Agora você confere as principais notícias de 06/05/19 segunda-feira.

Após críticas a general, Bolsonaro diz que não vai regulamentar mídias sociais

O presidente Jair Bolsonaro disse no domingo (5), em sua conta no Twitter, que vai manter um governo sem qualquer tipo de regulamentação da mídia, inclusive as mídias sociais. “Em meu governo, a chama da democracia será mantida sem qualquer regulamentação da mídia, aí incluídas as sociais. Quem achar o contrário, recomendo um estágio na Coreia do Norte ou Cuba”, escreveu o presidente.

A manifestação ocorreu após uma série de ataques de bolsonaristas e seguidores do escritor Olavo de Carvalho ao ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz,  que em entrevista ao Estado e à Rádio Jovem Pan no mês passado citou a necessidade de se aprimorar a legislação que trata das redes sociais.

“(O uso das redes sociais) Tem de ser disciplinado, até a legislação tem de ser aprimorada, e as pessoas de bom senso têm de atuar mais para chamar as pessoas à consciência de que a gente precisa dialogar mais, e não brigar”, disse na ocasião. No fim da tarde, o general se reuniu com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em Brasília.

Santos Cruz passou a ser alvo de Olavo de Carvalho, considerado guru bolsonarista, nesta semana. Em postagem no sábado (4), Carvalho comparou o ministro a Ciro Gomes (PDT), candidato derrotado à Presidência, e disse que  Santos Cruz “fofoca e difama pelas costas”. O ministro respondeu as acusações em entrevista ao site Poder 360, acusando Olavo de ser “um desocupado esquizofrênico”.

A hashtag #ForaSantosCruz, em referência ao ministro da Secretaria de Governo, é um dos assuntos mais comentados no neste domingo, 5.

Trump anuncia alta de tarifas sobre produtos chineses

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou de forma enfática a pressão sobre a China, neste domingo, para alcançar um acordo comercial ao anunciar que irá aumentar as tarifas americanas sobre produtos chineses.

Trump havia adiado o aumento de tarifas, citando negociações comerciais produtivas com a China.

O aumento de tributos estava previsto para março, após uma trégua firmada entre os dois países em encontro em Buenos Aires, no ano passado. Desde então, os países vinham dizendo que as negociações estão progredindo.

O anúncio deste domingo lança dúvidas sobre expectativas anteriores de que a China e os EUA estariam se aproximando de um acordo para encerrar a guerra comercial que desacelerou o crescimento global e abalou mercados financeiros.

Trump disse no Twitter que as tarifas subirão para 25% na sexta-feira (10), e que mais produtos chineses enfrentarão tarifas adicionais.

“O acordo comercial com a China continua, mas devagar demais, já que eles tentam renegociar. Não!”, escreveu Trump no Twitter.

Ação contra Maduro em tribunal trava deserções

A negociada deserção da cúpula chavista que dá suporte ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela encontra entraves nos próprios instrumentos da pressão adotada pela comunidade internacional. Um deles é a investigação que corre no Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, Holanda.

A oposição a Maduro, liderada pelo autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, negocia com militares chavistas uma anistia que convença os atuais apoiadores do regime a deixarem de dar proteção ao ditador.

A oferta de anistia tem sido estimulada pelos EUA. Durante a última semana, o assessor de Segurança Nacional, John Bolton, sugeriu que os apoiadores de Maduro aceitem as ofertas da oposição e o aceno americano de que as sanções econômicas e diplomáticas serão retiradas para aqueles que apoiarem Guaidó. Mas uma anistia interna e o fim das sanções americanas não são suficientes para garantir proteção aos que se envolveram em atos do governo Maduro que o TPI venha a classificar como crimes contra a humanidade.

Segundo fontes envolvidas nas tratativas diplomáticas da pressão sobre Maduro, a situação no TPI é uma das garantias mais delicadas para se negociar, pois conforme o caso avança na Corte passa a ter autonomia. Dependeriam do entendimento da procuradora-geral do Tribunal, Fatou Bensouda, as decisões sobre o andamento de uma investigação criminal.

Redação Dinheirama
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