Agora você confere as principais notícias de 12/07/19 sexta-feira.

Bolsonaro decide indicar seu filho Eduardo como embaixador nos EUA

O presidente Jair Bolsonaro disse na quinta-feira (11) que decidiu indicar seu filho Eduardo Bolsonaro como embaixador do Brasil nos Estados Unidos, mas que cabe ao atual deputado federal aceitar ou não o cargo.

“Da minha parte, eu me decidi agora, mas não é fácil uma decisão como esta estando no lugar dele e renunciando ao mandato”, disse ele em entrevista a jornalistas. “Apesar de ser meu filho, ele tem de decidir”, acrescentou.

“A missão que o presidente Bolsonaro der para mim certamente vou desempenhar da melhor maneira. Não tem nada formal, nada oficial. O presidente falou, está falado, mas não chegou nada oficial”, disse, na Câmara.

O presidente afirmou que o filho fala inglês com fluência, tem boa relação com a família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e “daria conta do recado perfeitamente”.

“É uma coisa que está no meu radar, sim, e existe a possibilidade. Ele é amigo dos filhos do Donald Trump, fala inglês e espanhol, tem uma vivência muito grande do mundo. Poderia ser uma pessoa adequada e daria conta do recado perfeitamente”, ressaltou.

Bolsonaro disse ter ficado surpreso com o vazamento da informação e brincou que há um anão embaixo da mesa do gabinete presidencial. “Isso foi hoje. Parabéns ao anão que dizem ter embaixo da minha mesa, que agiu rapidamente. Chegou rapidamente a vocês essa informação aí.”

O presidente lembrou também que já havia cogitado a possibilidade no passado, mas que voltou a considerá-la nesta quinta.

Plenário aprova destaque sobre cálculo do benefício das mulheres

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quinta-feira (11), por 344 votos a 132 – além de 15 abstenções -, a emenda aglutinativa nº5, apresentada pela bancada do DEM, que altera o cálculo da aposentadoria para as mulheres na reforma da Previdência. Esse era um dos poucos destaques em torno do qual havia acordo para a aprovação hoje.

Pelo texto-base da reforma da Previdência aprovado na quarta-feira, 10, no Plenário, com 20 anos de contribuição, o benefício será de 60% da média salarial de contribuição, subindo dois pontos porcentuais para cada ano a mais de trabalho. A bancada feminina negociou para que a regra dos dois pontos fosse aplicada a partir dos 15 anos de contribuição para as mulheres, já que, para elas, a reforma prevê que o tempo mínimo de contribuição é de 15 anos, e não 20, como no caso dos homens.

Ainda ontem, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse ao jornal O Estado de São Paulo que a mudança reduziria em cerca de R$ 23 bilhões a economia esperada pela reforma em dez anos. O ministro ponderou, no entanto, que outro ponto em negociação compensaria esse valor, referente à competência da Justiça Estadual para processar causas previdenciárias. Por isso, o mesmo destaque determina que uma lei seja aprovada para autorizar que a Justiça Estadual possa julgar ações previdenciárias em comarcas do interior em que não funcionar vara da Justiça Federal. Pelas regras atuais, essa delegação de competência é automática.

Após Previdência Bolsa realiza lucros e recua 0,63%

Depois de cinco pregões seguidos de alta, a Bolsa brasileira teve realização de lucros na quinta-feira (11). O Ibovespa recuou 0,63%, ainda a 105 mil pontos. O patamar histórico conquistado na véspera se manteve graças a alta da Petrobras, que operou descolada do mercado. O dólar seguiu a tendência de depreciação, com a perspectiva de corte no juro americano, e foi para R$ 3,752, queda de 0,18%.

A aprovação do texto-base da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados foi precificado por investidores na quarta (10), quando a Bolsa chegou aos 106.650 pontos durante o pregão. O momento era um dos mais aguardados do ano pelos investidores, já que é o primeiro passo decisivo para a concretização do projeto.

Agora, a tramitação depende da votação de 14 destaques que podem alterar o projeto. Até o fechamento do pregão, a discussão sobre estes pontos ainda não havia sido retomada na Câmara. Segundo o presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM), caso aprovadas, as alterações não diminuem economia do projeto, de R$ 1 trilhão em dez anos.

Maia também prevê a votação em segundo tuno nesta sexta (12), concluindo esta etapa na Câmara, o que levaria a reforma para o Senado.

A euforia do mercado financeiro com a aprovação do projeto agora se dissipa e dá lugar a uma realização de lucros. No mês de julho, o Ibovespa já subiu cerca de 4%, indo de 100 mil pontos a 105 mil pontos em menos de duas semanas.

Trump ordena operação para deportar 2 mil imigrantes ilegais

Batidas policiais para prender milhares de membros de famílias que estão ilegalmente nos EUA devem começar no domingo, segundo funcionários de segurança interna, em uma operação cujos detalhes finais permanecem em andamento. A ordem do presidente Donald Trump é deportar pelo menos 2 mil imigrantes em dez cidades americanas.

As batidas, que serão conduzidas pela Agência de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) durante vários dias, incluirão deportações “colaterais”, segundo os funcionários, que falaram sob condição de anonimato por estarem na etapa preliminar da operação. Nessas deportações, as autoridades poderão deter imigrantes que estiverem presentes, mesmo não sendo alvos das operações.

Quando possível, os imigrantes da mesma família que forem presos juntos serão mantidos em centros de detenção no Texas e na Pensilvânia. Mas, em razão das limitações de espaço, alguns podem acabar ficando em hotéis até que seus documentos para viagem possam ser preparados. O objetivo da ICE é deportar as famílias o mais rápido possível.

Autoridades disseram que os agentes da ICE têm como alvo pelo menos 2 mil imigrantes cuja deportação foi decidida – alguns como resultado de não terem comparecido ao tribunal –, mas permanecem no país ilegalmente. A operação deverá ocorrer em dez cidades.

Redação Dinheirama
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