Agora você confere as principais notícias de 20/09/2018, quarta-feira.

Após notícia de volta da CPMF, Bolsonaro nega criação de impostos

O presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, usou as redes sociais para prometer, se eleito, trabalhar pela redução de impostos. A reação de Bolsonaro veio logo após a divulgação, nesta quarta-feira, de reportagem do jornal Folha de São Paulo com a informação de que o economista Paulo Guedes, uma espécie de guru econômico do candidato, pretendia recriar um novo imposto, nos moldes da CPMF.

Em sua publicação, Bolsonaro desautorizou a fala atribuída a Guedes, cotado para assumir o ministério da Fazenda num eventual governo. O candidato se refere a Guedes como uma espécie de “Posto Ipiranga”, aquele que, segundo ele, poderia resolver os problemas da área em que o ex-capitão admite ter menos intimidade, a economia.

“Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!”, escreveu o presidenciável em sua conta pessoal do Twitter.

Segundo a ‘Folha’, a fala de Guedes foi feita em uma reunião para uma grupo de clientes da gestora de grandes fortunas GPS Investimentos: A empresa soltou uma nota: “A GPS apenas cedeu o espaço para essa apresentação e não tem autoridade para comentar a exposição do economista”.

Dólar volta a cair com cenário externo e termina dia em R$ 4,13

O dólar perdeu força no exterior, recuando nesta quarta-feira, 19, ante várias divisas de emergentes, como Argentina, África do Sul, México e Turquia. Aqui, a moeda americana voltou a cair e fechou em R$ 4,1308, queda de 0,32%.

O cenário político seguiu no radar das mesas, mas acabou influenciando menos os negócios, com a nova pesquisa do Ibope confirmando o que outros levantamentos vinham mostrando, a possibilidade de um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O próximo levantamento que será divulgado é o do Datafolha, que sai na madrugada desta quinta-feira, 20.

Com o ambiente mais calmo lá fora e sem maiores notícias na política no mercado doméstico, operadores ressaltam que investidores, muitos deles estrangeiros, optaram por vender dólar. Com isso, a moeda chegou a cair para R$ 4,10. Mas os últimos levantamentos vêm mostrando a consolidação entre Bolsonaro e Haddad e o mercado se apegou a agenda mais liberal do economista do militar reformado, Paulo Guedes.

O Ibovespa ensaiou registrar sua quarta alta consecutiva, mas sucumbiu a um movimento de realização de lucros, terminando o dia com leve desvalorização. O índice alternou sinais ao longo do dia e terminou a sessão aos 78.168,66 pontos, com baixa de 0,19%.

Apoiado no desempenho majoritariamente positivo das bolsas de Nova York e no ambiente eleitoral ligeiramente mais otimista, o índice chegou a subir até 0,90% no início da tarde.

Banco Central mantém taxa básica de juros em 6,5% ao ano

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano nesta quarta-feira, 19. O comunicado da decisão, no entanto, diz que o estimulo à economia poderá ser “removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora”.

Com o anúncio, a taxa permaneceu no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. Foi a quarta manutenção consecutiva da taxa neste patamar.

Ao justificar a decisão de hoje, o BC afirmou por meio de comunicado que “a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa”. “Ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural”, cita o documento. O texto argumenta ainda que “a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente”.

Para o futuro, o Copom diz que “os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”.

May pressiona União Europeia a ceder em negociações do ‘brexit’

A primeira-ministra britânica, Theresa May, endureceu o tom em relação à postura da União Europeia (UE) nas tratativas para o ‘brexit’, a saída do Reino Unido do bloco, prevista para março de 2019.

Nesta quarta (19), antes de entrar em uma reunião informal de líderes europeus em Salzburgo (Áustria), ela afirmou a repórteres que, “assim como o Reino Unido avançou em sua posição, a UE deverá fazer o mesmo”.

May se disse confiante em que, “com boa vontade e determinação, conseguiremos fechar um acordo bom para ambos os lados”.

A fala reproduziu o teor do artigo que ela assina na edição desta quarta do jornal alemão Die Welt. Nele, a primeira-ministra conservadora escreve que as partes estão “perto de alcançar a retirada ordeira essencial para o estabelecimento de uma relação próxima no futuro”, mas se queixa de pedidos “inaceitáveis” da EU no âmbito das negociações para o desligamento britânico.

Em Salzburgo, ela voltou a exaltar o roteiro apresentado por seu governo em julho, que sugere uma regulação comum entre Londres e a Europa para produtos agrícolas e bens manufaturados.

“Ele mantém um comércio fluido [entre os dois lados]. É o único plano factível e negociável para não se ter uma ‘fronteira dura’ na Irlanda do Norte, além de ser condizente com a escolha do povo britânico [de sair da EU]”, afirmou May.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários