Agora você confere as principais notícias de 15/11/2018, quinta-feira.

Com eleição de Bolsonaro, Cuba anuncia fim da parceria com Brasil no Mais Médicos

O governo de Cuba anunciou  quarta-feira (14) o fim de sua participação do programa Mais Médicos no Brasil.

Em nota divulgada pelo Ministério da Saúde do país caribenho, a decisão é atribuída a questionamentos feitos pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), à qualificação dos médicos cubanos e ao seu projeto de modificar o acordo, exigindo revalidação de diplomas no Brasil e contratação individual.

Condicionamos a continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, afirmou Bolsonaro, por meio de sua conta no Twitter, após a decisão anunciada pelo governo cubano.

“Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos”, acrescentou, mais tarde, o presidente eleito.

Diferentemente do que acontece com os médicos brasileiros e de outras nacionalidades, os cubanos do Mais Médicos recebem apenas parte do valor da bolsa paga pelo governo do Brasil. Isso porque, no caso de Cuba, o acordo que permite a vinda dos profissionais é firmado com a Opas (Organização Panamericana de Saúde), e não individualmente com cada médico.

Pelo contrato, o governo brasileiro paga à Opas o valor integral do salário, que, por sua vez, repassa a quantia ao governo cubano. Havana paga uma parte aos médicos (cerca de um quarto), e retém o restante.

Um dos programas mais conhecidos na saúde, o Mais Médicos foi criado em 2013, na gestão da então presidente Dilma Rousseff (PT), para ampliar o número desses profissionais no interior do país.

Ainda no lançamento, o programa gerou atrito com entidades médicas devido à dispensa de revalidação de diploma para médicos estrangeiros, contratados como “intercambistas”.

No ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que a ausência de revalidação de diploma era constitucional.

Bolsonaro anuncia Ernesto Araújo no ministério das Relações Exteriores

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou na tarde de quarta-feira (14), o embaixador Ernesto Araújo como seu futuro ministro das Relações Exteriores. Bolsonaro usou sua conta oficial no Twitter para o anúncio.

“Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores”, escreveu o presidente eleito. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje.”

Araújo é diretor do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Ele concorria ao cargo com outros nomes, entre eles, Marcos Galvão, atual secretário-geral das Relações Exteriores. Durante a campanha, o diplomata criou um blog defendendo as ideias do então candidato do PSL.

Bolsonaro já havia indicado que escolheria um diplomata de carreira para a vaga. O anúncio vem após declarações do presidente eleito terem gerado reações de parceiros comerciais do Brasil. Na semana passada, o governo do Egito adiou, sem previsão de nova data, uma visita oficial que o atual chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, faria ao país no último fim de semana. O cancelamento foi uma resposta à intenção de Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém.

Dólar cai para R$ 3,78, e Bolsa sobe com Petrobras e JBS

Após uma esticada no último pregão, o dólar fechou em baixa ante o real quarta-feira (14), em movimento de correção amplificado pela recuperação mais generalizada de moedas emergentes.

O dólar comercial caiu 1,25%, cotado a R$ 3,784. Na véspera, fechou a R$ 3,832, patamar considerado exagerado por alguns operadores.

No exterior, 18 das 31 principais divisas do mundo se valorizaram em relação ao dólar, influenciadas por dados americanos que mostraram uma inflação em linha com a expectativa do mercado para outubro.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,3% no mês passado. O resultado aliviou preocupações sobre um aperto monetário mais rápido por parte do banco central dos Estados Unidos, o que tende a retirar recursos de países emergentes e fortalecer o dólar globalmente.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa, viveu um dia de oscilações, mas acabou fechando em alta, na contramão dos mercados internacionais, graças à disparada da JBS e conforme a Petrobras se sustentou no campo positivo.

O indicador subiu 1,25%, a 85.973,06 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,6 bilhões, em sessão  marcada também pelo vencimento dos contratos de opções do Ibovespa.

Os papéis da Petrobras avançaram 3,55% (preferenciais) e 1,84% (ordinários), com os preços do petróleo avançando quase 1%, após um tombo de cerca de 7% na véspera.

A Petrobras foi beneficiada ainda pela sinalização do presidente do Senado, Eunício Oliveira, de que o projeto de lei que trata do contrato da cessão onerosa, que deve viabilizar um mega leilão de petróleo excedente na área no pré-sal, pode ser votado na Casa na próxima semana.

May diz a deputados que acordo prévio do Brexit entregará ‘o que os britânicos queriam’

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse ao Parlamento quarta-feira (14), que o esboço de acordo sobre o Brexit com a União Europeia (UE) possibilitará que o país retome o controle de suas fronteiras, leis e recursos e manter áo país nas políticas agrícolas e de pesca do bloco. O gabinete de May, composto por alguns eurocéticos, se reúne na tarde desta quarta para endossar o acordo, em meio a rumores de que a premiê possa ter dificuldades para aprová-lo em virtude da regulamentação da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

Estou confiante que esse acordo nos levará de modo significativo ao que os britânicos queriam quando votaram no plebiscito”, disse May aos membros da Câmara dos Comuns. “Tomaremos o controle de nossas fronteiras, leis e recursos, deixando as políticas de pesca e agricultura comum, enquanto protegeremos empregos, a segurança e a integridade do Reino Unido.”

Anunciado na terça-feira, 13, sem maiores detalhes, o esboço do acordo foi criticado por membros do Partido Conservador que defendem o chamado “Brexit duro”, em concessões à União Europeia e com o retorno de uma fronteira formal entre o Reino Unido e a Irlanda. Sem os votos dessa facção do partido e dos unionistas irlandeses do DUP, May pode ter dificuldades de ratificar o acordo no Parlamento, uma vez que ele seja aprovado pelo gabinete.

May também rejeitou a hipótese de realizar uma nova votação. “Nós não vamos repetir o referendo, não iremos renegar a decisão do povo britânico”, disse. “Nós iremos concretizar o Brexit e o Reino Unido deixará a União Europeia no dia 29 de março de 2019”.

Caso o acordo não seja aprovado até março, o Reino Unido pode deixar o bloco de modo desordenado, o que poderia provocar uma série de transtornos comerciais, aduaneiros e de fluxo de pessoas.

O líder da oposição, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista, chamou o acordo de “atabalhoado”. Como May lidera um governo de minoria,  mesmo que seu partido inteiro vote pelo acordo, ainda faltariam 5 votos para aprová-lo. O DUP, que governa com os conservadores e tem 10 assentos,  já manifestou uma oposição velada a manutenção de uma fronteira aberta com a Irlanda. Cerca de 50 conservadores eurocéticos também podem votar contra o pacto por considerá-lo favorável demais a UE.

Redação Dinheirama
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