Agora você confere as principais notícias de 25/10/2018, quinta-feira.

Bolsonaro admite recuar em proposta de diminuir e fundir ministérios

Em transmissão nas redes sociais de quarta-feira (24), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) admitiu a possibilidade de não reduzir e fundir alguns ministérios caso seja eleito. O candidato já prometeu diminuir as atuais 29 pastas para 15 com o objetivo de, segundo ele, desburocratizar e reduzir gastos.

Na quarta, ele disse que pode manter separados os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e que não extinguirá o ministério da Indústria e do Comércio.

“Recebemos a visita de homens da indústria do Brasil falando dos problemas e como eu poderia resolver essas questões deles. Falaram sobre a questão que queriam que o ministério da Indústria e do Comércio continuasse existindo. Vamos atendê-los, se é isso que eles querem, para o bem do Brasil. Sem problema algum”, disse.

“Está havendo certo atrito sobre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, se funde ou não. Da minha parte, estou pronto para negociar. Falei para o pessoal do agronegócio que isso era importante [fundir], agora outros estão discordando. Vamos chegar ao meio termo. E se forem mantidos dois ministérios, vou botar como ministro do Meio Ambiente uma pessoa que não tem vínculo com o que tem de pior aí. Você, produtor, quer tirar uma licença ambiental e isso leva 10 anos, isso se você conseguir. Isso é um crime”, completou.

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Relator da Lava Jato vota por Palocci delator em semiaberto em casa com tornozeleira

O relator da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargador João Pedro Gebran Neto, votou quarta-feira (24), pela progressão da pena  do ex-ministro Antonio Palocci (governos Lula e Dilma) para o regime semiaberto domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica.

Gebran Neto, inicialmente, se manifestou pelo aumento da pena imposta a Palocci pelo juiz Sérgio Moro (12 anos e 2 meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro) para 18 anos. Em seguida, o magistrado votou pela redução à metade (9 anos e 10 meses), levando em conta a delação premiada de Palocci fechada com a Polícia Federal. O julgamento, no entanto, foi adiado para o dia 28 de novembro, com pedido de vista do desembargador Leandro Paulsen.

Palocci está preso desde setembro de 2016, alvo da Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato. O juiz Moro o condenou em uma primeira ação a 12 anos e dois meses de reclusão.

O colegiado julga apelo do ex-ministro contra sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa pede que sejam concedidos a ele os benefícios de sua delação premiada, já homologada pelo desembargador Gebran.

Os advogados de Palocci já citaram em recurso que o ex-ministro prestou 141 horas de depoimentos no âmbito da Lava Jato, além de ter entregue diferentes tipos de provas, como contratos simulados, rastreadores e veículos, e a indicação de três testemunhas que teriam presenciado ilícitos.

No mesmo julgamento, o braço-direito do ex-ministro, Branislav Kontic, teve sua absolvição, já proferida pelo juiz Sérgio Moro, confirmada pelo relator da Lava Jato no TRF-4. Também, neste caso, o julgamento só será concluído no dia 28.

Depoimentos. Nos autos de ação na Lava Jato em que o ex-presidente Lula é réu por supostos R$ 12,5 milhões da Odebrecht, um dos termos do acordo foi tornado público pelo juiz federal Sérgio Moro.

Bolsonaro diz que ‘mentiras do PT’ motivaram queda nas pesquisas de intenção de voto

Para o candidato à Presidência da República pelo PSL nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, a “pequena queda” das intenções de voto revelada na pesquisa Ibope de terça-feira (23), é fruto “dos ataques” que tem sofrido. “Não é fake news. São mentiras do PT, não no WhatsApp, mas nas televisões durante a programação deles”, disse o presidenciável, numa curta entrevista concedida a canais de televisão no início da noite.

Na pesquisa, Bolsonaro apareceu com 57% das intenções de votos válidos, dois pontos a menos que na anterior, enquanto o adversário pelo PT, Fernando Haddad, ficou com 43%, um crescimento de dois pontos. As duas variações estão dentro da margem de erro, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Como exemplos de supostas “mentiras do PT”, Bolsonaro citou as informações sobre o programa de governo para a Educação, área de domínio de Haddad. “Por exemplo, estão dizendo que eu vou cobrar mensalidade a estudantes de universidades públicas; dizendo que eu vou acabar com o Ministério da Educação, vou demitir todos os professores do Brasil e merendeiras e que tudo será ensino a distância”, afirmou.

Bolsonaro ainda negou que apoie a tortura, ao ser questionado sobre a homenagem feita ao ex-chefe do DOI-Codi Carlos Alberto Brilhante Ustra, durante a sessão de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “Ninguém apoia tortura. E outra: a história de 64 a 85 (período de ditadura militar) foi contada pelos perdedores. Não nos deram espaço para contar o lado verdadeiro da história. Para mim, depois da anistia, isso tudo é página virada. Vamos tocar o barco”, disse o candidato.

O presidenciável ainda descartou a junção dos ministérios de Meio Ambiente e Agricultura, como proposto pelo presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, um dos principais apoiadores de Bolsonaro. Segundo o candidato, “é possível que não encampe a proposta”, por conta da dimensão do País e da complexidade de administrar o passivo ambiental.

Pânico se espalha por mercados e leva dólar a R$ 3,7480; Bolsa cai mais de 2,5%

O pessimismo que já vinha dando a direção para os mercados nos últimos pregões ganhou combustível na quarta-feira (24) com as suspeitas de atentados a bomba contra democratas nos Estados Unidos. O resultado foi uma queda generalizada nas Bolsas mundiais e alta do dólar.

A fagulha do noticiário político fez com que os principais índices americanos, Dow Jones e S&P 500, zerassem os ganhos do ano. Já o índice de tecnologia Nasdaq recuou mais de 4% neste pregão, a maior queda desde 2011.

No mercado doméstico, o dólar subiu 1,37%, a R$ 3,7480, enquanto a Bolsa brasileira recuou 2,62%, a 83.063 pontos.

Uma das medidas do mercado financeiro para a aversão a risco é o índice VIX, negociado na Bolsa de Chicago. Esse índice saltou mais de 20% no pregão desta quarta, reflexo do temor de investidores com o cenário econômico atual.

“Vai se chegando em um quadro em que se começa a duvidar do crescimento da economia global”, diz Alvaro Bandeira, economista-chefe da modalmais.

O noticiário desta quarta foi guiado pela notícia de que autoridades americanas interceptaram supostos explosivos enviados para o ex-presidente Barack Obama, para a ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton, para o prédio da Time Warner, dona da emissora CNN, e para congressistas americanos.

Redação Dinheirama
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