Agora você confere as principais notícias de 17/01/2019, quinta-feira.

Após encontro com Bolsonaro, Macri diz que ditadura de Maduro é ‘zombaria à democracia’

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Argentina, Maurício Macri, se reuniram na quarta-feira (16), no Palácio do Planalto. Na pauta do encontro estavam temas relacionados a comércio, relação bilateral, defesa e combate ao crime organizado. Os dois ainda almoçaram no Itamaraty com ministros dos dois governos.

Em discurso após a reunião, Macri condenou a ditadura do venezuelano Nicolás Maduro. “Estamos preocupados com a ditadura de Nicolás Maduro. Não aceitamos essa zombaria à democracia e essa tentativa de vitimização, quando na verdade eles são os algozes. A comunidade internacional já percebeu que Maduro se perpetua no poder com eleições fictícias. É uma situação desesperadora. A Assembleia Nacional é a única instituição legítima da Venezuela, eleita democraticamente pelo povo venezuelano”, afirmou.

Antes da fala de Macri, Bolsonaro disse que a preocupação de Brasil e Argentina com a situação da Venezuela é um exemplo de cooperação entre os dois países. “Só reforça que seguiremos avançando no rumo certo em defesa da democracia, da liberdade, da segurança e do desenvolvimento.”

Bolsonaro afirmou ainda que os dois concordaram em “construir” um Mercosul “enxuto”, para que continue a ter relevância no cenário internacional. “É preciso valorizar a tradição original do Mercosul, com abertura comercial, redução de barreiras e eliminação de burocracias”, disse. “Concordamos também que, com Uruguai e Paraguai, precisamos aperfeiçoar o Mercosul.”

Segundo o presidente, na frente externa, é preciso concluir negociações mais promissoras e iniciar novas negociações, “com criatividade e flexibilidade para recuperar o tempo perdido”. Ele não citou nenhuma negociação em especial, embora o Mercosul esteja conversando com a União Europeia para um acordo de livre-comércio.

Macri reforçou a intenção de “modernizar” o Mercosul e citou o acordo com a União Europeia. “É fundamental agilizar e terminar negociações externas que temos em andamento. Com a União Europeia, avançou como nunca antes, exigiu muito esforço. Com a chegada de Bolsonaro, temos chance de renovar o compromisso político e dar vantagens aos dois blocos”, disse.

Embraer pagará US$ 1,6 bilhão a acionistas após concluir transação com Boeing

A Embraer prevê pagar US$ 1,6 bilhão aos acionistas assim que for concluída a transação para criação da aliança com a norte-americana Boeing, informou na quarta (16) Nelson Salgado, vice-presidente financeiro da empresa brasileira.

O executivo participou do Embraer Day na Bolsa de Nova York para detalhar a formação das duas joint ventures firmadas com a fabricante de aviões americana.

“Nossa ideia é distribuir US$ 1,6 bilhão em dividendos especiais aos acionistas assim que a transação for concluída”, afirmou. “É uma companhia que começa nova com US$ 1 bilhão de fluxo de caixa líquido e acionistas recebendo US$ 1,6 bilhão em dividendos.”

Mais cedo, em comunicado ao mercado, a empresa já havia anunciado a distribuição dos recursos, condicionada “à confirmação de determinados requisitos, inclusive o resultado do exercício social”.

Salgado afirmou que, com a parceria com a Boeing, as duas companhias serão mais fortes e capazes de crescer mais rápido no mercado.

Ele lembrou que a duas empresas, juntas, têm anos “de história e legado na indústria, o que é muito.” “Olhando para a aviação comercial, a parceria vai fortalecer muito as possibilidades de mercado e penetração dos jatos E2”, disse.

A Boeing deterá 80% desta empresa. No acordo firmado entre as duas companhias, a Embraer poderá vender os 20% que deterá na NewCo, a nova companhia que produzirá a atual linha de jatos regionais e desenvolverá novos modelos.

Bolsa brasileira e dólar sobem em sessão pós fracasso de acordo por ‘brexit’

A Bolsa brasileira fechou o dia no positivo, seguindo o dia benigno nos mercados de risco enquanto investidores aguardam a proposta concreta de reforma da Previdência. O dólar avançou para R$ 3,74.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, ganhou 0,35% e fechou a 94.393 pontos. O volume financeiro foi de R$ 20,2 bilhões.

O pregão foi de bastante oscilação, e a Bolsa alternou entre perdas e ganhos até fechar na máxima do dia.

Fora do Ibovespa, as ações da Taurus tiveram mais um dia de fortes perdas: os papéis preferenciais caíram 21,2%, enquanto os ordinários despencaram 25,6%.

