Agora você confere as principais notícias de 24/08/2018, sexta-feira.

Bolsonaro recua e afirma que participará de três debates

Presidenciável afirmou ao Portal UOL que comparecerá a três dos próximos sete debates até o primeiro turno. Dois meses atrás, ele prometeu que participaria de todos os eventos. O presidente do PSL e braço direito do candidato, Gustavo Bebianno, disse ao jornal Folha de São Paulo ontem que o militar não pretendia ir mais a debates. “Ganha quem mente mais”, disse Bebianno.

No último confronto, na RedeTV!, Marina Silva (Rede) protagonizou embate com Bolsonaro, o criticando sobre declarações a respeito do direitos das mulheres no trabalho e sua postura de ensinar crianças a fazer gestos simulando uso de armas.

Adicional de 25% para aposentados custará R$ 3,5 bi à Previdência, diz governo

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de estender a todos os aposentados que precisem de assistência permanente o direito de receber um adicional de 25% sobre o valor do benefício pode impactar as contas do INSS em R$ 3,5 bilhões ao ano, informou a Secretaria de Previdência.

A lei diz hoje que apenas aposentados por invalidez teriam direito a essa parcela suplementar, mas a Corte optou por estender o alcance da medida a qualquer tipo de aposentadoria.

O valor é considerado elevado pelo governo. De acordo com uma fonte, a medida vai no sentido contrário à necessidade atual do País e acaba cumprindo o papel de uma “contrarreforma”, onerando ainda mais as contas da Previdência.

Com isso, o INSS afirmou que pretende recorrer da decisão do STJ. O órgão afirmou que pretende aguardar a publicação da decisão para a interposição dos recursos.

O INSS deve registrar um déficit de R$ 201,6 bilhões neste ano, rombo que deve crescer no futuro segundo as projeções oficiais. O governo tentou aprovar uma reforma da Previdência, mas a proposta acabou sendo engavetada após a sucessão de denúncias contra o presidente Michel Temer e a intervenção na segurança do Estado do Rio de Janeiro, que impede mudanças na Constituição.

Moro sugere que candidatos se manifestem sobre lei de abuso e prisão em 2ª instância

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, em Curitiba, sugeriu que os candidatos à Presidência da República sejam questionados durante a campanha eleitoral sobre seis temas específicos relacionados ao combate à corrupção. Moro elencou a necessidade dos candidatos serem abordados sobre suas posições em relação ao cumprimento de pena após 2.ª instância, anistia ao caixa 2, lei de abuso de autoridade, foro privilegiado, padrão de governança pública e, por fim, concessões à corrupção para garantir governabilidade.

“Nós precisamos que a classe política e nossas lideranças políticas façam a sua parte e deem seu exemplo, não só com atitudes consistentes contra a corrupção, mas com posições vigorosas contra ela”, disse Moro. O magistrado falou para cerca de mil pessoas, entre elas cerca de 250 delegados federais, que participaram do Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, realizado pela Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), em Salvador.

Sobre a prisão após 2ª instância, que segundo o juiz, foi um passo importante para o combate a impunidade, Moro afirmou que quem quiser ser candidato tem que ter uma posição firme sobre o tema para evitar um retrocesso. “Não pode ser aquela posição titubeante e dizer: isso é responsabilidade das cortes de Justiça. Não! Isso é responsabilidade da liderança política, do governo”, disse o juiz sobre como deve ser a resposta do candidato a respeito do tema.

O juiz sugeriu também a necessidade dos candidatos serem confrontados sobre a possibilidade de extinção total do foro privilegiado. Segundo Moro, além de gerar impunidade, uma vez que tribunais superiores não têm estrutura para julgar esses casos, o foro vai contra o “sentimento básico” da democracia sobre todos serem iguais perante a lei. “Deveria ser tomado o compromisso expresso de eliminação do foro para todas as autoridades, inclusive juízes”, disse.

