Agora você confere as principais notícias de 02/12/2018, domingo.

Não fiz campanha prometendo nada para ninguém, diz Bolsonaro sobre Malta

Após as reclamações do senador Magno Malta (PR) e de seu aliado, o pastor Silas Malafaia, por não ter sido contemplado no ministério de Jair Bolsonaro (PSL), o presidente eleito afirmou que não prometeu nada a ninguém.

“Não fiz campanha prometendo absolutamente nada para ninguém. Não temos como dar ministério para todo mundo. Gostaria, mas não seria producente”, disse.

Bolsonaro afirmou que há espaço para Malta no governo, mas não como ministro. Na opinião de Malafaia, o senador só não foi reeleito porque se dedicou à campanha de Bolsonaro.

O presidente eleito disse que Malta ajudou muito e que o respeita. “Ele não vai ficar abandonado, mas, por outro lado, ele tem como participar do governo em outra função.”

O presidente disse que a pastora e advogada Damares Alves, assessora do senador, é forte concorrente para assumir uma pasta. “Damares é forte concorrente para um ministério que se idêntica muito com ela, Família e Direitos Humanos”, disse.

Bolsonaro afirmou ainda que está fazendo diferente ao nomear seu ministério sem aceitar indicação de partidos, mas disse que atendeu a grandes bancadas, como a ruralista. As indicações partidárias, disse, levaram à corrupção e são uma forma que “deu errado”.

Gabriela Hardt decreta preventiva de César Mata Pires Filho, da OAS, e fixa fiança de R$ 28 milhões

A juíza federal Gabriela Hardt, substituta de Moro na Vara Federal de Curitiba, decretou a prisão preventiva do empreiteiro César Mata Pires Filho, detido no âmbito da Operação Sem Fundos, 56ª fase da Lava Jato, e fixou fiança de R$ 28 milhões. O empresário teve mandado de prisão temporária expedido na sexta passada, 23, mas estava fora do país e se entregou à Polícia Federal na noite de domingo, 26.

O advogado Aloísio Lacerda Medeiros, que defende o empresário Mata Pires Filho, disse que ‘o juízo decretou a preventiva, no entanto fixou cautelares substitutivas da prisão’. Aloísio informou que a família do empresário vai depositar os R$ 28 milhões da fiança em conta judicial nos próximos dias.

César Mata Pires Filho é acusado de participar de suposto esquema de pagamento de propina a ex-dirigentes da Petrobrás e do Fundo Petros durante a construção da Torre Pituba, sede da estatal em Salvador, quando era vice-presidente da OAS. Parte das vantagens indevidas também teriam sido destinadas ao Diretório Nacional do PT, segundo o Ministério Público Federal.

O empresário foi ouvido pela Polícia Federal e negou atuação direta no contrato relativo à construção do empreendimento.

Provas recolhidas pela Sem Fundos apontam que o empreiteiro ‘atuava diretamente na distribuição de vantagens ilícias’. Em pedido apresentado à Gabriela Hardt, a procuradoria diz que há indícios de que César Mata Filho tinha consciência de todo o suposto volume de pagamentos indevidos da Área de Projetos Estruturados da OAS, o setor de pagamento de propinas da empreiteira.

O Ministério Público também apresentou depoimentos de seis delatores que afirmaram ter conhecimento de ordem de César Mata Filho para a destruição de aparelhos e mídias eletrônicas utilizadas pelo setor de propinas da empreiteira logo após a deflagração da Lava Jato, em março de 2014.

“Todos esses elementos, somado ao fato do réu viajar com frequência ao exterior, bem como ter a possibilidade de se furtar da aplicação da lei penal, considerando sua condição econômica privilegiada, justificam a decretação de sua prisão preventiva tanto para garantia da ordem pública, quanto da instrução criminal e da aplicação da lei penal”, decretou Gabriela Hardt.

Cúpula do PT recua e exclui autocrítica de texto sobre novos rumos do partido

Depois de dois dias de reunião em Brasília, o comando do PT decidiu excluir as autocríticas de um texto que servirá de base para os rumos da legenda.

“Não tem autocrítica no texto. O PT faz autocrítica na prática. O PT fez financiamento público de campanha, o PT está reorganizando as bases, o PT está com movimento social. Nós não faremos autocrítica para a mídia e não faremos autocrítica para a direita do país”, afirmou a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, no encerramento de um encontro de dirigentes partidários em Brasília.

Uma versão inicial do texto trazia críticas ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff e apontava erros de Fernando Haddad durante a corrida presidencial, da qual saiu derrotado para Jair Bolsonaro (PSL).

O comando do PT se reuniu pelo segundo dia seguido na manhã deste sábado (1º), encontro no qual aprovou uma versão de texto que fala sucintamente em “equívocos” dos governos petistas dirigindo, na verdade, as críticas à imprensa, ao judiciário e à elite.

O documento adotou ainda um tom elogioso a Haddad, apontando que ele deve ser o próximo líder do partido.

“Finalmente, é imprescindível ressaltar nesse balanço que o companheiro Fernando Haddad se projeta como uma nova liderança nacional do partido. Defendeu o legado do PT, ao mesmo tempo em que simbolizou aspectos de renovação política e social de que o PT é capaz, logrando conjuntamente com a militância democrática, da esquerda e do partido chegar ao final do segundo turno com 47 milhões de votos. É com este saldo político que Fernando Haddad poderá cumprir destacado papel frente aos novos e complexos desafios da conjuntura”, diz o texto aprovado neste sábado, que ainda passará por alguns ajustes.

Geralmente, um texto base é elaborado por um grupo do comando petista e distribuído para os integrantes do Diretório Nacional da legenda às vésperas da reunião, para que os grupos possam sugerir alterações até o dia do encontro.

Desta vez, porém, a versão preliminar do documento, que trazia críticas à política econômica do segundo de Dilma, causou incômodo em integrantes da sigla —e a própria ex-presidente precisou fazer uma defesa pública de sua gestão.

Foi elaborada ainda uma nova versão, aprovada neste sábado (1º) e na qual o PT manteve o discurso de que a prisão do ex-presidente Lula foi responsável por viabilizar a vitória de Bolsonaro.

Ao deixar o encontro, Gleisi disse que o partido adotará postura de oposição firme ao futuro governo.

“Nós não vamos compactuar com medidas que tirem direitos dos trabalhadores, como a reforma da Previdência, não vamos compactuar com a privatização do Estado brasileiro, não vamos compactuar com a violência contra as minorias”, afirmou.

Ela repetiu ainda que o PT é alvo de ataques “sistemáticos” por parte do Judiciário e criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República.

A senadora classificou como ilegal o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) de que o dinheiro utilizado por Lula na campanha seja devolvido.

“Isso é ilegal, não tem base legal. O presidente Lula foi candidato registrado. Aliás, a sua candidatura foi defendida até pela ONU. Então não tem base legal para a PGR dizer que é uma candidatura natimorta ou que é ilegal. A PGR deveria se envergonhar de estar pedindo auxílio-moradia, isso sim. Em vez de estar fazendo proselitismo político”, disse.

Redação Dinheirama
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