Agora você confere as principais notícias de 07/09/2018, sexta-feira.

Bolsonaro é esfaqueado em campanha em Juiz de Fora; filho diz que caso é grave

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi esfaqueado na tarde desta quinta-feira (6) em ato de campanha na cidade de Juiz de Fora, na zona da mata de Minas Gerais, segundo a Polícia Militar do estado.

O candidato era carregado por apoiadores na rua Halfeld, centro na cidade, quando foi atingido por um homem com uma faca. Depois do ataque, Bolsonaro foi retirado do local e levado à Santa Casa.

A unidade de saúde confirmou que o candidato sofreu uma perfuração na altura do abdômen. E passa por cirurgia. Segundo um de seus filhos, o candidato chegou quase morto ao hospital.

Suspeito de ter esfaqueado Bolsonaro, Adelio Bispo de Oliveira (40), foi filiado ao PSOL de Uberaba (MG) de 2007 a 2014 e em julho divulgou em sua página no Facebook que esteve em uma escola especializada no treinamento com arma de fogo, em Santa Catarina. Ele está detido e vai ser ouvido em audiência nesta sexta-feira.

A Polícia Militar (PM) de Minas Gerais confirmou ao Estado que Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi o responsável por esfaquear o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no início da tarde desta quinta-feira (6), em Juiz de Fora. O homem que atacou o presidenciável alegou, ao prestar depoimento à polícia, que agiu motivado por “questões pessoais”.

A informação foi dada pelo coronel Alexandre Nocelli, comandante da quarta região da Polícia militar de Juiz de Fora. O comandante confirmou que a segurança do candidato era feita por agentes da Polícia Federal, e não por policiais militares, e que a arma foi uma faca. Ainda de acordo com a PM, Adelio foi agredido enquanto era escoltado até a delegacia da Polícia Federal na cidade.

Bolsonaro caminhava pelas ruas do centro de Juiz de Fora e era carregado nos ombros quando Adelio se aproximou e desferiu uma facada na região do abdômen. A polícia informou que abrirá um inquérito para apurar o ataque ao candidato.

Eleições e crise de emergentes levam estrangeiros a tirar US$ 10 bi do País

O desconforto dos investidores com o processo eleitoral e a turbulência que atingiu os países emergentes provocou a retirada de US$ 9,8 bilhões da economia brasileira em agosto. O resultado negativo da conta financeira – que inclui investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamentos de juros, entre outras operações – é o maior desde março, quando US$ 10,5 bilhões deixaram o Brasil, depois que o governo de Michel Temer engavetou a reforma da Previdência.

Em julho, a entrada de moeda americana superou a saída em US$ 4,8 bilhões. Já um ano atrás, em agosto de 2017, a retirada foi a metade da registrada no mês passado.

Economistas avaliam que o resultado do fluxo financeiro em agosto marca uma nova tendência de curto prazo e que, pelo menos até o desfecho da eleição, as saídas financeiras devem continuar.

“Não que chegue a ser uma surpresa o fluxo financeiro ruim em agosto. Mas no fundo é uma mudança forte em relação aos últimos meses, quando havia, apesar das incertezas, um quadro de predomínio de fluxo positivo”, disse o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria Integrada. “As entradas financeiras caíram bastante. A média diária em agosto veio bem mais baixa que o visto nos últimos meses”, acrescentou.

O economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, acredita que cerca de 30% da saída de capitais ocorre em decorrência do panorama internacional e 70% por causa da aproximação eleitoral e do quadro fiscal crítico do País. “A preocupação com as eleições é grande. Ninguém está tomando risco no Brasil.”

O cenário indefinido da disputa eleitoral deve elevar a tensão do mercado financeiro “de modo relevante” nas próximas semanas, na avaliação do economista-chefe do Banco Votorantim, Roberto Padovani. “Pode haver uma tempestade perfeita, com a saída de capital. Os mercados vão perder a racionalidade aqui também”, diz, comparando o quadro brasileiro com o argentino, onde a moeda já se desvalorizou 50% neste ano. No Brasil, em um mês, o dólar teve alta de quase 25% ante o real. Ontem, a moeda americana caiu 0,23%, para R$ 4,14.

A condição das contas externas brasileiras deve impedir uma perda do valor do real tão acentuada quanto a do peso. “Os padrões argentinos são fora da realidade”, frisa Padovani.

Bolsa sobe mais de 1% em reação a ataque a Bolsonaro

A Bolsa brasileira disparou após o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) ser esfaqueado, na tarde desta quinta-feira (6), enquanto ele fazia campanha em Juiz de Fora (MG). O dólar fechou o dia em queda de quase 1%.

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, que chegou a cair no começo da tarde mas registrava alta modesta antes do atentado, avançou para a máxima de 76.533 pontos (1,94%). O índice terminou em alta de 1,76%, a 76.416 pontos, destoando do dia majoritariamente negativo nas Bolsas estrangeiras.

Victor Candido, economista-chefe da Guide, relata que a reação do mercado financeiro foi imediata. “Viramos para ver as imagens na TV, a Bolsa tinha subido.”

O candidato preferido do mercado financeiro para a presidência é Geraldo Alckmin (PSDB), considerado o mais comprometido com as reformas consideradas necessárias para a retomada da economia. O tucano, no entanto, patina nas pesquisas de intenção de voto, enquanto Bolsonaro lidera a corrida presidencial.

Se Bolsonaro não é o preferido, é considerado uma opção a candidatos mais à esquerda do espectro político, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Fernando Haddad (PT), que deve substituir o ex-presidente Lula como candidato do PT. Há ainda a figura do economista Paulo Guedes, quem Bolsonaro diz que seria o ministro da Fazenda em um eventual governo, que é visto com bons olhos pelo mercado financeiro por seu perfil liberal.

Alvaro Bandeira, sócio e economista-chefe da modalmais diz que a alta na Bolsa após o ataque poderia sinalizar que o mercado está aderindo à candidatura de Bolsonaro. E acrescenta que a exposição que o presidenciável terá na imprensa após o episódio deverá ajudá-lo a angariar votos.

Redação Dinheirama
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