Homenageado pela ADPF com a medalha Tiradentes, concedida a autoridades que destacaram pelo apoio ao trabalho da Polícia Federal, Moro se mostrou preocupado com a possibilidade da aprovação de lei para anistiar caixa e apontou a necessidade dos candidatos se posicionarem sobre o tema.

“Problema é querer anistiar corrupção a pretexto de anistiar caixa 2. Há casos de vantagem indevida mediante doação oficial. A doação não torna o dinheiro limpo ou o acerto de corrupção inexistente”, afirmou.

Outro tema sugerido por Moro para questionamentos aos candidato foi a lei de abuso de poder. Para o juiz, ninguém é favorável ao abuso de poder por parte de autoridade, mas a depender da redação da lei o resultado pode ser um intimidação ao agente público. “Se o agente público ficar sujeito a um processo por abuso de poder por divergência interpretativa estamos retrocedendo ao final do século XIX”, disse.

Exterior não alivia e dólar fecha a R$ 4,12

O quadro externo desfavorável e o dia negativo para commodities interromperam a recuperação que se esboçava no mercado brasileiro nesta quinta-feira (23), conforme investidores digeriam uma bateria de pesquisas eleitorais que levou o dólar acima de R$ 4 nesta semana pela primeira vez em mais de dois anos.

Após chegar a cair para R$ 4,042, o dólar firmou trajetória de alta ante o real e avançou 1,65%, a R$ 4,124. É o maior patamar desde 21 de janeiro, quando chegou a R$ 4,166. Na máxima do dia, atingiu R$ 4,129.

A moeda americana emenda, assim, o sétimo pregão de ganhos em relação ao real. Desta vez, a puxada veio com mais força do exterior, após Estados Unidos e China intensificarem a guerra comercial entre si.

A Bolsa, que vinha se mostrando ligeiramente mais resiliente aos impactos eleitorais do que o câmbio, também intensificou suas perdas.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas por aqui, caiu 1,65%, a 75.596,61 pontos.

A valorização recente do dólar acabava fortalecendo os papéis de algumas empresas exportadoras. Mas a aversão a risco generalizada no exterior não poupa o mercado brasileiro e pressiona o índice para baixo com mais força.

‘Se eu sofrer impeachment, mercado pode entrar em colapso’, diz Trump

O presidente Donald Trump afirmou em uma entrevista divulgada nesta quinta-feira (23) que a economia americana pode entrar em colapso se ele sofrer um impeachment.

Há alguns dias, o ex-advogado do presidente, Michael Cohen, disse a um juiz federal que, a pedido de Trump, realizou pagamentos ilegais para silenciar mulheres que alegavam ter mantido um caso com o empresário, violando leis de financiamento eleitoral.

Mas o presidente declarou à rede Fox News que uma acusação contra ele só causaria mais confusão.

“Vou dizer uma coisa, se por acaso eu for submetido a um impeachment, acho que o mercado poderá entrar em colapso. Acho que todos poderemos ficar mais pobres”, disse Trump no programa Fox and Friends.

Depois disso, o presidente deu uma confusa declaração sobre a criação de postos de trabalho e outros progressos econômicos que teriam sido conquistados durante seu mandato e insistiu que os americanos estariam muito pior se Hillary Clinton tivesse vencido as eleições de 2016.

“Não sei como se pode submeter a um impeachment alguém que fez um grande trabalho”, acrescentou.

Trump recebeu dois duros golpes na última terça-feira (21) quando Michael Cohen, advogado de Trump durante uma década, se declarou culpado de oito acusações.

No mesmo dia, um juri declarou culpado o ex-chefe de campanha de Trump, Paul Manafort, em 8 das 18 acusações que pesavam contra ele, inclusive fraude fiscal, fraude bancária e omissão de declaração de contas bancárias no exterior.

Mas Trump parece decidido a ignorar a tormenta sobre seu governo e insiste que não fez nada de errado.

Redação Dinheirama
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