Agora você confere as principais notícias de 09/04/19 terça-feira.

Bolsonaro demite ministro da Educação Ricardo Vélez

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou na segunda-feira (8), a demissão do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, alvo de críticas dentro e fora do governo e pressões diversas.

O ministro enfrentava uma crise que vem desde sua posse, com disputa interna entre grupos adversários, medidas contestadas, recuos e quase 20 exonerações no ministério.

Bolsonaro informou em seu Twitter que Abraham Weintraub será o novo chefe da Pasta. “Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao Prof. Vélez pelos serviços prestados”, escreveu.

Na sexta-feira (5), num explícito processo de “fritura pública” do auxiliar, Bolsonaro afirmou que o ministério “não estava dando certo”. “É uma pessoa bacana, honesta, mas está faltando gestão, que é uma coisa importantíssima. Vamos tirar a aliança da mão esquerda e pôr na mão direita ou na gaveta.”

Março foi especialmente tumultuado para Vélez, com notícias diárias de confusões e medidas criticadas do Ministério da Educação (MEC). Foi quando surgiram as primeiras informações de uma disputa interna entre o grupo militar, os de perfil técnico (vindos de São Paulo) e os chamados “olavistas”, seguidores do escritor Olavo de Carvalho, considerado guru dos bolsonaristas.

Vélez demitiu alguns integrantes desse grupo mais ideológico, mas demonstrou sua fraqueza ao ser forçado a mandar embora seus aliados, o então secretário-executivo Luiz Antonio Tozi e o militar Ricardo Roquetti.

Olavo de Carvalho concordou com indicação de novo ministro

Ao escolher Abraham Weintraub para assumir o Ministério da Educação, Jair Bolsonaro contemplou uma indicação de Olavo de Carvalho. O nome do economista foi levado ao presidente em uma lista com outros dois discípulos do escritor.

Para fazer a indicação, pessoas próximas ao guru ideológico de ala do bolsonarismo afirmam que ele estipulou como condição que o ministro deverá nomear como secretário-executivo Eduardo de Melo, que já foi secretário-adjunto do MEC e hoje está na TV Escola.

O escritor também quer que Weintraub leve de volta à cúpula do MEC olavistas que foram exonerados ou escanteados do ministério por Ricardo Vélez, demitido nesta segunda (8).

A expectativa de pessoas próximas a Olavo que estão no governo é a de que Weintraub cumpra os pedidos e anuncie as mudanças a partir desta terça (9).

O nome de Weintraub foi levado a Bolsonaro junto com o de Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização do MEC, e o de Eduardo de Melo.

Olavistas consideram o economista o mais combativo dos três e com mais disposição de propagar no MEC a luta contra o que eles avaliam como hegemonia da esquerda nas universidades e nas escolas.

Bolsa tem leve alta com avanço das commodities

Na segunda-feira (8), o mercado brasileiro acompanhou o cenário exterior, sem novidades sobre a reforma da Previdência.

Há expectativas de que o relatório sobre a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma seja apresentado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados nesta terça-feira.

Também no radar estão os movimentos de articulação para a formação da base aliada do governo com vistas para o andamento do texto que muda as regras das aposentadorias.

O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, fechou em leve alta de 0,27%, a 97.369 pontos, com giro de R$ 12 bilhões, abaixo da média diária do ano de R$ 16,42 bilhões. A bolsa foi impulsionada pela alta das commodities, que puxaram o preço de Petrobras e Vale.

O dólar fechou no menor patamar ante o real em mais de duas semanas, com a ausência de novidades no front da reforma previdenciária abrindo espaço para o mercado de câmbio captar o ambiente de dólar fraco no mundo que predominou nesta sessão.

A moeda americana caiu 0,62%, a 3,8491. É o menor patamar desde 21 de março, quando a cotação fechou em R$ 3,8001.

Casa Branca anuncia saída de diretor do Serviço Secreto americano

O chefe do Serviço Secreto americano, a prestigiosa unidade policial encarregada da proteção do presidente, deixará em breve seu posto, anunciou nesta segunda-feira (8), a Casa Branca, que não informou as razões para essa partida inesperada.

O chefe do Serviço Secreto americano, a prestigiosa unidade policial encarregada da proteção do presidente, deixará em breve seu posto, anunciou na segunda-feira (8), a Casa Branca, que não informou as razões para essa partida inesperada.

Redação Dinheirama
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