Agora você confere as principais notícias de 16/01/2019, quarta-feira.

Bolsonaro será centro de jantar sobre América Latina em Davos

O presidente Jair Bolsonaro deve ser a figura de destaque em um jantar oferecido pelo Fórum Econômico Mundial na noite do próximo dia 23 em Davos, no evento anual que reúne a elite econômica e política mundial no resort nos Alpes suíços.

Além de Bolsonaro, o jantar fechado para convidados reunirá os presidentes Iván Duque (Colômbia), Lenín Moreno (Equador), Martín Vizcarra (Peru) e Carlos Alvarado Quesada (Costa Rica), com apresentação do CEO da Microsoft, Satya Nadella, sob o tema “Um futuro centrado em humanos para a América Latina”.

Por ora, não constam, ainda, outros compromissos na agenda oficial do brasileiro ou do fórum, mas é esperado que ele faça um dos discursos principais do evento, que começa na noite da próxima segunda-feira (21) e termina na sexta (25).

A organização do fórum divulgou na terça (15) detalhes da 49ª edição do evento criado por Klaus Schwab para debater os rumos da economia e política global. Além de Bolsonaro, cerca de 60 chefes de Estado ou governo estarão presentes na cidade suíça, incluindo os premiês do Japão, Shinzo Abe, e de Israel, Binyamin Netanyahu, que acaba de se reunir com Bolsonaro no Brasil.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel e os primeiros-ministros da Itália, Giuseppe Conte, e da Espanha, Pedro Sánchez, também participarão, além do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e do vice-presidente da China, Wang Qishan.

O secretário-geral da ONU, António Gutérres, o diretor-presidente da Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevêdo, e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional estão entre os convidados.

O príncipe William, do Reino Unido, é aguardado, mas a primeira-ministra Theresa May, às voltas com o enrosco do “brexit”, ficará de fora do evento.

O mesmo ocorrerá com o francês Emmanuel Macron, o americano Donald Trump e o argentino Mauricio Macri, estrelas da edição do ano passado e agora às voltas com suas próprias crises domésticas.

Bolsonaro deve embarcar para Davos na noite deste domingo (20). Ainda não está confirmado se ele se instalará na cidade alpina de 11 mil habitantes ou em Zurique, como fez Michel Temer em 2018.

O presidente viaja com os superministros Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça), que já tem em sua agenda dois painéis: um na manhã de terça (22), “Restabelecendo a Verdade e a Integridade), no qual é a figura central, e outro na tarde de quinta sobre Crime Globalizado.

Facilitação da posse de arma de fogo é ‘apenas primeiro passo’, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse pelo Twitter, na tarde de terça-feira (15), que a mudança promovida para facilitação da posse de arma de fogo é “apenas o primeiro passo”. Decreto assinado pelo presidente simplificou o caminho para o cidadão obter autorização da Polícia Federal para a posse da arma, licença que prevê que o equipamento poderá ser mantido dentro da residência ou no local de trabalho.

“Por muito tempo, coube ao Estado determinar quem tinha ou não direito de defender a si mesmo, à sua família e à sua propriedade. Hoje, respeitando a vontade popular manifestada no referendo de 2005, devolvemos aos cidadãos brasileiros a liberdade de decidir”, escreveu o presidente.

Em outra mensagem, ressaltou que o decreto também prevê o aumento do prazo de renovação da arma, de três para dez anos, além de ter acabado “com a subjetividade para a compra, que sempre foi dificultada ou impossibilitada”. O presidente já indicou que, além do decreto, deverá dialogar com o Congresso para realizar outras mudanças no Estatuto do Desarmamento.

Reportagem do jornal O Estado de São Paulo mostra que ele encontrará ambiente fértil no parlamento: de 2003 ao ano passado, 362 propostas de lei foram apresentadas com intenção de alterar o estatuto; 187 seguem em tramitação.

