Agora você confere as principais notícias de 08/04/19 segunda-feira.

‘Não vou perder tempo para comentar pesquisa do Datafolha’

O presidente Jair Bolsonaro afirmou no domingo (7) que não vai “perder tempo” em se manifestar sobre a pesquisa do Datafolha que registra a pior avaliação após três meses de governo entre os presidentes eleitos para um primeiro mandato desde a redemocratização de 1985.

“Datafolha? Não vou perder tempo para comentar pesquisa do Datafolha, que diz que eu ia perder para todo mundo no segundo turno”, afirmou Bolsonaro, ao ser questionado pela reportagem da Folha na saída do Palácio do Alvorada.

“Tem um item lá de que Lula e Dilma são mais inteligentes do que eu. Valeu, Datafolha”, disse o presidente, que compartilhou em redes sociais uma foto de gráficos da pesquisa, publicada na edição deste domingo do jornal Folha de São Paulo.

Bolsonaro se refere ao dado da imagem do presidente. Segundo a pesquisa, 58% dos entrevistados consideram o capitão reformado muito inteligente, ante 39% que o consideram pouco inteligente.

A comparação com os ex-presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff também se refere ao período equivalente, ou seja, os três primeiros meses do primeiro mandato de cada um.

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‘Geisel não foi eleito, eu fui’, diz Mourão, aplaudido de pé em Harvard

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, foi aplaudido em pé em Harvard ao responder pergunta sobre o papel dos militares na política brasileira. Em uma pergunta sobre o histórico dos militares no Brasil e uma comparação feita com o general Ernesto Geisel, Mourão rebateu: “O general Geisel não foi eleito, eu fui”, afirmou ao participar da Brazil Conference, evento organizado pelos alunos brasileiros das universidades de Harvard e do MIT

Nessa hora, enquanto a plateia se levantava para aplaudir o vice-presidente, um manifestante gritou “ditadura nunca mais” e foi retirado pelos seguranças do evento. Ele disse também que os integrantes das Forças Armadas que fazem parte do governo já estavam na reserva quando foram convocados para o Executivo.

Mourão minimizou a queda na popularidade do governo, dizendo que é preciso dar tempo ao Executivo, e afirmou que Bolsonaro é “muito criticado e pouco compreendido”. “Tem gente que quer que a gente acelere as coisas, mas todos têm que entender uma coisa: o Executivo não tem varinha de condão. Seria ótimo”, disse Mourão. Os primeiros três meses do governo têm a pior avaliação entre os presidentes eleitos para um primeiro mandato, segundo pesquisa do Instituto Datafolha.

“Vejo naturalmente essa queda inicial na popularidade”, afirmou Mourão. O vice-presidente disse que há uma “ansiedade” muito grande por parte da sociedade e que sabe que as pessoas clamam por mudanças.

Relatório sobre interferência russa pode ser mais danoso para Trump do que Barr fez parecer

Alguns dos investigadores da equipe de Robert Mueller disseram a conhecidos que o secretário de Justiça, William Barr, não transmitiu corretamente as conclusões de seu inquérito e que essas conclusões são mais prejudiciais ao presidente Donald Trump do que Barr indicou. A informação é de funcionários governamentais e outros que têm conhecimento da frustração dos investigadores.

O que está em jogo na disputa —o primeiro indício de tensão entre Barr e o escritório do procurador especial— é quem molda a compreensão pública inicial de uma das investigações governamentais mais importantes da história americana. Alguns membros da equipe de Mueller temem que, pelo fato de Barr ter criado a primeira narrativa sobre as conclusões do procurador especial, a visão dos americanos terá endurecido antes de as conclusões do inquérito serem levadas a público.

Barr disse que trabalhará rapidamente para levar a público o relatório de quase 400 páginas, mas que precisa de tempo para ocultar informações confidenciais. Segundo funcionários do governo familiarizados com a investigação, os investigadores do procurador especial já haviam escrito várias sinopses do relatório, e alguns membros da equipe acham que Barr deveria haver incluído mais material deles na carta de quatro páginas que escreveu em 24 de março apresentando suas principais conclusões. Em sua carta, Barr reproduziu apenas breves trechos do trabalho de Mueller.

Mas, segundo uma pessoa familiarizada com a investigação, o escritório de Mueller nunca chegou a pedir a Barr que divulgasse as sinopses pouco depois de receber o relatório. E o Departamento de Justiça determinou rapidamente que elas continham informações sensíveis, como materiais classificados, depoimentos secretos prestados a um grande júri e informações relacionadas a investigações federais em curso no momento, todas informações que precisam permanecer confidenciais, segundo dois funcionários governamentais.

Redação Dinheirama
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