Agora você confere as principais notícias de 19/08/2018, domingo.

Brasileiros enfrentam venezuelanos em Roraima

Grupos de brasileiros estão perseguindo refugiados venezuelanos que vivem na cidade de Roraima e queimando seus pertences após um comerciante local ser surrado em uma tentativa de assalto na véspera. Agredidos com pedaços de pau, os refugiados foram expulsos das tendas que ocupavam na região na fronteira do Brasil com a Venezuela.

As autoridades brasileiras no local não intervieram. O Exército, que está em missão humanitária na cidade, informou que não iria agir, mas repudiou, em nota “atos de vandalismo e violência contra qualquer cidadão, independentemente de sua nacionalidade”.

Mais tarde,  o Ministério da Segurança Pública informou que enviará um efetivo extra da Força Nacional para Pacaraima com 60 homens, que  devem se juntar às equipes que já desenvolvem operação de apoio à Polícia Federal na região na segunda-feira (20).

Até a noite deste sábado não havia saldo oficial de feridos. No hospital local, médicos trataram cinco brasileiros que não precisaram de internação. Não havia informação de venezuelanos, muitos dos quais deixaram a cidade.

O prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato (PRB), que estava fora do estado, disse à ao jornal Folha de São Paulo por telefone que três pessoas foram feridas por balas de borracha disparadas pela polícia.

A onda de violência começou a partir de uma manifestação pacífica contra a imigração venezuelana na manhã deste sábado (18) convocada após um comerciante local ser espancado por quatro venezuelanos, segundo a polícia, e ter R$ 23 mil e celulares roubados. Raimundo Nonato está internado no hospital geral de Pacaraima com traumatismo craniano, com quadro estável.

Quando o protesto se dispersou, moradores da cidade passaram a andar em bandos pelas ruas da cidade, cuja zona urbana é pequena, procurando pertences de venezuelanos e queimando. Uma tenda que abrigava venezuelanos foi destruída com um trator. Bombas improvisadas de gás e pedras foram usados como munição contra os refugiados.

Alckmin deve aprender a respeitar a lei, diz Meirelles

O candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, disse neste sábado (18) que o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), seu concorrente, deve aprender a respeitar a lei.

A afirmação foi feita após questionamento sobre afirmação do tucano de que tentativa do MDB de impugnar sua coligação ao Planalto se configurava um “tapetão puro”.

O argumento do MDB é que pelo menos três siglas —PRB, Solidariedade e PR— não atualizaram as atas de suas convenções partidárias, o que levaria a falhas na formalização de apoio e em redução do tempo de TV no horário eleitoral da coligação.

“O governador deve aprender a respeitar a lei. Fazer as coisas e exigir que todos sigam a lei não é tapetão”, disse Meirelles em Barretos (a 423 km de São Paulo), onde visitou a 63ª Festa do Peão de Boiadeiro.

Segundo Meirelles, seu partido questionou a irregularidade nos procedimentos de algumas legendas que apoiam o tucano.

“Compete ao TSE decidir. Qualquer que seja a decisão, nós vamos respeitar. Nós não vamos ficar criticando a Justiça e dizer que é jogada de tapetão, etc. Vamos respeitar a decisão. Agora, se ele tiver correto, que mostre ao tribunal, se estiver errado, vai desfazer aquela coligação. Mas isso é uma decisão soberana da Justiça. Sou contra a politização da Justiça. Temos de respeitar a Justiça e seguir a lei”, afirmou o candidato.

Operador movimentou R$ 1,8 bilhão em seis bancos

O operador financeiro Adir Assad conseguiu movimentar cerca de R$ 1,8 bilhão em contas de suas empresas de fachada hospedadas em 14 agências de seis bancos ao manter uma boa relação com os gerentes. Além de presentear gerentes das agências com ingressos para grandes shows, Assad revelou, em depoimento à Justiça, que conquistava a confiança dos bancos ao comprar títulos de capitalização e outros produtos bancários oferecidos pelos gerentes das contas.

Assad é apontado como o maior “noteiro” a atuar nos desvios apurados na Lava Jato. Suas empresas de fachada transformavam notas frias emitidas para grandes empreiteiras em dinheiro em espécie que, segundo ele, era encaminhado a operadores de propina e agentes públicos. Atualmente, mesmo após assinar um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), continua preso na carceragem de Polícia Federal em Curitiba.

Em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, titular da Lava Jato no Rio de Janeiro, Assad disse que nunca pagou propina diretamente aos gerentes, mas que os agradava com “mimos”. “Comprávamos seguros, fechávamos consórcios, oferecíamos para os gerentes ingressos de shows e eventos”, disse Assad, que tinha acesso a entradas de concertos porque também atuava no setor de eventos.

Redação Dinheirama
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