Agora você confere as principais notícias de 24/12/2018, segunda-feira.

Sérgio Cabral estaria negociando delação, diz jornal

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (MDB) está negociando uma delação premiada, segundo informações do jornal O Globo publicadas no domingo (23). Cabral já foi condenado oito vezes e soma 197 anos e 11 meses de reclusão por crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação de criminosa.

O jornal informa que Cabral teria dado uma procuração para que seu novo advogado, João Bernardo Kappen, organize uma colaboração premiada com o Ministério Público Federal do Rio e com a Procuradoria-Geral da República. As conversas com os responsáveis pela Operação Lava Jato no Rio já teriam iniciado.

O ex-governador comandou o Rio de Janeiro de 2007 a 2014 e pode oferecer informações sobre as negociações envolvendo a organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em 2016 na capital fluminense. O jornal diz ainda que integrantes do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) podem estar nas delações.

Futuro chanceler diz que membros do governo da Nicarágua não serão recebidos na posse

O futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, afirmou neste domingo (23) que nenhum representante do governo do ditador Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, será recebido na posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, dia 1 de janeiro.

“A posse do PR Bolsonaro marcará o início de um governo com postura firme e clara na defesa da liberdade”, disse Araújo pelo Twitter. “Com esse propósito e frente às violações do regime Ortega contra a liberdade do povo da Nicarágua, nenhum representante desse regime será recebido no evento do dia 1°.”

Também pela rede social, o futuro ministro já havia desconvidado o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e o de Cuba, Miguel Díaz-Canel, para a posse de Bolsonaro.

Desde abril, a Nicarágua vive uma onda de manifestações pela saída do ditador Ortega e de sua mulher, Rosario  Murillo, que é a vice-presidente. A repressão aos manifestantes já deixou 325 mortos, incluindo uma brasileira, e ao menos 400 presos.

Diante da pressão da comunidade internacional e da oposição por reformas democráticas, Ortega endureceu sua posição e, nos últimos dias, interveio em jornais, fechou um canal de TV e prendeu um jornalista, além de expulsar a missão da Comissão Interamericana de Direitos Humanas.

Horas antes, Janaina Paschoal, eleita deputada estadual pelo PSL, partido de Bolsonaro, havia recomendado pelo Twitter que Ortega fosse desconvidado. “Se ainda não o fez, o Brasil haveria de desconvidar a Nicarágua para a posse do presidente. Será constrangedor receber um país em que se prendem jornalistas por fazerem seu trabalho. Infelizmente, a cada dia, a Nicarágua se aproxima mais de Cuba e Venezuela.”

Filipe Martins, secretário de assuntos internacionais do PSL e integrante da equipe de transição, comentou a declaração de Araújo sobre o regime nicaraguense. “A cordialidade do Brasil com seus vizinhos não servirá mais de desculpa para o descaso com abusos praticados por ditaduras, pois só há cordialidade quando há respeito à autodeterminação e às diferentes expressões da aspiração por liberdade e dignidade que há em cada um de nós.”

Por tradição, o Itamaraty nunca deixa de convidar nenhum chefe de Estado ou de governo para posses presidenciais. Após desconvites aos líderes de Cuba e Venezuelana pelo Twitter, o ministério teve de enviar novos comunicados a Maduro e a Canel, informando que os dois não estavam mais convidados para a cerimônia em Brasília. Procurado, o Itamaraty não retornou indagação da Folha sobre possível envio de comunicado a Ortega.

É a primeira vez, desde a redemocratização, que esses países são deixados de fora do evento de posse presidencial.

Otimismo com economia dispara, diz Datafolha

O otimismo do brasileiro com a economia disparou e está em níveis recordes às vésperas da posse de Jair Bolsonaro (PSL) como novo presidente do país, aponta pesquisa do Datafolha.

Segundo o instituto, 65% dos entrevistados acham que a situação econômica do Brasil vai melhorar nos próximos meses, ante apenas 23% que diziam isso no levantamento anterior, de agosto deste ano.

É o mais alto índice de uma série histórica que começa em 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Já 67% dizem acreditar que estarão em melhor situação econômica pessoal à frente. Em agosto, eram 38%.

Esse índice de dezembro empata na margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa com os 68% que disseram a mesma coisa em março de 2013, antes de a popularidade de Dilma Rousseff (PT) ser corroída pelos protestos de junho daquele ano.

O Datafolha ouviu 2.077 pessoas em 130 municípios nos dias 18 e 19 deste mês.

Neste levantamento, acham que a economia brasileira vai piorar 9% —eram 31% em agosto. Já os que acreditam em estabilidade caíram de 41% para 24%. Na avaliação das finanças pessoais, os pessimistas passaram de 14% para 6%.

Os entrevistados que veem a situação igual à frente passaram de 44% para 25%.

A expectativa pré-Bolsonaro também é recorde, do lado positivo, quando o assunto é melhoria no mercado de trabalho. Em agosto, 19% diziam que o desemprego iria cair. Agora são 47%, o maior índice dessa série, que começa em 1995 —os pontos altos anteriores eram de 41%, em junho de 2003, março de 2013 e novembro de 2010.

Predizem o aumento da taxa 29%, ante 48% em agosto. Neste levantamento, 21% dizem acreditar que a taxa de desemprego seguirá a mesma, na casa dos 12%, segundo o IBGE, sete pontos percentuais a menos do que no anterior.

Em relação à inflação, pouco abaixo de 4% em 2018 (indicador IPCA), a toada é a mesma. De agosto para cá, aqueles que creem no aumento do custo de vida passaram de 54% dos ouvidos para 27%.

Já os que dizem acreditar na queda dos preços subiram de 11% para 35%, número que iguala o recorde histórico de junho de 2003, no começo do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O movimento de expectativa otimista é usual no mês anterior da posse de novos governos, analisando as séries históricas do Datafolha. Bolsonaro tem, contudo, melhores indicadores do que aqueles de seus antecessores.

Redação Dinheirama
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