Agora você confere as principais notícias de 29/10/2018, segunda-feira.

Bolsonaro é eleito o 42º presidente do Brasil

Jair Messias Bolsonaro, 63, é o novo presidente do Brasil —o 42º da história e o 8º desde o fim do regime militar (1964-85) que ele admira e cujo caráter ditatorial relativiza.

O deputado do PSL derrotou neste domingo (28) o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, do PT.

Bolsonaro liderou a mais surpreendente disputa eleitoral desde o pleito de 1989 a partir de agosto, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde abril por corrupção, foi declarado inelegível.

Haddad, plano B do PT que ocupava estrategicamente a vice de Lula antes de ser lançado candidato, conseguiu chegar ao segundo turno, mas nunca ameaçou a liderança do polêmico deputado.

Ele será o 16º presidente militar da história e o 3º a chegar ao poder pelo voto direto. Os outros foram Hermes da Fonseca, em 1910, e Eurico Gaspar Dutra, em 1945.

Dono de retórica agressiva e colecionador de polêmicas que lhe valeram pechas que vão de radical a fascista, é o primeiro eleito desde Fernando Collor (1989) a se declarar abertamente de direita.

Suas credenciais democráticas são questionadas constantemente, uma novidade em pleitos presidenciais também desde Collor. Há uma semana, disse que seus adversários deveriam ser presos ou exilados, enquanto vídeo no qual seu filho Eduardo citava ser fácil fechar o Supremo Tribunal Federal em caso de questionamento de uma vitória do pai circulava.

A campanha teve diversos ineditismos. O mais notável foi o atentado a faca que Bolsonaro sofreu durante um ato em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.

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Governo já estuda retirada de subsídio ao diesel antes do prazo acertado com caminhoneiros

A queda do dólar em relação ao real e os recuos recentes na cotação do petróleo têm feito com que o preço do óleo diesel suba em ritmo bem mais suave que o registrado no início do ano – motivo para a paralisação dos caminhoneiros, em maio. Com isso, o governo já estuda a possibilidade de adotar uma regra de transição para começar a reduzir o subsídio ao diesel, um das soluções negociadas para o fim da paralisação.

Pelo acordo, o governo concede um subsídio de R$ 0,30 por litro do diesel, além de ter reduzido em R$ 0,16 os tributos Cide e PIS/Cofins incidentes sobre o produto, para garantir uma queda total de R$ 0,46 por litro no preço ao consumidor.

Os reajustes frequentes de preços do óleo diesel, por conta da política da Petrobrás de atrelar esses preços à variação no mercado internacional, levaram os caminhoneiros autônomos do País a uma paralisação que durou 11 dias, no fim de maio. O movimento provocou uma grave crise de desabastecimento em todo o País, e só terminou quando o governo resolveu ceder a uma série de reivindicações, entre elas a concessão de um subsídio para baratear o preço do óleo diesel.

Contrários à reforma da Previdência, servidores dobram bancada na Câmara

Os servidores públicos, uma das categorias que mais lutaram contra a reforma da Previdência durante o governo Michel Temer, dobrarão sua bancada de deputados federais a partir de 2019.

Isso pode dificultar a aprovação de mudanças na aposentadoria do funcionalismo.

Dados do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) mostram que, enquanto o pleito de 2014 elegeu 35 deputados diretamente ligados ao serviço público, nestas eleições esse número saltou para 70.

Dos servidores que garantiram seu lugar na Câmara dos Deputados, metade é ligada à segurança: são policiais militares, federais, civis e rodoviários ou mesmo militares, muitos deles beneficiados pela onda Jair Bolsonaro.

Não por acaso, 22 pertencem à legenda do capitão, o PSL (Partido Social Liberal).

“Houve um aumento claro no número de servidores eleitos, e isso aconteceu por causa da bancada da segurança”, diz Neuriberg Dias, analista político e assessor do Diap.

Na avaliação dele, a tendência é que esse grupo pressione pela manutenção das regras de aposentadoria dos servidores.

“Muitos deles serão interlocutores próximos do Poder Executivo e deverão pressionar para que as regras sejam mantidas.”

A posição de Bolsonaro sobre o status do funcionalismo mudou radicalmente no espaço de uma semana. Sete dias após atacar os privilégios dos servidores, que ele classificou de marajás logo depois do primeiro turno, o capitão reformado minimizou a necessidade de mudanças na Previdência de servidores, em especial dos militares, durante entrevista ao SBT.

Redação Dinheirama
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