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Caixa corta juros no crédito imobiliário e vai renegociar dívidas de 600 mil famílias

A Caixa Econômica Federal vai cortar juros no crédito imobiliário e oferecer novas alternativas para renegociação de financiamento habitacional em atraso, em mutirão que inclui imóveis do Minha Casa, Minha Vida, anunciou o banco público na quarta-feira (6).

As reduções de taxas ocorrem tanto no SFH (Sistema Financeiro de Habitação), para imóveis até R$ 1,5 milhão e que permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), quanto no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), para aqueles acima desse valor e sem a possibilidade de uso do Fundo.

No SFH, a taxa para clientes com conta na Caixa caiu de TR (Taxa Referencial, hoje zerada) + 8,75% para TR + 8,5%. No SFI, a redução foi de TR + 9,75% para TR + 8,5%, também para correntistas do banco. Ambas começam a valer a partir de segunda (10). A taxa Selic está em 6,5% ao ano.

“A grande mensagem aqui é que estamos igualando o funding, seja da classe média ou da classe com um pouco mais de poder aquisitivo. A partir da classe mais baixa de renda, a taxa é igual para todo mundo, seja renda média ou renda um pouco superior”, afirmou Pedro Guimarães, presidente do banco, em coletiva. “Tiramos a distorção entre classe do SFH, de média renda, para uma classe média um pouco mais alta.”

O banco também prevê oferecer a futuros clientes a tabela Price no financiamento imobiliário. Essa opção reduz em até 15% a parcela inicial do financiamento, mas mantém os valores das prestações iguais ao longo do empréstimo. Na tabela SAC, usa pela Caixa, a primeira prestação era mais elevada, mas o valor ia diminuindo durante o financiamento.

Nas próximas semanas, a Caixa vai detalhar uma nova modalidade de crédito, na qual os juros serão atrelados ao IPCA (índice oficial de preços), e não à TR, como ocorre hoje, indicou Guimarães.

A ideia é facilitar a venda dessa carteira de crédito pela securitização desses empréstimos. Com um indexador como o IPCA, os bancos podem fazer o hedge (proteção) comprando títulos públicos atrelados ao IPCA. No caso da TR, não há um título federal que use essa taxa como indexador, explicou Guimarães.

O banco ainda decidiu ampliar as formas de renegociação de financiamento imobiliário atrasado. Cerca de 600 mil famílias, ou 2,3 milhões de clientes, poderão regularizar o imóvel atrasado, segundo estimativas do banco.

Ao contrário do que fez com o crédito comercial, em que a campanha de renegociação vai durar 90 dias, o banco não estabeleceu prazo para encerrar o mutirão de dívida habitacional.

A Caixa espera recuperar R$ 1 bilhão com a regularização, de um universo de R$ 10,1 bilhões de dívidas em atraso de 5,2 milhões de contratos ativos –entre eles, do programa Minha Casa, Minha Vida, embora o banco não detalhe o número total desses imóveis na renegociação.

‘Por mim, eu botaria 60 (pontos)’, diz Bolsonaro sobre CNH

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 5, que, se dependesse apenas de uma decisão sua, teria elevado de 20 para 60 pontos o limite para suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Na terça-feira (5), Bolsonaro entregou pessoalmente à Câmara dos Deputados um projeto de lei que muda o Código de Trânsito Brasileiro. A proposta amplia de 20 para 40 pontos o limite para suspensão da CNH e elimina exames toxicológicos para motoristas profissionais.

As duas medidas eram promessas feitas por Bolsonaro a caminhoneiros ainda durante a campanha. Segundo especialistas, a ampliação do limite de pontos traz risco de elevar o número de acidentes e mortes no trânsito.

Para que as mudanças entrem em vigor, o projeto precisará ser discutido no âmbito das comissões e, depois de aprovado, apreciado pelo plenário da Câmara e do Senado.

De acordo com o presidente, a proposta parece simples, mas tem “profundo alcance”. “Fui lá na Câmara dos Deputados, falei com o presidente Rodrigo Maia, o nosso aliado em vários projetos, apresentar um projeto para fazer com que a Carteira Nacional de Habilitação passe sua validade de cinco para 10 anos. Para o caminhoneiro que transporta aqui o que o Centro-Oeste produz não perca sua carteira com vinte pontos, e sim com 40 pontos. Por mim, eu botaria 60 (pontos). Porque, afinal de contas, a indústria da multa vai deixar de existir no Brasil, como em Goiás”, disse Bolsonaro.

Com piora do cenário doméstico e queda do petróleo, Bolsa perde os 97 mil pontos

Complicações no cenário doméstico derrubaram a Bolsa brasileira na quarta-feira (5). Na véspera, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que o governo ainda não tem os votos para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara. Pela manhã desta quinta, a liberação de crédito extra de R$ 248 bilhões para o governo foi adiada para 11 de junho e, pela tarde, STF (Supremo Tribunal Federal) discute a venda de estatais sem aval do Congresso.

Além disso, segundo a Bloomberg, membros do governo discutem flexibilizar o teto de gastos para ganhar fôlego fiscal. A medida pode colocar em risco o déficit fiscal do país.

No exterior, o viés foi positivo. O dólar iniciou recuperação frente a demais moedas e impulsionou valorização de 0,98% da moeda americana frente ao real, a R$ 3,896. Já o petróleo teve queda de 2,13%, a US$ 60,65, menor patamar desde janeiro, e derrubou as ações da Petrobras.​

O Ibovespa, maior índice acionário do país, recuou 1,42%, a 95.998 pontos, menor patamar em uma semana. O giro financeiro foi de R$ 12,8 bilhões, abaixo da média diária para o ano.

Bloco de extrema-direita de Salvini sofre revés no Parlamento Europeu

As esperanças dos partidos de extrema-direita da Europa de formar um novo e poderoso bloco eurocético no Parlamento Europeu sofreram um golpe nesta quarta-feira, 5, quando os nacionalistas da Polônia e o Partido do Brexit do Reino Unido disseram que não se juntariam a esse grupo.

A Liga, partido de extrema-direita da Itália, foi um dos maiores vencedores das eleições da UE no mês passado e seu líder, o vice-primeiro ministro italiano Matteo Salvini, tentou convencer os partidos nacionalistas europeus a deixar de lado suas diferenças e formar uma Aliança Europeia para Pessoas e Nações.

Jaroslaw Kaczynski, líder do conservador Partido Direito e Justiça (PiS), descartou sua participação por causa da posição pró-Rússia de Salvini, do Reunião Nacional (RN), nova versão da antiga Frente Nacional, liderado por Marine Le Pen, e do partido Alternativa para a Alemanha (AfD).

O Partido Brexit de Nigel Farage, que venceu 29 das 72 cadeiras do Reino Unido no Parlamento Europeu, também disse que não se juntaria ao novo grupo, embora não tenha apresentado motivo. O Reino Unido deve deixar a UE em 31 de outubro, mas seus legisladores vão se juntar ao Parlamento Europeu em julho e permanecer até o Brexit acontecer.

Expressando seu ceticismo sobre os planos de Salvini, Kaczynski disse à rádio privada polonesa Wnet: “Quando se trata de Salvini, temos um problema: ele quer criar um novo grupo com formações que não podemos aceitar”. “Temos propostas totalmente divergentes de grupos como o Reunião Nacional, da senhora Le Pen, e o Alternativa para a Alemanha. Não podemos aceitar essas propostas.”

O partido de Le Pen, o AfD da Alemanha e a Liga de Salvini têm boas relações com a Rússia, uma posição com a qual o PiS polonês não concorda, tanto por discordâncias em relação aos projetos russos para a Polônia quanto pela tradicional desconfiança polonesa com relação ao Kremlin.

Redação Dinheirama
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