Agora você confere as principais notícias de 01/01/2019, terça-feira.

Temer deixa para Bolsonaro política sobre valor do salário mínimo

O ex-presidente Michel Temer deixou para Jair Bolsonaro a missão de definir a nova política de valorização para o salário mínimo a partir de 2019. A remuneração atual é R$ 954, mas essa regra de cálculo termina em 1º de janeiro de 2019.

Temer poderia estipular o valor por decreto, mas fontes do Planalto dizem que ele abriu mão para seu sucessor. Segundo auxiliares do presidente, ele não irá assinar mais nenhum ato.

No caso do mínimo, a Coluna apurou que Temer não quis editar o decreto em razão de sua equipe econômica defender um valor abaixo dos R$ 1.006 aprovados pelo Congresso.

Na proposta de campanha, que protocolou no TSE, Bolsonaro não mencionou qual é sua proposta para o salário mínimo.

‘Estava ajudando a construir um novo Brasil’, diz Onyx sobre verba pública na campanha de Bolsonaro

O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que utilizou dinheiro público para fazer campanha ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) porque estava “ajudando a construir um novo Brasil”.

No domingo (30), o jornal Folha de São Paulo revelou que há no sistema da Câmara informação de reembolso para o deputado de mais de 70 bilhetes cuja origem ou destino são aeroportos do Rio e São Paulo, somando R$ 100 mil.

As regras da cota de atividade parlamentar —verba que congressistas têm para atividades do dia a dia— não permitem o uso para fins eleitorais.

“Eu não tenho que me defender de nada. Primeiro, tudo que eu fiz, é público. Segundo, está tudo dentro, rigorosamente, da legislação da Câmara. Eu desafio, me mostra uma passagem paga pela Câmara para a minha campanha a deputado federal no Rio Grande do Sul. Mas enquanto congressista e deputado [federal], eu tenho a prerrogativa e direito de andar no lugar do Brasil que eu quiser e eu estava ajudando a construir o que hoje nós estamos vivendo: a transição para um novo futuro para o nosso país e para um novo Brasil”, afirmou o futuro chefe da Casa Civil para a rádio Gaúcha nesta segunda (31).

Apesar de dizer que está “tudo dentro da legislação”, ato da Mesa Diretora é claro em dizer que a cota é “destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”.

Desde 2017, Onyx integra o grupo de parlamentares que coordenou a pré-campanha e a campanha de Bolsonaro.

Com fim de subsídio, Petrobras sobe preço do diesel em 2,5%

A Petrobras elevará o preço do diesel em 2,5% nesta terça (1), quando termina o programa de subvenção criado no fim de maio para encerrar a paralisação dos caminhoneiros.

Segundo a estatal, o preço médio do combustível em suas refinarias passará a R$ 1,8545 por litro, alta de R$ 0,0457 por litro com relação ao vigente nesta segunda, último dia de subvenção.

A companhia diz ainda, em nota, que o novo preço é 11,75% inferior ao praticado no dia 31 de maio, o último antes da intervenção federal nos preços.

“Com o ajuste anunciado hoje, há uma queda de 2,1% em 12 meses no preço médio do diesel comercializado pela Petrobras”, disse a estatal.

O programa de subvenção garantiu ressarcimento de até R$ 0,30 por litro a empresas que se comprometessem a vender diesel a preços definidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

O governo Temer separou R$ 9,5 bilhões para bancar o subsídio, mas, com a queda das cotações do petróleo e o recuo do câmbio após a eleição, a necessidade de recursos será menor.

O cenário favoreceu também o governo Bolsonaro, já que não haverá repique de preços com a retirada do subsídio.

Redação Dinheirama
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