Agora você confere as principais notícias de 26/09/2018, quarta-feira.

Ciro Gomes passa por procedimento de cauterização de vasos da próstata

O candidato do PDT ao Planalto, Ciro Gomes, passou por um procedimento de cauterização de vasos da próstata nesta terça-feira (25) no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Segundo nota divulgada por sua assessoria às 21h, Ciro deu entrada no hospital no fim da tarde desta terça e passou por exames.

O comunicado diz que o candidato voltará às atividades “o mais breve possível”.

“Após exames passou por um procedimento de cauterização de vasos da próstata. O procedimento foi realizado com sucesso pelo médico urologista Miguel Srougi. Por ser um procedimento simples, Ciro Gomes poderá retornar às suas atividades o mais breve possível”, diz o texto.

O candidato deve receber alta ainda nesta terça-feira ou na quarta (26) pela manhã. Segundo sua assessoria, ele deve participar ainda do debate promovido pelo Jornal Folha de São Paulo em parceria com o Portal UOL e o SBT nesta quarta (26), às 17h45.

Na manhã de terça (25), ele esteve no Rio de Janeiro, onde fez uma caminhada.

Raquel pede suspensão de inquérito contra Temer até fim do mandato

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão do inquérito que investiga o presidente Michel Temer (MDB) e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia).

No relatório final do inquérito sobre repasses de R$ 10 milhões da Odebrecht para integrantes do MDB, a Polícia Federal concluiu pela existência de indícios de que o presidente cometeu crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O documento também indica a prática dos mesmos crimes pelos ministros.

O caso está relacionado com o jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, e que foi detalhado nos acordos de delação de executivos da Odebrecht. Então vice-presidente, Temer teria participado do encontro em que os valores foram solicitados.

O principal argumento utilizado por Raquel Dodge para embasar o pedido ao ministro Edson Fachin, relator do inquérito no Supremo, foi a imunidade constitucional temporária à persecução penal que o presidente possui. A procuradora-geral lembrou em sua manifestação que a Constituição Federal proíbe que o presidente seja denunciado por atos anteriores ao mandato.

Após alta de mais de 1% durante o pregão, dólar termina em queda

O dólar fechou esta terça-feira em leve queda após uma sessão turbulenta que refletiu a reação do mercado aos números da pesquisa Ibope divulgada na véspera. A Bolsa brasileira também inverteu o sinal —começou o dia em queda, mas fechou em alta.

A moeda americana terminou o dia em baixa de 0,12%, a R$ 4,0830. Durante o dia, chegou a máxima de R$ 4,1430, enquanto o mercado financeiro assimilava o avanço de Fernando Haddad (PT) nas intenções de voto (de 19% para 22%), ao mesmo tempo em que Jair Bolsonaro (PSL) permaneceu na liderança, mas estável (28%).

A pesquisa Ibope, registrada sob o número BR-06630/2018, também mostrou pela primeira vez Haddad à frente de Bolsonaro no segundo turno, com 43% a 37% da preferência dos eleitores. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

“No decorrer do dia, os mercados acabaram mostrando reação madura. Em parte, por terem ajustado expectativa no final da sessão anterior, e por se apegarem à possibilidade de mudanças nesses dias que ainda restam antes do primeiro turno”, escreveu Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

O mercado financeiro vinha abraçando a candidatura de Bolsonaro após ter aceitado que Geraldo Alckmin (PSDB) não conseguiria alavancar sua intenção de votos. O tucano era o preferido dos investidores por abraçar as reformas que consideram necessárias para o equilíbrio das contas públicas.

A Bolsa brasileira ganhou 0,82%, a 78.630 pontos, após ter atingido a mínima de 77.005 pontos. A Vale, que subiu 3,3%, puxou os ganhos do dia. Os papéis de bancos, que pressionaram durante a manhã, terminaram majoritariamente em alta.

Na ONU, Trump anuncia novas sanções ao Irã e chama governo de ‘ditadura corrupta’

O presidente dos EUA, Donald Trump, dedicou parte de seu discurso na Assembleia-Geral da ONU a uma ofensiva contra a Irã. Ele anunciou sanções econômicas ao país, com início em novembro, e disse que os líderes iranianos “semeiam o caos, a morte e a destruição”.

“Todas as soluções para a crise humanitária na Síria devem incluir também uma estratégia para enfrentar o regime que a alimentou e financiou: a ditadura corrupta no Irã”, disse Trump, que acusou os líderes iranianos de saquearem o país para enriquecer e “espalhar o caos” no Oriente Médio.

Em seu discurso, Trump, que chegou atrasado para seu discurso, foi na contramão dos que subiram na tribuna da ONU, que fizeram uma defesa do multilateralismo. O americano, no sentido oposto, disse que “jamais submeterá a soberania dos EUA a uma burocracia global não eleita e inexplicável”. “Rejeitamos a ideologia do globalismo e abraçamos a doutrina do patriotismo”, disse o americano.

O presidente, no entanto, não detalhou quais seriam as sanções ao Irã. Seu assessor de Segurança Nacional, John Bolton, disse que os EUA serão agressivos. Em evento paralelo à Assembleia-Geral, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, criticou a União Europeia, que anunciou medidas para manter seus negócios e a compra de petróleo do Irã, que devem diminuir a eficácia das sanções americanas.

Redação Dinheirama
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