Agora você confere as principais notícias de 11/09/2018, terça-feira.

Bolsonaro mantém liderança da corrida com 24% após ataque, diz Datafolha

O deputado Jair Bolsonaro (PSL) manteve a liderança da corrida presidencial após o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão e o atentado que sofreu na semana passada, de acordo com a nova pesquisa realizada pelo instituto Datafolha.

Segundo o levantamento, Bolsonaro tem 24% das intenções de voto. O presidenciável foi esfaqueado quando atravessava uma multidão em evento de campanha em Juiz de Fora (MG) na quinta (6) e está internado no Hospital Albert Einstein, onde se recupera da cirurgia sofrida após o ataque.

Quatro candidatos aparecem empatados em segundo lugar, dentro da margem de erro. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem 13% das intenções de voto, a ex-senadora Marina Silva (Rede) está com 11%, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 10% e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), com 9%.

Vice da chapa inscrita pelo PT com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato a presidente, Haddad deve ser indicado como seu substituto nesta semana. O Tribunal Superior Eleitoral vetou a candidatura de Lula e estabeleceu prazo até esta terça (11) para que o PT o substitua.

O nome de Lula, que apareceu à frente nos levantamentos anteriores do Datafolha, não foi incluído desta vez nos cartões da pesquisa estimulada, em que os pesquisadores exibem aos entrevistados a lista de candidatos.

Na pesquisa espontânea, em que os eleitores expressam suas preferências sem estímulos dos entrevistadores, o apoio a Lula caiu de 20% para 9% após o início da propaganda na televisão, em que o PT só foi autorizado a apresentá-lo como apoiador.

Condenado pelo juiz Sergio Moro e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e preso desde abril em Curitiba para cumprir pena, Lula está impedido pela Lei da Ficha Limpa de concorrer às eleições.

O PT ainda discute a condenação nos tribunais superiores e recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão do TSE, mas há pouca esperança no partido de obter uma decisão favorável ao ex-presidente.

O Datafolha entrevistou 2.804 eleitores de 197 municípios nesta segunda (10). A pesquisa foi realizada em parceria com a TV Globo. O primeiro turno das eleições está marcado para 7 de outubro, daqui a quatro semanas.

O novo levantamento mostra que Bolsonaro é o candidato com maior rejeição hoje. Segundo o Datafolha, 43% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum no capitão reformado do Exército. A resistência é maior entre as mulheres (49%), entre os mais jovens (55%), entre eleitores com curso superior (48%) e no Nordeste (51%).

A alta rejeição explica o mau desempenho de Bolsonaro nas simulações feitas pelo Datafolha para o segundo turno da disputa. De acordo com os cenários estudados, ele perderia para Alckmin, Marina e Ciro e chegaria à segunda rodada da eleição tecnicamente empatado com Haddad se ela fosse realizada hoje.

A pesquisa mostra também que a vantagem de seus adversários sobre ele em algumas dessas simulações aumentou. Se o segundo turno fosse hoje, Alckmin e Marina teriam 43% no confronto com Bolsonaro, Ciro alcançaria 45% e o capitão oscilaria entre 34% e 37%.

A disputa seria mais acirrada se Bolsonaro chegasse ao segundo turno com Haddad. Se fosse hoje, o candidato petista teria 39% e Bolsonaro, 38%.

Palocci diz que Lula agiu ‘diretamente’ por propinas

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil dos governos Lula e Dilma, Antonio Palocci afirmou, em depoimento à força-tarefa Greenfield, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agiu ‘diretamente’ em pedido de propina relacionado à compra de caças suecos durante o governo Dilma Rousseff. Lula é réu na ação dos caças por lavagem de dinheiro, tráfico de influência e associação criminosa. Em depoimento no dia 26 de junho passado, Palocci menciona um suposto acerto envolvendo inclusive autoridades francesas.

Não é a primeira vez que Palocci acusa seu ex-líder. Na Lava Jato, perante ao juiz Sérgio Moro, o ex-ministro detonou Lula atribuindo ao ex-presidente suposto ‘pacto de sangue’ de R$ 300 milhões com a empreiteira Odebrecht. Palocci fechou acordo de delação premiada com a Polícia Federal em Curitiba.

Nesta ação dos caças, Lula, seu filho Luís Cláudio e o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, respondem pela acusação de integrarem ‘negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da Medida Provisória 627’, durante o governo Dilma Rousseff.

O depoimento de Palocci foi marcado para dia 20 de novembro pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília.

Dólar tem terceira queda seguida e fecha abaixo de R$ 4,10

O dólar terminou em baixa pelo terceiro pregão consecutivo, abaixo de R$ 4,10, num movimento de ajuste ao cenário político após o ataque sofrido na quinta-feira pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL), Jair Bolsonaro, que levou os investidores a avaliarem que a esquerda perderia fôlego nas eleições.

O dólar recuou 0,26%, a R$ 4,0935 na venda, acumulando, nas três sessões seguidas de baixa, 1,44%. Na mínima, a moeda marcou R$ 4,0520, na abertura, e na máxima, R$ 4,1283. O dólar futuro subia cerca de 0,80%.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em queda nesta segunda-feira, reflexo do conservadorismo dos agentes financeiros antes de pesquisas eleitorais previstas para os próximos dias, incluindo Datafolha ainda na noite de segunda-feira (10), dado o quadro incerto sobre a disputa presidencial no país.

De acordo com dados preliminares, o principal índice de ações da B3 caiu 0,24%, a 76.233,41 pontos. O volume financeiro da sessão somava R$ 7,96 bilhões.

Casa Branca contatou Bolsonaro após atentado, diz porta-voz

A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou nesta segunda (10) que integrantes do governo de Donald Trump entraram em contato com a família de Jair Bolsonaro após o ataque sofrido pelo presidenciável em Minas Gerais.

A afirmação foi feita após ser questionada no briefing diário da Casa Branca se o republicano ligou ou enviou alguma mensagem para a família do pré-candidato do PSL à Presidência da República.

“Eu não tenho conhecimento de que o presidente o tenha feito, mas creio que membros da administração entraram em contato”, disse, prometendo levantar mais detalhes.

O candidato brasileiro já demonstrou simpatia a Donald Trump diversas vezes. Governos estrangeiros, porém, têm por praxe não se manifestar sobre as eleições em outro país.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários