Agora você confere as principais notícias de 13/04/19 sábado.

Petrobras perde R$ 32,4 bi em valor de mercado com adiamento de reajuste do diesel

A decisão da Petrobras de adiar por mais alguns dias o reajuste no preço do diesel, horas depois de ter anunciado um aumento de 5,7%, na quinta-feira (11), jogou para baixo as ações da estatal no pré-mercado de Nova York e na B3, a Bolsa de São Paulo, na sexta-feira (12). As perdas se aceleraram depois que o presidente Jair Bolsonaro admitiu que determinou a suspensão do reajuste no diesel – o litro passaria de R$ 2,1432 para R$ 2,2662.

Ao fim do pregão, a Petrobras sofreu uma perda de R$ 32,4 bilhões em valor de mercado. As ações ON fecharam em queda de 8,54%. Já os papéis PN recuaram 7,75%. Com a queda, a estatal encerrou o dia valendo R$ 361,499 bilhões.

As ações da petroleira negociadas em Nova York fecharam com recuo de 9,29%.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,98%, aos 92.875 pontos. Na quinta, fechara em baixa de 1,25%, aos  94.754,70 pontos. No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em alta de 0,83%, cotado a R$ 3,8884.

“Eu liguei para o presidente (da Petrobras, Roberto Castello Branco) sim. Me surpreendi com o reajuste de 5.7%. Não vou ser intervencionista. Não vou praticar a política que fizemos no passado, mas quero os números da Petrobras”, afirmou Bolsonaro.

O novo valor começaria a ser cobrado nesta sexta, mas vai ficar suspenso até que os técnicos da estatal justifiquem ao presidente a necessidade do aumento.

Guedes sugere que não foi informado sobre intervenção de Bolsonaro na Petrobrás

O ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu na sexta-feira que não foi informado sobre a decisão do presidente Jair Bolsonaro de intervir para adiar o reajuste do preço do diesel pela Petrobras.

Questionado ao sair de reuniões no Fundo Monetário Internacional (FMI) se havia sido consultado por Bolsonaro, Guedes afirmou que não sabia “nem” do que se tratava, pois havia passado o dia inteiro em reuniões em Washington.

“Passei o dia inteiro trabalhando, não tenho informação suficiente”, disse Guedes. Diante da insistência de jornalistas e da sugestão de que ele não foi informado sobre a interferência nos preços, Guedes respondeu: “é uma inferência razoável aparentemente”.

O porta-voz da presidência informou nesta sexta-feira que Bolsonaro não comentou se fez alguma ligação para o ministro Paulo Guedes.

Depois, a assessoria que acompanha o ministro durante a viagem informou que ele não fará nenhum outro pronunciamento à imprensa.

Apuração final coloca partido de Netanyahu como maior força em Israel

O partido Likud, do premiê Binyamin Netanyahu, conseguiu 36 das 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento israelense.

A contagem final de votos da eleição realizada na terça (9) colocou o partido do primeiro-ministro como a maior força parlamentar. O segundo colocado, o partido Azul e Branco, ganhou 35 assentos.

O resultado coloca Netanyahu em posição de vantagem nas negociações de coalizão do governo. O premiê caminha para o quinto mandato no cargo se formar um bloco com os partidos religiosos e os de ultradireita do Parlamento.

Agora, o presidente de Israel, Reuven Rivlin, consultará os líderes dos partidos que conseguiram cadeiras no Parlamento e indicará aquele com maior chance de formar um governo. O escolhido terá 42 dias para costurar uma coalização com pelo menos 61 cadeiras. Se o indicado falhar, o presidente chamará outro político.

Caso consiga juntar os partidos, Bibi, como é conhecido, se tornará o primeiro-ministro com mais tempo no cargo na história de Israel, superando David Ben-Gurion (1886-1973), um dos patriarcas da independência do país e que governou por 13 anos.

Os resultados indicam que a coalizão capitaneada pelo Likud terá um total de 65 cadeiras ao final do processo democrático. O partido é ponta de lança da direita israelense há décadas. Nas eleições de 2015, também conseguiu a maioria das cadeiras.

Redação Dinheirama
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