Agora você confere as principais notícias de 06/11/2018, terça-feira.

Presidente eleito disse que ainda ‘não está batido o martelo’ sobre o modelo da reforma com futuro superministro da Economia Paulo Guedes

O presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse segunda-feira (5), que ainda “não está batido o martelo” sobre a reforma da Previdência com o economista Paulo Guedes, seu futuro ministro da Economia. Ele disse ver com “desconfiança” a ideia de Guedes de substituir o modelo atual por um que pressuponha uma poupança individual do trabalhador.

“Não está batido o martelo, tenho desconfiança. Sou obrigado a desconfiar para buscar uma maneira de apresentar o projeto. Tenho responsabilidade no tocante a isso aí. Não briguei para chegar (na Presidência) e agora mudar tudo. Quem vai garantir que essa nova Previdência dará certo? Quem vai pagar? Hoje em dia, mal ou bem, tem o Tesouro, que tem responsabilidade. Você fazendo acertos de forma gradual, atinge o mesmo objetivo sem levar pânico à sociedade”, declarou, em entrevista à Band.

“Nós temos um contrato com o aposentado, você vai mudar uma regra no meio do caminho. Não pode mudar sem levar em conta que tem um ser humano que vai ter a vida que será modifica. Às vezes um colega pensa apenas em número. Não existe recriação da CPMF. Não queremos salvar o Estado quebrando o cidadão brasileiro”, afirmou.

Mais cedo, em entrevista à TV Aparecida, Bolsonaro disse que considera um “grande passo” na reforma da Previdência fixar a idade mínima neste ano para servidores públicos em 61 anos para os homens e 56 anos para as mulheres.

Ele disse não acreditar na possibilidade de uma reforma que eleve a idade mínima para 65 anos para todos.

“Não pode generalizar 65 anos (como idade mínima para aposentadoria). Em certas atividades, nem aos 60 é compatível. A expectativa de vida do policial militar do Rio de Janeiro está abaixo dos 60. Então, não é justo”, disse o presidente eleito, que defendeu também a “majoração” em um ano para as demais carreiras.

Bolsonaro ameaça demitir Marcos Cintra após declarações sobre CPMF

O economista Marcos Cintra, que foi indicado nesta segunda-feira (5) para compor a equipe de transição de Jair Bolsonaro (PSL),  não conseguiu respeitar o silêncio pedido pelo presidente eleito.

Em artigo publicado nesta segunda, rebateu que sua proposta para a área tributária seja a recriação da CPMF, o imposto que incidia sobre todas as transações bancárias e vigorou entre 1997 e 2007.

Ao saber do texto na entrevista que deu à Band, Bolsonaro ameaçou demitir Cintra.

“Esse cara já foi deputado e está lá na equipe de transição. Já falei com ele para não falar aquilo que não tiver acertado com o [Paulo] Guedes e comigo. Parece que certas pessoas não podem ver uma lâmpada que se comportam como mariposa”, disse o presidente eleito.

“A decisão que eu tomei, quem criticar qualquer um de nós publicamente, eu corto a cabeça”, acrescentou.

No artigo no blog DiarioNet, Cintra busca explicar a sua proposta tributária. “Em função do frequente mal-entendido quando se fala dessa forma de tributação, cabe assinalar inicialmente que ela não deve ser vista como um imposto adicional”.

Ele acrescenta, ainda, que “nenhum analista deve ser favorável à sua utilização desse modo. Esse tributo deve ser adotado como substituto de impostos e contribuições declaratórios”.

A proposta de Cintra, de um imposto único federal sobre transações bancárias, foi afastada por Bolsonaro durante a campanha.

Petrobrás eleva preço do botijão de gás em 8,5% nas refinarias

A Petrobrás revisou o preço do GLP para consumo residencial em suas refinarias em 8,5%, para R$ 25,07, um reajuste de R$ 1,97 por botijão. No ano, a alta acumulada é de 2,8%. Desde janeiro, a estatal reajusta o botijão de gás trimestralmente. Em janeiro e abril, os valores foram reduzidos e em julho, elevado.

“A desvalorização do real frente ao dólar e as elevações nas cotações internacionais do GLP foram os principais fatores para a alta. A referência continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%”, informa a Petrobrás, no comunicado.

A empresa ainda argumenta que a metodologia de reajuste trimestral tem o objetivo de suavizar os impactos da transferência da volatilidade externa para os preços domésticos. No release, a Petrobrás ressalta ainda que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reconhece que o preço do produto para uso doméstico deve ser “inferior” e “diferenciado” aos praticados para o GLP com outras finalidades pelo seu “interesse para a política energética nacional”.

Bolsa sobe mais de 1% e fecha acima de 89 mil pontos, nova máxima histórica

A Bolsa brasileira voltou a renovar a máxima histórica nesta segunda-feira (5) ainda na esteira do otimismo com a formação do novo governo e expectativa com a divulgação de resultados da Petrobras. O dólar também fechou em alta.

O Ibovespa, o principal índice acionário do país, subiu 1,33%, a 89.598 pontos, no maior nível histórico. O giro financeiro do pregão foi de R$ 14,8 bilhões, acima da média mensal do ano, mas abaixo do volume registrado em outubro.

Nesta segunda, a valorização foi puxada pelas ações da Petrobras em meio à expectativa de investidores pela divulgação dos resultados da empresa no terceiro trimestre. Os números serão conhecidos amanhã, antes da abertura do mercado. Os papéis da estatal saltaram quase 3% no pregão.

O Ibovespa também foi sustentado pela disparada de 10% nas ações da Cosan, reflexo do anúncio da empresa de que ela cancelará a operação de incorporação da Cosan Logística, citando “preocupações demonstradas” por acionistas e investidores.

“O Ibovespa saiu sem escalas de 83 mil para 89 mil pontos. Diria que tem espaço para alguma realização, mas o mercado continua mantendo otimismo de curto prazo”, diz Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

Bandeira faz referência à sequência de quatro pregões de alta na Bolsa desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência. No primeiro dia após a confirmação da vitória do capitão reformado do Exército (29 de outubro), a Bolsa despencou. Desde então, no entanto, acumula alta de mais de 6%.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários