Agora você confere as principais notícias de 25/12/2018, terça-feira.

Para fazer propaganda, Bolsonaro terá 16% do que Dilma teve no primeiro ano

Em valores corrigidos pela inflação, os R$ 150 milhões previstos para gastos diretos da administração federal com propaganda no primeiro ano do governo Bolsonaro equivalem a 16% do orçamento à disposição de Dilma Rousseff (PT) em 2011, ano em que ela chegou ao poder.

Bolsonaro disse na sexta que não quer mais dinheiro. O grosso do investimento do governo em propaganda tem sido feito por bancos públicos e empresas estatais, que têm gasto mais de R$ 2 bilhões por ano com publicidade. O presidente eleito promete rever esses gastos.

Defesa manifesta repúdio e considera ridícula ‘insinuação’ de que Cunha teria ameaçado Joesley

Em documento enviado ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, no sábado (21), a defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha manifestou repúdio e considerou ridícula a ‘insinuação’ de que o político teria ameaçado o empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F.

“Seria muita pretensão do ora requerente (Eduardo Cunha), um ex-deputado do Rio de Janeiro, hoje encarcerado, conseguir, de onde se encontra, mobilizar a Polícia Militar de São Paulo para ‘cercar’ a residência desse réu Joesley.

Tal insinuação soa até ridículo”, escreveu o advogado Délio Lins e Silva no documento enviado a Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo.

No início de dezembro, a defesa de Joesley solicitou que a Polícia Federal instaurasse um inquérito para investigar ameaças que o executivo afirma ter sofrido após prestar depoimento como testemunha de acusação contra os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves e o operador Lúcio Funaro. No último dia 12, Fachin atendeu ao pedido da defesa de Joesley e determinou que a PF apure as supostas ameaças.

No documento, os advogados contam que durante a audiência, realizada no dia 28 de novembro, por videoconferência, o advogado de Eduardo Cunha informou o endereço em que Joesley reside com sua família e pediu que ele confirmasse se ali morava. No dia seguinte, narram os advogados, o empresário passou a receber ligações no telefone fixo de sua casa em São Paulo e em Salvador.

Os telefonemas foram atendidos pela empregada e o cozinheiro da família. Neles, o interlocutor, um homem, de acordo com a defesa, em tom ameaçador, se apresentava como delegado da Polícia Federal e amigo de Joesley e pedia que ele depositasse R$ 50 mil em uma conta da Caixa Econômica Federal. Por fim, o autor das ligações dizia: “Diga que o Eduardo está chegando em Brasília”.

“Na sequência das ligações, surgiram diversas viaturas da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que cercaram a casa e abordaram os seguranças e funcionários do requerente, pedindo informações sobre os moradores, pois teriam recebido denúncia anônima de que haveria naquela residência um roubo em andamento, com indivíduos armados que mantinham os moradores como reféns”, narram os advogados.

A defesa explica que os fatos se repetiram por três vezes: na sexta-feira, dia 30 de novembro, no sábado, dia 1º de dezembro, e no domingo, dia 2 de dezembro, o que, segundo os advogados, “gerou grande estresse e temor em toda família” de Joesley.

Corte dos EUA determina que Coreia do Norte pague R$ 1,95 bilhão por morte de estudante

Uma corte federal americana determinou nesta segunda-feira (24) que a Coreia do Norte pague aos pais de Otto Warmbier US$ 501 milhões (R$ 1,95 bilhão), considerando o país responsável pela morte do rapaz.

O juiz Beryl Howell, da corte do distrito de Columbia, disse que o alto valor era necessário para punir e intimidar a Coreia do Norte.

“A Coreia do Norte é responsável pela tortura, pelo sequestro e pelo assassinato extrajudicial de Otto Warmbier e pelos danos causados à sua mãe e a seu pai, Fred e Cindy Warmbier“, escreveu Howell.

Otto Warmbier ficou preso na Coreia do Norte entre janeiro de 2016 e junho de 2017, quando foi devolvido aos EUA em estado de coma. Ele morreu dias depois, aos 22 anos.

“Antes que Otto viajasse com um grupo em uma viagem de cinco dias à Coreia do Norte, ele era um estudante de economia e negócios no primeiro ano na Universidade de Virgínia saudável e atlético […], com ‘grandes sonhos'”, escreveu o juiz. “Ele estava cego, surdo e com morte cerebral quando a Coreia do Norte o devolveu ao governo dos EUA para sua jornada final para casa.”

O regime de Kim Jong-un sempre negou as acusações de maus-tratos.

O casal Warmbier havia pedido US$ 1,1 bilhão (R$ 4,3 bilhões) em compensação à República Democrática da Coreia, em processo iniciado em abril.

Em novembro de 2017, o governo Donald Trump colocou a Coreia do Norte em sua lista de países que patrocinam o terrorismo, tornando esse tipo de processo contra o país possível.

Em nota, os pais de Otto disseram que haviam prometido fazer justiça ao filho.

“Estamos agradecidos pelo fato de que os EUA têm um sistema judicial justo e aberto para que o mundo possa ver que o regime Kim é legal e moralmente responsável pela morto de Otto”, diz a nota.

“Colocamos a nós e à nossa família na provação de um processo legal e um julgamento público porque prometemos a Otto que nunca iríamos descansar até termos justiça por ele. Hoje o parecer do juiz Howell é um passo significativo em nossa jornada.” ​

A demanda foi apresentada em virtude da Lei de Imunidades Soberanas Estrangeiras, que permite a querelantes com sede nos EUA demandar governos que não se consideram cobertos pela imunidade diplomática.

Redação Dinheirama
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