Agora você confere as principais notícias de 05/03/2018, segunda-feira.

Desaprovação de presidenciáveis apoiados por Temer se mantém elevada

Faltando sete meses para as eleições presidenciais, nenhum dos pré-candidatos vinculados ao governo e ao centro político tem taxa de aprovação superior a dois dígitos, segundo o Barômetro Político Estadão-Ipsos, pesquisa de opinião pública que todos os meses avalia a imagem de personalidades do mundo político e do Judiciário.

O presidente Michel Temer, que cogita disputar a reeleição pelo MDB, é aprovado por apenas 4% da população, de acordo com o levantamento do instituto Ipsos. Feita na primeira quinzena de fevereiro, a pesquisa não captou os efeitos da intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro.

Temer vê na intervenção uma maneira de ampliar sua popularidade e, assim, aumentar suas chances na primeira eleição presidencial que pretende disputar como cabeça de chapa. A medida foi anunciada dias antes da possível derrota, na Câmara, da principal bandeira da atual gestão, a reforma da Previdência. A desaprovação ao presidente está na casa dos 93%.

Outro possível representante do atual governo na campanha presidencial, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), é aprovado por apenas 5% da população. Meirelles está em tratativas para mudar de partido e disseque faz pesquisas para medir seu potencial de votos.

O ministro tem como trunfo a volta do crescimento do PIB em 2017, após dois anos de retração – mas a taxa de expansão da economia foi de apenas 1%, e o desemprego voltou a crescer em janeiro. “A melhora dos indicadores econômicos ainda não alterou o dia a dia das pessoas”, observou o diretor do Ipsos, Danilo Cersosimo.

Representante do centro político, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), deve anunciar nesta semana sua candidatura à Presidência. Segundo o Ipsos, ele tem taxas de aprovação, desaprovação e desconhecimento similares às de Meirelles – 4%, 69% e 27%, respectivamente.

No PSDB, que se afastou de Temer no final do ano passado, Geraldo Alckmin é aprovado por 20% dos eleitores, e desaprovado por 68% – suas taxas pouco oscilaram nos últimos três levantamentos do Ipsos.

Em depoimento, Joesley culpa advogada por contratação do ex-procurador Miller

No depoimento de mais de dez horas que prestou à PF, na terça (27), Joesley Batista terceirizou a responsabilidade pela contratação de Marcello Miller à sua ex-advogada, Fernanda Tórtima. Ele repetiu diversas vezes que foi a defensora quem levou o ex-procurador à JBS e chegou a afirmar que se alguém deve dar explicações sobre a controversa participação de Miller nos acordos é ela. A fala abre novo capítulo na disputa de narrativas sobre a delação mais polêmica já firmada pela PGR.

A Polícia Federal submeteu à perícia documentos obtidos em operações de busca e apreensão das quais os Batistas foram alvo antes de firmar delação com a PGR. A equipe do ex-procurador Rodrigo Janot foi muito criticada por ter enviado grampos feitos por Joesley ao STF sem cercar-se desse tipo de cautela.

Só no gogó As mais de dez horas de depoimento renderam apenas 12 páginas de papel: Joesley só falou sobre Miller. Outras omissões das quais o dono da JBS é acusado serão alvo de nova oitiva.

Por telefone, Theresa May diz a Trump ter ‘profunda preocupação’ com tarifas

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter “profunda preocupação” com o anúncio das tarifas dos EUA sobre a importação de alumínio e aço, divulgou o gabinete de May neste domingo (4), após um telefonema entre os dois líderes.

“A primeira-ministra levantou a nossa profunda preocupação com o anúncio do presidente sobre as tarifas de aço e alumínio, observando que uma ação multilateral era a única maneira de resolver o problema do excesso de capacidade global”, disse uma porta-voz do gabinete.

Na quinta-feira (28),  Trump disse que os Estados Unidos aplicariam uma taxa de 25% sobre o aço importado e de 10% sobre o alumínio para proteger os produtores nacionais, provocando uma tempestade de críticas dos parceiros comerciais e impactando os mercados de ações.

As críticas chegam, inclusive, do principal parlamentar republicano que supervisiona a política comercial dos Estados Unidos.  Kevin Brady, presidente do comitê da Câmara dos Deputados responsável por tributação (“Ways and Means”), disse neste domingo que todo aço e alumínio negociados de forma justa devem ser isentos das tarifas propostas por Trump, especialmente os provenientes dos parceiros do Nafta, Canadá e México.

Brady fez suas observações pouco depois que o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, dizer que não podia descartar a possibilidade de não existirem isenções.

Redação Dinheirama
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