Os dados são de levantamento do Instituto Sou da Paz. A maior parte das propostas vem da Câmara, onde foram apresentados 324 dos 362 projetos, e onde ainda tramitam 180 deles. O foco dos legisladores tem sido atacar restrições à concessão de porte de arma de fogo, a autorização para se andar armado na rua, visando a facilitar a permissão para várias categorias profissionais, de pilotos de aeronaves comerciais a caminhoneiros.

Inflação das famílias mais pobres dispara em dezembro, aponta Ipea

A inflação das famílias mais pobres no Brasil disparou em dezembro em relação à das famílias mais ricas, informou na terça-feira (15), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apesar de no acumulado do ano passado o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda ter sido mais equilibrado. Em dezembro, as famílias de renda mais baixa registraram inflação de 0,21%, contra 0,09% identificados nos ajustes de preços da renda mais alta.

O resultado se deve ao maior aumento do preço de itens que impactam com mais força a baixa renda, como alimentos. Segundo o Ipea, em dezembro os legumes subiram 9%; as verduras, 2,3%; frutas, 3%; e carnes, 2%. Também pesaram o aumento do preço do vestuário, como roupas femininas, em alta de 2,3%, e o reajuste de 0,5% do aluguel. Já para as famílias de alta renda, pesaram as passagens aéreas impulsionadas pelas férias, com preços 29,1% mais altos, e do aumento de 0,8% dos planos de saúde.

Por outro lado, a energia beneficiou a todas as classes, com queda de 4,8% no preço da gasolina e de 2% na conta de luz. “A queda de 4,8% no preço da gasolina foi o principal fator de descompressão inflacionária nas faixas de renda mais alta, que também se beneficiaram, ainda que em menor proporção, da queda das tarifas de energia elétrica”, explicou o Ipea.

No acumulado de 2018, a inflação cresceu em todos os segmentos de renda, resultado do aumento dos preços dos alimentos a partir do segundo semestre e, sobretudo, dos reajustes dos combustíveis e da energia elétrica entre junho e outubro. Embora as famílias mais pobres tenham sofrido mais em dezembro, no acumulado de 12 meses a alta de preços neste segmento foi de 3,5%, contra 3,9% nas faixas de renda mais alta.

Parlamento rejeita acordo do ‘brexit’ na pior derrota de um governo britânico

Na maior derrota de um governo na história do Reino Unido​, o Parlamento do país rechaçou nesta terça-feira (15) o acordo sobre a saída britânica da União Europeia (UE).

Votaram contra 432 legisladores. Só 202 endossaram o texto. Ou seja, a primeira-ministra Theresa May perdeu por uma diferença de 230 votos.

Até aqui, o revés mais expressivo sofrido por um premiê havia sido por uma margem de 166 votos —o trabalhista Ramsay MacDonald (1866-1937) detinha esse recorde incômodo, registrado em 1924.

Imediatamente após o anúncio do resultado, o líder da oposição Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista, anunciou ter submetido à Casa uma moção de desconfiança no governo May, a ser debatida nesta quarta (16).

É improvável, porém, que a manobra receba o apoio de um contingente expressivo de correligionários de May. Muitos conservadores desaprovam os termos definidos por Londres e Bruxelas (sede da governança europeia) para o “brexit”, mas não chancelariam a derrubada de seu próprio governo.

Mais cedo, Corbyn afirmara que, caso a proposta de May fosse derrubada no plenário, a possibilidade de reabrir as negociações com a UE não poderia e não deveria ser descartada.

Diante do revés, a líder conservadora disse que a votação revelou o que o Parlamento não quer, mas não indicou a preferência deste sobre o caminho a seguir. Ela afirmou que irá se reunir com membros de várias bancadas para identificar um “plano B” que goze de sustentação suficiente, o qual será levado a autoridades da UE.

O roteiro para o “brexit”, que consumiu 17 meses de tratativas, fixa a separação para 29 de março deste ano. O Reino Unido está na UE desde janeiro de 1973.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários