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Em evento da Previdência, Bolsonaro muda o tom e faz aceno ao Congresso

Pressionado para aprovar uma lista de 11 medidas provisórias que vencem nos próximos 15 dias, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) mudou o tom e fez um aceno ao Congresso na tarde desta segunda-feira (20).

Em discurso durante evento no qual foi apresentada a campanha publicitária da reforma da Previdência, o presidente disse que seu governo valoriza o Poder Legislativo.

“Temos cinco deputados federais entre eles [ministros]. Nós valorizamos sim o parlamento brasileiro, que vai ser quem vai dar palavra final nesta questão da Previdência, tão rejeitada nos últimos anos”, disse ao elogiar seu time de 22 ministros.

Diante da possibilidade de o Congresso apresentar um projeto novo para modificar a Previdência, Bolsonaro disse ainda esperar que o texto passe “com o menor número de emendas”.

“Pretendemos que a nossa reforma saia de lá com o menor número de emendas aprovadas”, afirmou.

O tom de afago usado por Bolsonaro em Brasília difere de uma fala sua feita na manhã desta segunda, no Rio de Janeiro, de que “o grande problema do Brasil é a classe política”.

A declaração foi feita durante almoço oferecido pela Firjan (Federação da Indústria do Rio de Janeiro).

Relator nega atrito com governo e afirma que não há texto alternativo para a reforma

O relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB), disse nesta segunda-feira (20), que está trabalhando em seu parecer a partir da proposta enviada pelo governo. Ele ressaltou que, mesmo que o relatório inclua um substitutivo ao texto da equipe econômica, o objetivo é estabelecer o diálogo com lideranças e com o governo para alcançar um texto capaz de garantir economia de ao menos R$ 1 trilhão em uma década.

Moreira esteve nesta segunda na sede do Ministério da Economia para se reunir com o ministro Paulo Guedes e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Ele disse inclusive que sentiu uma abertura dentro do governo para negociar as mudanças no texto.

“O substitutivo é um termo absolutamente técnico, não há novidade em relação a isso. Estamos trabalhando em cima do projeto que o governo enviou. Esse é o projeto, só tem esse projeto. Não há outro, e vamos continuar assim. Se houver alterações, vamos apresentar o substitutivo”, disse o relator. “Não há qualquer desentendimento, pelo contrário, nós estamos cada vez mais unidos, unindo cada vez mais os partidos”, acrescentou Moreira.

Após atingir mínima do ano, Bolsa sobe mais de 2% com recompra de investidores

Após o tombo de 4,5% acumulado na semana passada, a Bolsa brasileira ficou atrativa aos olhos dos investidores. Confiantes com a aprovação de alguma reforma da Previdência —quer seja do governo Bolsonaro, quer seja um texto alternativo da Câmara—, o mercado retomou posições nas companhias abertas e levou o Ibovespa a alta de 2,17%. Durante o pregão, o índice bateu os 92.116 pontos e fechou próximo do mesmo patamar, a 91.946 pontos.

O dólar amenizou alta com o leilão de US$ 1,25 bilhão do Banco Central e fechou a R$ 4,1050, com 0,07% de ganhos. Durante o dia, a moeda americana chegou a R$ 4,1230, maior patamar durante pregão desde 25 de setembro, período pré-eleitoral.

Após alcançar os R$ 4,10 na semana passada, o Banco Central interveio na cotação do dólar com leilões de linha. O efeito, entretanto, foi tímido e apenas barrou a alta da moeda.

Maduro propõe eleições antecipadas

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, propôs a realização de eleições antecipadas à Assembleia Nacional, controlada pelo líder opositor Juan Guaidó, que se declarou presidente interino e foi reconhecido por mais de 50 países, após denunciar que a reeleição presidencial foi fraudulenta.

A oposição obteve a maioria nas eleições legislativas de 2015, mas teve suas funções vetadas pelo governo chavista. As próximas eleições legislativas estavam previstas para o final de 2020.

Em um ato no Palácio de Miraflores, Maduro desafiou a oposição a medir forças nas urnas. “Vamos realizar eleições. Vamos antecipar as eleições da Assembleia Nacional”, afirmou. “Vamos realizar eleições e vamos legitimar a única instituição que não foi legitimada nos últimos cinco anos. Vamos adiantar as eleições para a Assembleia para saber quem tem mais votos. Eleições já”, desafiou, acrescentando: “Quem vai ganhar? O povo chavista, cristão e revolucionário”.

O ditador fez o desafio durante um ato pelo aniversário de sua reeleição à presidência, considerada fraudada por mais de 50 países.

Redação Dinheirama
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