candidato do PSL pediu, no entanto, para o general da reserva evitar novas declarações e suspender sua agenda política, o que não foi aceito. Mourão está em São Paulo para reforçar a campanha do presidente do PRTB, Levy Fidelix, que concorre a uma vaga na Câmara.

Após Ibope, Bolsa tem maior valorização diária em quase dois anos

Após a divulgação da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, o otimismo dos investidores com o avanço do candidato Jair Bolsonaro (PSL) levou os ativos brasileiros a se valorizarem terça-feira (2). O Ibovespa, índice que reúne as principais ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, fechou o dia em alta de 3,78%, aos 81.593,85 pontos.

Não havia uma valorização tão grande na Bolsa desde o dia 7 de novembro de 2016, quando o Ibovespa avançou 3,98%. Já o patamar de fechamento é o maior desde o dia 22 de maio, quando fechou aos 82.738,88 pontos.

O real se fortaleceu frente ao dólar. A divisa recuou 2,47%, aos R$ 3,9304, menor cotação de fechamento da moeda americana em 46 dias. No dia 17 de agosto, o dólar fechou o dia cotado a R$ 3,9142. O tombo diário da moeda foi o maior em quase quatro meses. Na sessão do dia 8 de junho, caiu 5,35%.

A valorização dos ativos brasileiros terça-feira (2), foi motivada, segundo agentes do mercado, ao farto noticiário político, como o apoio da bancada ruralista a Jair Bolsonaro (PSL), resultado da pesquisa Ibope e a proibição de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dar entrevistas à imprensa. Bolsonaro e lideranças da campanha festejaram a decisão da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA).

Diretor-geral da OMC sugere ‘diálogo’ entre Brasil e governo Trump

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, sugeriu que Brasil e outros governos que estejam no radar da administração de Donald Trump estabeleçam um “diálogo” com a Casa Branca.

Na segunda-feira, Trump criticou a relação comercial com o Brasil e Índia. “O Brasil é outro caso. É uma beleza. Eles cobram de nós o que querem”, disse o americano. “Se você perguntar a algumas empresas, eles dizem que o Brasil está entre os mais duros do mundo, talvez o mais duro. E nós não os chamamos e dizemos ‘vocês estão tratando nossas empresas injustamente, tratando nosso país injustamente”, afirmou o presidente dos EUA.

Azevêdo afirmou não ter ficado surpreendido com as críticas de Trump contra o Brasil e Índia. “A política americana é conhecida. As pessoas sabem exatamente com o que eles estão preocupados”, disse o diretor da OMC em declarações a dois jornais brasileiros. Trump usou o mesmo discurso nos últimos meses para pressionar por acordos com o México e Canadá, forçar a OMC a iniciar um processo de reforma e ainda levar parceiros como europeus, coreanos e japoneses a dialogar.

“Eles falam com grande frequência sobre a reciprocidade e sobre o que eles chamam de fair trade (comércio justo). Um dos pontos comuns que está sempre na narrativa da administração americana é de que há uma disparidade muito grande nas tarifas que são cobradas e no tratamento que é dado para as empresas de diferentes países. Eles acham que são muito mais liberais, que dão um acesso ao mercado muito maior do que outros países dão e querem reciprocidade”, explicou. “Não me surpreende que essa seja uma visão, uma abordagem da parte deles”, ponderou.

“Acho que competiria aos outros parceiros comerciais conversar com eles”, defendeu. Para ele, o diálogo poderia ser bilateral, na OMC ou “onde quer que seja”. “O diálogo não precisa ter um formato único. Pode conversar de várias formas e, nessa conversa, tentar entender as partes”, apontou.

Segundo Azevêdo, o diálogo permitiria que governos que estejam no foco de Trump possam apresentar suas posições. “Tenho certeza que os países que tem tarifas mais altas ou dão tratamento diferenciado também tem seus argumentos, sobre o porque fazem, o que justifica essas coisas e porque o relacionamento não é assimétrico”, disse. “Então, as partes tem que se ouvir, de uma forma ou de outra. Isso é o caminho”, defendeu o brasileiro.

Redação Dinheirama
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