Agora você confere as principais notícias de 28/12/2017, quinta-feira.

Contribuinte banca R$ 63 mil no ano para cada servidor federal aposentado

O contribuinte já bancou neste ano R$ 63.392,22 para cada servidor civil da União aposentado, mostram dados atualizados até outubro.

Na média, considerando União, Estados e setor privado, o dinheiro de impostos transferido para cada beneficiário foi de R$ 8.126,95.

Em todos os sistemas, o repasse deste ano supera o de 2016, e tendência é crescer.

Isso acontece porque as receitas com contribuições previdenciárias têm crescido em ritmo menor que os pagamentos de benefícios.

A consequência é que o deficit dos sistemas aumenta: até outubro, faltaram R$ 257 bilhões nos cofres da Previdência, quantia 12% maior que a do rombo de 2016.

Para pagar aposentadorias e pensões, portanto, foram necessários recursos vindos de outros tributos –que deveriam custear outras áreas, como saúde, segurança e educação.

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Com reforma trabalhista em vigor, país fecha 12.292 vagas formais em novembro

Mesmo com os primeiros contratos de trabalho firmados a partir da reforma trabalhista, o Brasil fechou 12.292 vagas de emprego formal em novembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (27), pelo Ministério do Trabalho. O saldo negativo de novembro interrompe a sequência de sete meses seguidos de geração de empregos formais e decorre de 1.111.798 admissões e de 1.124.090 demissões.

Para o ex-ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o saldo negativo em novembro é “pequeno” e não significa a interrupção na recuperação da economia. ” O mês de novembro tem tendência de apresentar saldo negativo no emprego”, afirmou o ministro.  “Os resultados da reforma trabalhista serão colhidos em 2018”, garante.

O resultado inclui contratos firmados já sob as novas modalidades previstas na reforma trabalhista, como a jornada intermitente e a jornada parcial. As regras começaram a vigorar em 13 de novembro. Resultados até outubro de 2017 não incluíam essas informações.

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Carga tributária chega a 32,38% do PIB em 2016, maior nível desde 2013

A carga tributária total do país foi de 32,38% do PIB em 2016, informou a Receita Federal nesta quarta-feira (27).

Foi o segundo ano consecutivo em que houve aumento. Assim, o patamar de impostos, em relação ao crescimento da economia, é o maior desde 2013, quando a carga tributária foi de 32,56% do PIB.

O aumento da carga tributária está vinculado à repatriação de ativos brasileiros no exterior, de acordo com a Receita Federal. Se esse dado não fosse computado, o índice teria caído de 32,11% em 2015 para 32,01% no ano passado.

A Receita Federal informou que a maior parte do aumento da carga tributária de 2016 ante 2015 vem da arrecadação do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) dos municípios.

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Governadores prometem processar Marun se pressão por Previdência continuar

Governadores do Nordeste enviaram nesta quarta-feira (27), carta aberta ao presidente Michel Temer protestando contra a declaração do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, que admitiu na terça-feira (26), que o governo pressiona gestores estaduais e municipais a trabalharem a favor da aprovação da reforma da Previdência em troca da liberação de recursos em financiamentos de bancos públicos, como a Caixa.

No documento, os governadores prometem acionar política e judicialmente os agentes públicos envolvidos, caso a “ameaça” de Marun se confirme.

“Os governadores do Nordeste vêm manifestar profunda estranheza com declarações atribuídas ao Sr. Carlos Marun, ministro de articulação política. Segundo ele, a prática de atos jurídicos por parte da União seria condicionada a posições políticas dos governadores. Protestamos publicamente contra essa declaração e contra essa possibilidade e não hesitaremos em promover a responsabilidade política e jurídica dos agentes públicos envolvidos, caso a ameaça se confirme”, diz versão da carta.

O documento foi assinado por sete governadores dos nove Estados do Nordeste. De acordo com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), apenas Rio Grande do Norte e Sergipe não assinaram.

Os gestores pedem que Temer “reoriente” seus ministros para evitar práticas classificadas pelos signatários como “criminosas”.

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Redação Dinheirama
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