Agora você confere as principais notícias de 10/10/2018, quarta-feira.

Reforma da Previdência em 2018 não está no plano, diz coordenador de Bolsonaro

O coordenador político da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), deputado Onyx Lorenzoni (DEM), disse que a reforma da Previdência não faz parte do programa de governo do militar e que a base do candidato não deve se movimentar, caso ele seja eleito, para a aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano.

“Não tem no plano, não tem nas conversas”, disse. “O Jair não era a favor dessa reforma e a maioria das pessoas que o apoiaram não são a favor dessa reforma porque ela é ruim. É uma porcaria e não resolve nada”, disse.

Segundo o deputado, os programas de governo de Bolsonaro começarão a ser construídos, caso ele seja eleito, em 2019. “Por que no plano de governo do Jair não tem plano específico? Porque isso é uma armadilha que os marqueteiros impuseram aos políticos”, disse.  “Se o Jair for escolhido, nossas ações iniciam só em 2019”, afirmou.

O deputado é cotado para ser ministro-chefe da Casa Civil de um eventual governo do governo do capitão reformado.

O discurso de Onyx é contraditório ao do economista da campanha de Bolsonaro, Paulo Guedes. Em encontro há poucas semanas, organizado por apoiadores de Bolsonaro num restaurante de Brasília, o coordenador econômico do candidato do PSL, Paulo Guedes, disse que vai fazer a reforma da Previdência para acabar com privilégios e as disparidades entre a aposentadoria de servidores públicos e da iniciativa privada.

Guedes já fez menções à necessidade de uma reforma previdenciária para “anteontem”. Ele lembrou que o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se ofereceram para tentar votar depois das eleições a proposta de reforma que já foi aprovada em comissão especial, e pontuou que a investida pode ou não ir adiante. O vice, general Hamilton Mourão (PRTB), também defendeu, em sabatina no banco BTG Pactual, que a proposta seja aprovada antes da posse do novo presidente.

Em reunião, Alckmin interrompe Doria e insinua que é traidor

Em reunião fechada da executiva do PSDB, terça-feira (9), em Brasília, Geraldo Alckmin enfrentou João Doria. Segundo relato de três diferentes fontes presentes ao encontro, Alckmin interrompeu Doria e disse que não era um traidor.

Alckmin reagiu no momento em que Doria cobrou uma reavaliação do partido.

Ao jornal Folha de São Paulo, Doria disse que a reunião terminou “em paz e sem ressentimentos”. “Não saio com nenhuma mágoa”, afirmou.

Candidato ao governo paulista, Doria está em uma ofensiva para tirar Alckmin do comando nacional do PSDB. O ex-prefeito disputa o governo paulista e quer tomar controle do partido, aproveitando-se da derrota de Alckmin na eleição presidencial.

Desde domingo, quando o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, aliado de Doria, defendeu que Alckmin deixe a presidência do PSDB, o grupo do candidato a governador se movimenta para enfraquecer adversários internos.

O diretório municipal expulsou Saulo de Castro, aliado de Alckmin, e Alberto Goldman, próximo a Serra. A executiva nacional desautorizou o ato.

Dólar tem novo dia de queda e fecha em R$ 3,71 embalado por eleições e exterior

O dólar teve novo dia de queda, mesmo depois de terminar a segunda-feira no menor valor em dois meses. A moeda americana à vista caiu mais 1,28% nesta terça-feira, 9, para R$ 3,7155, a cotação mais baixa desde 3 de agosto, quando fechou em R$ 3,7080.

Depois da forte corrida às compras de ações na segunda-feira, como reflexo da euforia com os resultados do primeiro turno das eleições, os investidores reduziram o ímpeto comprador e o Ibovespa perdeu fôlego. Ainda assim, o índice oscilou em terreno positivo na maior parte do dia, embora tenha fechado estável, aos 86.087,55 pontos.

No mercado cambial, os investidores seguiram animados com a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), sobretudo após começarem a circular nomes para seu futuro ministério, caso vença as eleições, o que estimulou novo desmonte de posições compradas dos investidores. Além das eleições, também pesou a queda do dólar no exterior, após o Fundo Monetário Internacional (FMI) rebaixar a previsão para o crescimento da economia mundial.

Embaixadora dos EUA na ONU anuncia renúncia

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, anunciou nesta terça-feira (9) que irá renunciar ao posto.

O presidente Donald Trump afirmou que ​Haley ficará no cargo até o fim do ano. Ambos se encontraram no Salão Oval para anunciar a decisão.

Trump disse que Haley é uma pessoa “muito especial”, fez um “trabalho fantástico” e que havia lhe informado há seis meses sobre o desejo de “tirar um tempo”. Os motivos para a renúncia não foram explicados.

Segundo ele, “muitas pessoas” estão interessadas em sucedê-la e que o nome do próximo embaixador deve ser anunciado em duas ou três semanas.

Trump afirmou que, juntos, eles “resolveram muitos problemas”.

Haley afirmou que “foi uma honra” ser embaixadora na ONU e que “é preciso ser altruísta o suficiente para saber quando você tem que sair e deixar outra pessoa fazer o trabalho.”

​Ela exaltou a política externa dos EUA nos últimos dois anos. “Os países podem não gostar do que fazemos, mas respeitam o que fazemos”, disse, acrescentando que tornaram a ONU mais forte e eficiente.

Também disse que ainda não tem planos para o curto prazo e negou que vá concorrer à Presidência dos EUA em 2020.

A ex-governadora da Carolina do Sul foi escolhida como embaixadora na ONU após a vitória do republicano nas eleições presidenciais de 2016.

Redação Dinheirama
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