Agora você confere as principais notícias de 17/08/2018, sexta-feira.

Bolsonaro contesta candidatura de Lula no TSE

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) contestou o registro da candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em documento, Bolsonaro diz que é “de conhecimento geral que o pretenso candidato” foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva pelo juiz Sérgio Moro e pelo TRF-4, no âmbito da operação Lava Jato.

“A moralidade para o exercício do mandato, portanto, constitui postulado constitucional a ser observado para a estipulação de causas de inelegibilidade”, diz o texto, assinado pelos advogados do PSL Tiago Ayres, André Castro e Gustavo Bebiano, que também é presidente do partido.

“O resultado da ponderação dos princípios da presunção da inocência e da moralidade pública, indica que deve ser prestigiado o interesse público em detrimento do interesse individual para que se considere legitima a referida restrição à garantia individual”, diz a petição.

Bolsonaro e advogados do PSL rebatem o argumento do PT, de que o processo deve transitar em julgado para que Lula seja considerado inelegível. Segundo eles, a aprovação da Ficha Limpa já impõe a restrição ao ex-presidente petista.

O documento também incorpora dados da Lava Jato, apontados pelo Ministério Público. Segundo a peça, Lula participou de “um grande esquema de corrupção no qual empreiteiras cartelizadas obtinham e mantinham contratos com a Petrobrás, mediante fraudes em licitações perpetradas pelos seus diretores com apoio de agentes políticos”.

Bolsonaro não é o único a pedir a impugnação da candidatura de Lula. Logo depois que a comissão do PT registrou a candidatura de Lula à Presidência, no fim da tarde de quarta (15), os candidatos a deputado federal Kim  Kataguiri (DEM) e Alexandre Frota (PSL) contestaram a candidatura do ex-presidente no TSE.

Falta emprego para 27,6 milhões no País, mostra IBGE

Falta trabalho hoje para 27,636 milhões de brasileiros. O dado corresponde ao divulgado nesta quinta-feira, 16, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) trimestral, compilada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números são um retrato da situação do emprego no País no segundo trimestre de 2018 (abril, maio e junho). E o que se vê é que a taxa de subutilização da força de trabalho teve um ligeiro recuo no período, de 24,7% referente ao primeiro trimestre de 2018 para 24,6% do segundo trimestre.

A taxa de subutilização de força de trabalho é um indicador que inclui o porcentual de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar.

No segundo trimestre de 2017, a taxa de subutilização da força de trabalho estava mais baixa, em 23,8%.

Uma outra informação chama atenção. O País tem 3,162 milhões de pessoas em busca de um emprego há mais de dois anos. O resultado é recorde tanto em volume de pessoas atrás de uma vaga há tanto tempo, quanto em proporção de pessoas em relação à população desempregada. Em relação ao segundo trimestre de 2017, aumentou em 8,1% o contingente de desempregados há mais de dois anos.

Outros 1,857 milhões de trabalhadores procuram emprego há mais de um ano, mas há menos de dois anos.

O grosso dos desempregados, 6,079 milhões, está em busca de uma vaga há pelo menos um mês, mas há menos de um ano.

Em dia volátil, Bolsa cai e dólar sobe para R$ 3,90 descolados do exterior

Os mercados brasileiros viveram um dia de oscilação, apesar do viés positivo no exterior com o anúncio de que Estados Unidos e China voltarão à mesa de negociação para tentar resolver conflitos comerciais.

Pela manhã, o dólar caía em relação ao real, seguindo a desvalorização da moeda americana pelo mundo —das 31 principais divisas, 21 ganharam sobre o dólar. Na mínima, atingiu R$ 3,869.

A partir de 12h, no entanto, as cotações começaram a oscilar, e o dólar fechou em alta de 0,12%, a R$ 3,906.

Analistas apontam que investidores se assustaram com a notícia, vinculada pelo portal G1, de que o candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) poderia ser alvo, antes do primeiro turno das eleições, de ações do Ministério Público de São Paulo por improbidade administrativa. Alckmin é o candidato preferido do mercado, que o vê como um nome mais reformista.

Logo após a notícia circular, o dólar chegou a bater R$ 3,927.

Ministro da Turquia diz que bancos são saudáveis e que, após crise, país ficará mais forte

Após protagonizar mais um dia de forte instabilidade no mercado financeiro global, a Turquia tenta nesta quinta-feira (16), apaziguar os ânimos dos investidores e convencer os agentes de que seu governo trabalha para reparar os problemas econômicos que levaram o país a entrar em uma grave crise cambial.

Em teleconferência nesta quinta-feira, o ministro das Finanças da Turquia, Berat Albayrak, buscou oferecer garantias a investidores internacionais sobre os esforços do governo Recep Tayyip Erdogan em restabelecer a paz nos mercados.

Albayrak foi citado pela rede privada NTV dizendo que a economia do país superará flutuações e sairá mais forte das turbulências.

Albayrak comentou que os bancos turcos são “saudáveis e fortes” e que a implementação de reformas estruturais e de uma política monetária restrita para combater a inflação são prioridades.

O ministro descartou qualquer medida para limitar fluxos de dinheiro e também qualquer assistência do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na teleconferência, Albayrak não parecia especificar se o banco central terá garantias de sua independência nem deu pistas sobre uma eventual permissão para alta na taxa de juros.

Redação Dinheirama
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