Agora você confere as principais notícias de 23/01/2019, quarta-feira.

Em discurso em Davos, Bolsonaro defende abertura comercial e promete combate à corrupção

O presidente Jair Bolsonaro fez na terça-feira (22), um discurso de apenas 6 minutos na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Ele afirmou que tem credibilidade para fazer as reformas de que o País precisa, mas não citou a da Previdência. O presidente falou em corte de impostos e prometeu combater a corrupção. “Temos o compromisso de mudar nossa história.”

Bolsonaro começou seu discurso afirmando que “o Brasil precisa de vocês”, expressão não incluída em seu plano oficial distribuído à imprensa. Após o improviso inicial,  voltou ao discurso preparado e ressaltou que esta é a primeira viagem internacional que realiza após a eleição, prova da importância que atribui às pautas que este fórum tem promovido e priorizado.

“Esta viagem é prova da importância que atribuo às pautas que este fórum promove”, disse ele. “Esta viagem também é para mim uma grande oportunidade de mostrar para o mundo o momento único em que vivemos em meu país e para apresentar a todos o novo Brasil que estamos construindo.”

Ele afirmou que, nas eleições, sua campanha gastou “menos de US$ 1 milhão”, teve apenas oito segundos de tempo de propaganda gratuita na televisão e foi “injustamente atacado a todo tempo”, mas, mesmo assim, conseguiu a vitória. “Assumi o Brasil em uma profunda crise ética, moral e econômica.”

“Pela primeira vez no Brasil um presidente montou uma equipe de ministros qualificados. Honrando o compromisso de campanha, não aceitando ingerências político-partidárias que, no passado, apenas geraram ineficiência do Estado e corrupção”, disse Bolsonaro, citando a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, como o “homem certo para o combate à corrupção e o combate à lavagem de dinheiro”.

Bolsonaro não mencionou explicitamente no discurso quais reformas pretende fazer, mas ressaltou que quer diminuir a carga tributária e simplificar as normas com o objetivo de “facilitar a vida de quem deseja produzir, empreender, investir e gerar empregos” no Brasil. “Tenham certeza de que, até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios.”

Ainda aos investidores e políticos presentes em Davos, Bolsonaro garantiu que vai trabalhar pela estabilidade macroeconômica do Brasil e prometeu respeitar os contratos, privatizar e equilibrar as contas públicas.

Bolsonaro diz a executivos que Brasil ficará no Acordo do Clima

O Brasil não vai deixar o Acordo de Paris sobre o clima, disse o presidente Jair Bolsonaro em encontro com CEOs em Davos segundo um dos participantes.

Ele já havia feito um aceno nessa direção ao afirmar, na plenária do Fórum Econômico Mundial, que o país pretende estar sintonizado com o mundo na busca da diminuição de CO2 e na preservação ambiental.

Segundo o executivo presente na reunião com o presidente e com o ministro Paulo Guedes (Economia), Bolsonaro foi questionado pelos representantes das multinacionais sobre quais eram seus planos em relação ao ambiente e à questão indígena.

O presidente já chegou a dizer que o país poderia deixar o acordo climático fechado pela ONU em 2015, a exemplo dos EUA. Também já afirmou que era algo a se pensar.

Em Davos, ele esclareceu sua posição, seguindo o que dissera seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Flávio Bolsonaro empregou mãe e mulher de PM do Rio suspeito de comandar milícia

O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) empregou até novembro do ano passado em seu gabinete na Assembleia Legislativa a mãe e a mulher de um policial militar suspeito de comandar milícias no Rio de Janeiro.

O ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega (42), está foragido e é um dos 13 alvos de uma operação deflagrada nesta terça-feira (22) pelo Ministério Público para prender suspeitos de chefiar milícias que atuam nas comunidades como de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

A mãe do PM, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher dele, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, deixaram o gabinete de Flávio, a pedido, no mesmo dia, em 13 de novembro. Elas ocupavam um mesmo cargo e ganhavam R$ 6.490,35 mensais cada. A informação foi antecipada pela TV Globo.

Raimunda é um dos ex-servidores de Flávio citados em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que identificou movimentações financeiras atípicas de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz. Ela repassou R$ 4.600 para a conta de Queiroz.

Queiroz é policial militar aposentado e amigo há mais de 30 anos do presidente Jair Bolsonaro, que o indicou para a vaga no gabinete do filho.

À época da revelação do relatório, em dezembro do ano passado, a reportagem procurou a ex-assessora em endereços relacionados ao seu nome, mas não conseguiu localizá-la.

Raimunda é sócia de um restaurante no Rio Comprido, zona norte do Rio, localizado em frente a uma agência do Itaú na qual foram realizados 18 depósitos em espécie para Queiroz de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. No total, o montante depositado chegou a cerca de R$ 92 mil. Adriano é sócio de outro restaurante na mesma rua.

Em nota, a assessoria do senador eleito disse que Raimunda foi contratada por indicação de Queiroz, que supervisionava o seu trabalho, e que não pode ser responsabilizado por atos que desconhece.

Já a defesa de Queiroz afirmou que “repudia veementemente qualquer tentativa de vincular seu nome a milícia” e que “a divulgação de dados sigilosos obtidos de forma ilegal constitui verdadeira violação aos direitos básicos do cidadão”.

Bolsa reage mal a discurso de Bolsonaro em Davos

Apesar da aceleração da queda da Bolsa após o discurso de Jair Bolsonaro (PSL) em Davos, analistas do mercado financeiro minimizam a primeira impressão ruim do novo presidente brasileiro em apresentação ao mercado financeiro.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, já tinha um dia fraco, mas acelerou as perdas após a fala de menos de 10 minutos de Bolsonaro. No final do pregão, o índice caiu 0,94%, a 95.103 pontos. O dólar se valorizou em relação a moeda brasileira e subiu +1,22% a R$ 3,81.

Para Alvaro Bandeira, economista-chefe da corretora Modalmais, a frustração reflete um discurso pouco incisivo e falhou em abordar temas que interessam a investidores internacionais.

“Faltou ser mais incisivo, dizer eu vou fazer o ajuste fiscal, eu vou fazer reforma da Previdência”, diz Bandeira.

Suprema Corte americana derruba liminar que permitia transexuais servir nas Forças Armadas

A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou na terça-feira (22), uma liminar da Justiça Federal da Califórnia que  permitia a transexuais servir nas Forças Armadas.

Com isso, o decreto do presidente Donald Trump que impede transgêneros de prestar serviço militar entra em vigor até o fim da batalha judicial.

A Corte, no entanto, não decidiu sobre o mérito da questão, como pediram os advogados da Casa Branca.

A Corte da Califórnia ainda deve votar sobre o caso nos próximos meses.

Redação Dinheirama
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