Os papéis da companhia apresentam forte oscilação de preços desde o ano passado, quando a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida eleitoral abriu perspectiva de flexibilização do mercado de armas e, por consequência, espaço para que investidores especulassem com a ação.

No exterior, as Bolsas tiveram um dia positivo mesmo com o fracasso do acordo pelo “brexit” negociado pela primeira-ministra Thereza May. Uma exceção foi, claro, o índice britânico FTSE 100, que recuou 0,47%.

Apesar do pouco efeito sobre a Bolsa, analistas atribuíram a alta do dólar aos contratempos do “brexit”. A moeda americana avançou 0,26% e fechou a R$ 3,7360. De 24 divisas emergentes, 16 avançaram sobre a americana.

Parlamento britânico mantém May no cargo apesar de derrota no Brexit

O Parlamento britânico manteve a primeira-ministra Theresa May no cargo nesta quarta-feira, 16, apesar da histórica derrota na votação do acordo do Brexit no dia anterior. Após a derrota, May prometeu se reunir com a oposição para conseguir os votos necessários para o Brexit. Os partidos opositores, por sua vez, condicionaram esse apoio à garantia de que não haverá uma saída da União Europeia sem acordo.

O Partido Trabalhista, do opositor Jeremy Corbyn, não conseguiu os votos suficientes para tirar May do cargo e ela manteve-se à frente da chefia de governo por 325 votos a 306.

Após a vitória, May prometeu continuar os esforços de aprovar o acordo do Brexit e convidou os partidos da oposição para encontros pessoais, que começariam esta noite, para discutir possíveis emendas ao pacto. “Estou pronta para trabalhar com todos os membros do Parlamento para concluir o Brexit”, disse.

Corbyn, por sua vez, pediu que May evite um Brexit sem acordo com a União Europeia em qualquer cenário futuro. O Partido Nacionalista Escocês foi além e pediu que o prazo para a saída do bloco, que vence em 29 de março, seja ampliado para evitar o Brexit sem acordo. A mesma posição foi exposta pelo Partido Liberal Democrata e pelos nacionalistas galeses.

Antes da votação, o Parlamento parecia dividido em três correntes, nenhuma majoritária. Cerca de um terço dos deputados do partido de May, o Conservador, apoia o acordo que ela fechou com a UE. Contra a premiê está a oposição, que defende um novo referendo do Brexit, e uma facção no próprio partido de May, que quer deixar a UE sem nenhum acordo.

O acordo que May negociou com a União Europeia nos últimos dois anos foi rejeitado por 432 votos a 202.

Paralisação do governo dos EUA reduz em 0,52% crescimento da economia

Cálculos do governo americano apontam que a paralisação parcial, que já dura um mês, reduz o crescimento econômico do país em 0,13% por semana. Até o momento, o acumulado representaria uma queda de 0,52%, colocando em risco a projeção de crescimento real. No ano passado, a economia americana cresceu 2,2% no primeiro trimestre.

Os prejuízos causados são maiores do que o que foi estimado anteriormente, segundo revisão do Conselho de Consultores Econômicos do governo. Para o presidente do órgão, Kevin Hassett, ainda é possível reverter a queda, mas a paralisação dos funcionários públicos precisa acabar o quanto antes.

O vice-presidente americano, Mike Pence, tem minimizado os efeitos da paralisação na economia, mas assessores da Casa Branca estão agora alertando o presidente Donald Trump sobre o custo que ela pode ter para o crescimento do país.

Trump, que tem atrelado seu sucesso político à economia, também enfrenta problemas em outras frentes, como um lento crescimento global, uma guerra comercial com a China e o impacto no déficit americano causado por um corte de impostos no valor de US$ 1,5 trilhão, aprovado no ano passado.

Em uma tentativa de ilustrar os danos da paralisação, Hassett contou que um assessor teve de ser dispensado e começou a trabalhar como motorista do aplicativo Uber para conseguir pagar as contas. Por enquanto, porém, a Casa Branca não tem dado sinais de que o impasse terminará – na quarta-feira (16), a paralisação chegou ao 26.º dia.

A paralisação teve início no dia 22, após Trump se negar a assinar a lei que financia um quarto das agências do governo, a menos que o pagamento inclua mais US$ 5,7 bilhões destinados à construção de um muro ao longo da fronteira com o México.

O muro é um marco nas promessas de campanha de Trump durante a campanha presidencial de 2016. Quando era candidato, o republicano garantiu que o México pagaria pela construção, mas voltou atrás e disse que os mexicanos pagariam “indiretamente” pela obra.

Redação Dinheirama
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