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Bolsonaro sobe, Haddad se mantém estável e segundo turno fica ainda mais acirrado

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) ampliou sua vantagem sobre os concorrentes na disputa pelo Palácio do Planalto, aponta pesquisa do Datafolha.

Ele tem agora 39% dos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, estando a 11 pontos percentuais do patamar para a vitória no primeiro turno, faltando três dias para o primeiro turno da eleição.

O petista Fernando Haddad manteve-se estável na segunda posição isolada, com 25% dos votos válidos. Ele está empatado com Bolsonaro na simulação de segundo turno.

No pelotão inferior, se mantiveram estáveis Ciro Gomes (PDT), com 13% dos válidos, e Geraldo Alckmin (PSDB), que registrou 9%.

O Datafolha ouviu 10.930 eleitores em 389 cidades do país na quarta e nesta quinta (4). A margem de erro do levantamento, contratado pela Folha e pela TV Globo, é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Quando analisada a evolução em votos totais, Bolsonaro foi o único que oscilou acima da margem de erro, confirmando o espraiamento de seu voto em diversos segmentos —se a onda será suficiente para os 50% mais um voto necessários para a vitória no domingo, é incerto.

Ele subiu de 32% para 35% desde o levantamento divulgado na terça (2). A curva já vinha ascendente: na semana passada, ele tinha 28% dos votos totais entre 26 e 28 de setembro.

A pesquisa anterior havia registrado um aumento de sete pontos na sua intenção de voto entre mulheres, ocorrido após as manifestações de cunho feminista do EleNão do fim de semana.

Agora, oscilou um ponto para cima, atingindo 28% dos votos totais no segmento feminino. Entre homens, cresceu quatro pontos de terça para cá, atingindo 42%.

Seu melhor desempenho foi entre os mais ricos, onde subiu nove pontos e chegou a 53% dos votos totais. Aqui, Alckmin teve uma sangria de quatro pontos, sugerindo uma adesão dos tucanos a um voto antipetista. Nos outros estratos de renda, houve estabilidade.

Regionalmente, Bolsonaro subiu três pontos no populoso Sudeste, chegando a 39% totais, contra 16% de Haddad. Cresceu mais ainda no Norte (cinco pontos) e Centro-Oeste (quatro pontos).

Ciro e Alckmin mantiveram suas posições da terça, empatados tecnicamente. O pedetista segue com 11% dos votos totais e o tucano, mesmo dispondo da maior artilharia de tempo no horário gratuito, segue estagnado: oscilou negativamente de 9% para 8%.

Marina Silva (Rede) encabeça o bloco final com 4%, empatada tecnicamente com João Amoêdo (Novo, 3%), Alvaro Dias (Podemos, 2%), Henrique Meirelles (MDB, 2%) e Cabo Daciolo (Patriota, 1%). No limite da margem de erro, Marina e Alckmin empatam com 6%.

O deputado segue rejeitado por 45% e o ex-prefeito paulistano oscilou de 41% para 40% o índice daqueles que não votam nele de jeito nenhum. Exemplificando a polarização da disputa, seus eleitores são os mais convictos hoje: 86% dos bolsonaristas e 83% dos pró-Haddad dizem estar certos do voto.

Num hipotético segundo turno com Haddad, Bolsonaro empata tecnicamente com o petista. Manteve os 44% que tinha na terça, enquanto o adversário oscilou positivamente um ponto, para 43%. Segue perdendo para Ciro (42% a 48%) e empata na margem com Alckmin (42% a 43%).

Bolsonaro tem sua maior rejeição entre mulheres (50%), mais jovens (50%) e mais pobres (52%). Haddad, entre mais ricos (acima de 10 salários mínimos mensais, 66%, e entre 5 e 10 salários, 58%) e escolarizados (57%).

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Poupança tem captação líquida de R$ 8,54 bilhões em setembro

A caderneta de poupança fechou setembro com captação líquida de R$ 8,541 bilhões, informou nesta quinta-feira (4), o Banco Central (BC). O valor reflete o montante de recursos que os brasileiros depositaram na caderneta, já descontados os saques no período. Foi o sétimo mês consecutivo de captação líquida na poupança e o melhor resultado para setembro da série histórica, iniciada em 1995.

No mês passado, conforme o BC, os aportes na caderneta somaram R$ 182,870 bilhões, enquanto os saques atingiram R$ 174,328 bilhões. Apenas no último dia útil do mês (28), a captação líquida foi de R$ 3,607 bilhões.

Considerando os rendimentos de R$ 2,825 bilhões em setembro, o total de recursos depositados na poupança chega hoje a R$ 775,774 bilhões.

No acumulado do ano até setembro a captação da poupança está positiva em R$ 25,501 bilhões. Isso é resultado de aportes de R$ 1,641 trilhão e retiradas de R$ 1,615 trilhão.

Atualmente, a remuneração da caderneta de poupança é formada pela taxa referencial (TR) mais 70% da Selic (a taxa básica de juros). A Selic, por sua vez, está hoje em 6,50% ao ano.

Esta regra de remuneração vale sempre que a taxa básica estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança será atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

Dólar avança e Bolsa cai após dois dias de euforia com pesquisas eleitorais

Depois de dois dias de euforia com o avanço de Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas e um cenário negativo para emergentes no exterior, o dólar voltou a subir ante o real e a Bolsa brasileira fechou em queda.

A moeda americana passou boa parte do pregão acima dos R$ 3,90, mas fechou abaixo desse patamar, a R$ 3,8970.

O Ibovespa recuou 0,38%, a 82.952 pontos, com o desempenho negativo amenizado por ações de empresas estatais.

A Petrobras registrou mais um dia de valorização, assim como Banco do Brasil e Eletrobras.

Relatório do FBI exime juiz e republicanos querem confirmar indicado à Suprema Corte no sábado

Nada foi encontrado na nova investigação do FBI sobre Brett Kavanaugh, o indicado de Donald Trump à Suprema Corte dos Estados Unidos, que corrobore as acusações de agressão sexual contra ele, declarou quinta-feira (4), um influente membro do Senado, onde avança o processo de confirmação. A Casa Branca enviou ao Senado nesta quinta-feira, 4, o novo relatório do FBI sobre o juiz.

O senador Chuck Grassley, presidente da Comissão de Justiça do Senado, disse que já é hora de votar a indicação de Kavanaugh para este cargo vitalício. Senadores republicanos disseram que querem confirmar o nome de Kavanaugh no sábado. “Essa investigação não encontrou indícios de má conduta (…) Não há nada nisto que já não saibamos”, disse Grassley em comunicado.

No entanto, líderes da oposição democrata consideram a investigação do  FBI “incompleta” e “limitada”.

A pedido dos democratas e do senador republicano Jeff Flake, fundamental para uma votação que se anuncia apertada, o FBI recebeu, na sexta-feira passada, uma semana para investigar as denúncias da professora da Califórnia Christine Blasey Ford de que Kavanaugh tentou estuprá-la quando eram adolescentes.

“Essas acusações não corroboradas têm sido negadas de maneira inequívoca e reiterada pelo juiz Kavanaugh, e nem a Comissão de Justiça nem o FBI conseguiram localizar outras pessoas que pudessem embasar qualquer uma delas”, assinalou Grassley.

Redação Dinheirama
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