Agora você confere as principais notícias de 24/02/2019, domingo.

Dois caminhões com ajuda humanitária são queimados na fronteira entre Venezuela e Colômbia

Fortes confrontos ocorreram na tarde deste sábado (23) nas fronteiras venezuelanas com o Brasil e a Colômbia, quando caminhões e manifestantes tentaram romper os bloqueios militares para fazer entrar a ajuda humanitária enviada pelos EUA.

Três pessoas morreram na cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén por disparos de armas de fogo, segundo funcionários de saúde venezuelanos. A cidade fica próxima à fronteira com o Brasil.

Treze feridos foram transferidos para hospitais no Brasil, quatro deles com ferimentos a bala. Há feridos ainda em atendimento no hospital de Santa Elena.

Em Pacaraima (RR), segundo moradores, forças de segurança impediram manifestantes de se aproximar da fronteira com bombas de gás lacrimogêneo.

No final do dia, opositores que se concentravam do lado brasileiro entraram em confronto com militares venezuelanos. A confusão começou depois que manifestantes colocaram fogo em um prédio perto da linha fronteiriça que estava sendo usado como base pelas forças do ditador Nicolás Maduro.

Os militares reagiram jogando gás lacrimogêneo, enquanto os manifestantes lançaram coquetel molotov. Ao menos um manifestante teve de ser socorrido, supostamente por inalar gás.

Dois caminhões que levavam mantimentos da Colômbia para a Venezuela foram queimados na ponte Santander, que liga Cúcuta, na Colômbia, à Ureña, segundo o departamento de migração da Colômbia. Nuvens de fumaça negra subiram e se espalharam pelo ar.

Os caminhões estavam em uma caravana de quatro veículos que tentaram seguir viagem depois que os manifestantes romperam uma barreira de obstáculos erguida pela Guarda Nacional Venezuelana. Uma multidão tentou retirar as caixas com os suprimentos dos caminhões enquanto o fogo destruía os carregamentos.

“O regime usurpador se vale dos atos mais vis e tenta queimar um caminhão com ajuda humanitária que se encontra em Ureña. Nossos valentes voluntários estão fazendo uma corrente para proteger a comida e os remédios”, escreveu em uma rede social o líder oposicionista Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países.

“O regime usurpador viola o Protocolo de Genebra, no qual se diz claramente que destruir ajuda humanitária é um crime de lesa-humanidade”, afirmou Guaidó.

Antes, militares e policiais lançaram gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes, deixando ao menos seis feridos, nas pontes Simón Bolívar e Santander, que ligam a cidade colombiana de Cúcuta a San Antonio e Ureña, na Venezuela.

Na linha de frente, os manifestantes jogavam pedras para tentar forçar o recuo dos militares. ​

Siglas pressionam Maia por cargos no governo

Insatisfeitos com a falta de interlocução no Palácio do Planalto, líderes de partidos que reelegeram Rodrigo Maia (DEM) para a presidência da Câmara já começam a cobrar a fatura política. Sob o argumento de que a demora do governo para liberar cargos e emendas pode se refletir no placar de votação, deputados pressionam Maia para que ele consiga convencer o presidente Jair Bolsonaro a “destravar” pelo menos as nomeações.

Nem mesmo o anúncio de que nos próximos dias o Executivo criará uma plataforma virtual, na qual deputados e senadores da base aliada poderão fazer indicações para o segundo escalão, serviu para acalmar os parlamentares. Nos bastidores, muitos deles tratam com ironia o novo modelo para selecionar quem ocupará as vagas nos Estados, batizado no Planalto de “banco de talentos”.

“Isso vai virar um show de calouros”, provocou o deputado Jhonatan de Jesus (RR), líder do PRB na Câmara. A plataforma a ser lançada pelo governo foi desenvolvida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e estabelecerá critérios para as nomeações, como formação acadêmica e experiência na área. O discurso oficial é de que todo indicado precisará ser “ficha-limpa” para entrar na equipe. A seleção para a ocupação dos cargos será feita pelos ministros.

“O problema é que esse governo não tem traquejo político e é muito enrolado”, afirmou o líder do PP, Arthur Lira (AL). “Se for para ministros escolherem as pessoas, nem precisa nada. Se vai para a subjetividade do ministro, tudo vai continuar do mesmo jeito.”

Em conversas reservadas, deputados dizem que, se o endurecimento das exigências para nomeação valesse para todos, o ex-chefe da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno – demitido nesta segunda-feira (18) – e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, não teriam sido escolhidos. Os dois são alvo de investigação sobre financiamento irregular de candidaturas.

A recondução de Maia ao comando da Câmara teve apoio de 19 partidos, separados em dois blocos. O maior deles, chamado de “blocão”, reúne DEM, PP, PR, PSD, MDB, PRB, PSDB, PTB, PSC, PMN e o próprio PSL de Bolsonaro. Líderes dessas siglas observam que Maia só ganhou novo mandato, há 21 dias, graças à robusta aliança – que lhe rendeu uma vitória no primeiro turno, com 334 votos – e agora precisa retribuir o apoio.

Embora não tenha bom relacionamento com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Maia é amigo do ministro da Economia, Paulo Guedes, conta com a simpatia de militares, como o chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, e está ganhando a confiança de Bolsonaro. Nos corredores da Câmara, o presidente da Casa tem sido tratado como “primeiro-ministro”.

A ameaça de derrubar no plenário projetos importantes, se o governo não ceder, é feita a portas fechadas por congressistas descontentes e atinge até mesmo a reforma da Previdência, classificada pela equipe econômica como prioritária para o ajuste das contas públicas.

Trump nomeia enviada ao Canadá como embaixadora dos EUA na ONU

O presidente americano, Donald Trump, nomeou nesta sexta-feira (22) Kelly Craft, embaixadora americana no Canadá, como a representante diplomática dos Estados Unidos na ONU. Caso seja confirmada no Senado, ela substituirá Nikki Haley, que renunciou ao cargo em outubro do ano passado.

Em mensagem em uma rede social, o republicano afirmou que Craft, 56, fez um trabalho “excepcional” representando os EUA. Disse ainda que não tinha dúvidas de que, sob a liderança dela, “nosso país será representado ao máximo nível.”

A escolha de Craft ocorreu depois que Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado, pediu para não ser considerada para o posto, atribuindo a decisão a motivos familiares. Ela havia sido criticada pela falta de experiência diplomática.

Uma pessoa próxima disse à agência de notícias Reuters que Nauert decidiu retirar seu nome por ter uma babá que estava nos Estados Unidos de maneira legal, mas sem o ter o visto de trabalho.

A possível nova embaixadora dos EUA na ONU era executiva de negócios e se dedicava à filantropia antes de atuar como representante diplomática do país no Canadá, cargo para o qual foi apontada no final de 2017. O marido de Craft, Joe, preside a produtora de carvão Alliance Resource Partners.

O casal é conhecido doador republicano. Em 2016, doou cerca de US$ 1,5 milhão a candidatos do partido, incluindo US$ 270.800 a Trump.

Sua antecessora, Nikki Haley, é ex-governadora da Carolina do Sul, e foi escolhida como embaixadora na ONU após a vitória do republicano nas eleições presidenciais de 2016.

A nomeação ocorreu apesar de ela ter apoiado Marco Rubio, rival de Trump, nas primárias do partido no estado.

As melhores oportunidades para investir. Abra sua conta gratuitamente no modalmais o Banco Digital do Investidor

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários