Agora você confere as principais notícias de 10/04/19 quarta-feira.

Chanceler Ernesto Araújo demite segundo presidente da Apex em governo Bolsonaro

O Itamaraty informou, por meio de nota, que o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Mário Vilalva, foi exonerado do cargo. Na nota divulgada, o ministro das Relações Exteriores embaixador Ernesto Araújo, anuncia a exoneração que diz fazer parte “do processo de dinamização e modernização do sistema de promoção comercial brasileiro”. A nota não informa quem será o novo presidente da Apex.

A saída de Vilalva é uma vitória de Ernesto Araújo em uma disputa travada com militares por poder na Apex. Com a exoneração, Vilalva é o segundo presidente da Apex demitido pelo governo Jair Bolsonaro. O primeiro foi Alexandre Carreiro, demitido ainda em janeiro, depois de entrar em conflito com diretores indicados por Araújo.

Em entrevista nesta segunda-feira ao jornal O Estado de São Paulo, Vilalva classificou como “golpe” a mudança no estatuto do órgão feita pelo ministro Ernesto Araújo, que retirou poderes do presidente da agência e ampliou força de diretores.

“Realmente não compreendo, esse tipo de postura por parte do ministro (Ernesto Araújo), esse tipo de atitude que eu considero mais um golpe, de fazer na calada da noite uma modificação profunda no estatuto para me tirar poderes e dar esse poder para pessoas que não estão preparadas”, disse ao jornal.

Segundo ele, Araújo chegou a oferecer-lhe “postos maravilhosos no exterior” para que deixasse o cargo. “Eu não estou à venda, não estou aqui para amanhã ser comprado”, disse.

Demitido, Vélez diz que entrega MEC ‘com a casa em ordem’

O ex-ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, demitido nesta semana, despediu-se do MEC dizendo que entrega o cargo “com a casa em ordem”.

O economista Abraham Weintraub assumiu na segunda-feira (8) como ministro. Nesta  terça, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deu posse a Weintraub no início da tarde. Na sequência, houve nova cerimônia para transmissão do cargo, dessa vez com a presença de Vélez.

A saída de Vélez ocorre em meio a uma crise, envolvendo disputas entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho, que paralisaram o MEC. Weintraub assume a pasta sem secretário de Educação Básica e presidente do Inep, órgão responsável por exames como o Enem.

Na cerimônia de transmissão, Vélez disse que foi a imprensa que passa uma imagem de que nada funciona no MEC, o que, segundo ele, não seria verdade. “Mentira se combate com fatos”, diz o ministro, demitido pelo presidente Bolsonaro na segunda-feira.

“Os senhores saibam que o ministro vai encontrar a casa em ordem. Esse é nosso intuito”, diz.

“Entrego meu cargo não com tristeza, mas com felicidade. Porque estamos entregando algo que está funcionando”.

Vélez defendeu a importância de ter iniciado um esquema de investigações no MEC, chamado de Lava Jato da Educação. Com nome de operação, a iniciativa consiste em um protocolo de colaboração do MEC com órgãos de controle e o Ministério de Justiça.

O ex-ministro ainda citou os planos para expansão de escolas militares, a elaboração da diretriz para uma nova disciplina de educação moral e cívica e ações das secretarias de Modalidades Especiais. Não fez, entretanto, referência à política nacional de alfabetização —única meta do governo para os 100 dias e que até agora não foi apresentada.

Guedes diz que Reforma Tributária começa ainda esse ano

Em busca de apoio para a aprovação da reforma da Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou a uma plateia de prefeitos, na terça-feira (9), que o governo pretende unificar até cinco tributos já neste ano e que, efetivada a mudança, a arrecadação será compartilhada com estados e municípios.

O plano é que esse seja o primeiro passo para uma reforma tributária mais ampla, também em estudo pela equipe econômica.

“Vamos baixar, simplificar, reduzir impostos para o Brasil crescer. É a reforma tributária. Primeiro, vamos pegar três, quatro, cinco impostos e fundir em um só. Vai chamar imposto único federal”, disse Guedes, que participou de painel na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como marcha dos prefeitos.

O ministro não detalhou quais tributos entrarão nessa primeira ação do governo. Segundo ele, prefeitos e governadores serão beneficiados com repasse de contribuições que hoje não são divididas com os governos regionais.

“Na hora que nós unificarmos no imposto único federal, serão todas elas compartilhadas”, disse, arrancando aplausos dos prefeitos que acompanhavam o discurso.

Possível desaceleração da economia mundial derruba Ibovespa

O mercado teve uma terça-feira (9) marcada por pessimismo e cautela gerados por dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) que reforçaram previsões de desaceleração da economia global. Somou-se a isso uma nova frente de disputa comercial travada pelo presidente americano, Donald Trump. O resultado foi a queda das principais Bolsas mundiais, que levou a uma baixa de mais de 1% do Ibovespa. O dólar avançou.

Em relatório desta terça, o FMI diminuiu pela segunda vez as estimativas de crescimento para a economia em 2019. O número esperado para 2019, agora, é de 3,3%. Em janeiro, era de 3,5% e, em outubro de 2018, de 3,7%. Para o Brasil, o número ficou em 2,1%.

Ainda pela manhã, o presidente americano Donald Trump ameaçou impor novas tarifas sobre US$ 11 bilhões (R$ 42 bilhões) em produtos da União Europeia, abrindo uma nova frente de disputa comercial ao mesmo tempo em que tenta encerrar a batalha travada há mais de um ano com a China.

“A Organização Mundial do Comércio determinou que os subsídios da União Europeia à Airbus tiveram impacto adverso sobre os Estados Unidos, que agora vão colocar tarifas sobre US$ 11 bilhões em produtos da UE! A UE se aproveitou dos EUA no comércio por vários anos. Isso vai parar logo”, escreveu o presidente americano no Twitter.

A agência de classificação de risco Moody’s afirmou nesta terça contar com a aprovação da reforma até o final do ano, mas esperar economia entre R$ 600 bilhões e R$ 800 bilhões, abaixo do R$ 1,1 trilhão projetado pelo governo.

O dólar também refletiu o dia de incerteza, mas teve alta modesta, de 0,15%, a R$ 3,8550.

Redação Dinheirama
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